quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Fomos muitos muitos mil...




A Greve Geral de 24 de Novembro provocou a paralisação "quase total" dos serviços públicos em Portalegre, situação que acontece pela "primeira vez" na nossa cidade, segundo a União de Sindicatos do Norte Alentejano (USNA).
"A Greve Geral foi sentida e vivida com grande intensidade no Distrito de Portalegre", admitiu Diogo Júlio, acrescentando que "a Greve chegou a todos os locais de trabalho em cada um dos 15 concelhos do Distrito, encerrando inúmeros serviços ou mantendo-os a funcionar através dos trabalhadores em greve, mas a cumprirem os serviços mínimos que a lei (e em muitos casos o bom senso) impõe".
Apesar de "alguns condicionalismos" que aconteceram antes da Greve Geral, Chambel Tomé, presidente da UGT de Portalegre, congratulou-se com a adesão registada não só a nível nacional, mas sobretudo no nosso Distrito, onde, segundo salientou, "a saúde, a educação e os transportes foram os sectores mais atingidos".
Subscrevendo as palavras de Chambel Tomé, o coordenador da USNA admitiu que, no nosso Distrito, a Greve Geral "foi um grande êxito", sendo que "correspondeu quer às expectativas, quer às necessidades que tínhamos para a realizar".
Revelando que a adesão verificada no Distrito de Portalegre "ultrapassou os 70 por cento", o coordenador da USNA admitiu que "estamos satisfeitos em todas as áreas onde a resposta foi grande e satisfatória, e em situações muito adversas".
"Quem não participou nesta luta faz parte dos derrotados, os que participaram, mesmo sozinhos, fazem parte dos vencedores e daqueles que estão disponíveis para continuar a lutar", salientou.
Diogo Júlio fez questão de aclarar que a Greve foi mobilizada "não para derrubar o Governo", mas para uma "ruptura com as políticas e para haver políticas diferentes que permitam dizer que o Distrito de Portalegre está no coração do triângulo de desenvolvimento ibérico" e por isso "é a porta para a Europa e para o nosso desenvolvimento". Como tal, defendeu que "devemos ser tratados com esse estatuto e ninguém pode assobiar para o lado".
O coordenador da USNA dirigiu ainda uma palavra para aqueles com responsabilidades nos diversos serviços que "não foram capazes de resistir às pressões e andaram a cumprir o papel de empregados do poder central, em vez de cumprirem o seu papel de homens e mulheres do Norte Alentejano que era importante lutarem por ele".
Saudando os trabalhadores que afirmaram o seu "descontentamento" e a vontade de contribuírem para alterar a situação do País e da região onde nos inserimos, a direcção da USNA saúde igualmente os delegados, dirigentes e trabalhadores organizadores e participantes na Greve Geral.
Tentativas de desmobilizar os trabalhadores
Segundo Diogo Júlio, também no Distrito de Portalegre ocorreram "tentativas de desmobilizar os trabalhadores e de menorizar a Greve, tentando colocar a questão de que o País precisa de trabalhar e o que era preciso era produzir". Contudo, e segundo defendeu, "entendemos que é necessário parar para reflectir e inverter a situação que vivemos". E nesta matéria, "os trabalhadores perceberam muito bem" e responderam de forma clara, aderindo em grande número à Greve Geral.
O coordenador da USNA fez questão de salientar que no Distrito de Portalegre esta acção foi desenvolvida "num contexto de desemprego, de pobreza absoluta e de medo que foi aproveitado por algumas administrações para tentar furar a greve". Segundo revelou, ocorreram "pressões enormes e ilegítimas contra os trabalhadores, nomeadamente no Hospital Doutor José Maria Grande", mas mesmo assim "não conseguiram que os trabalhadores não fizessem greve".

in Jornal Fonte Nova

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Greve Geral - Os primeiros resultados



Os resultados do primeiro turno de trabalho em vários locais mostram-nos uma forte adesão também no Norte Alentejano:
Hospital Dr. José Maria Grande - 80,5%
Hospital Distrital de Stª Luzia (só função publica) 100%
Não sairam os carros de recolha do lixo em:
Portalegre, Avis e Marvão.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

A PREPARAÇÃO DA GREVE GERAL ESTÁ A CAUSAR ENGULHOS A ALGUNS!



O desespero de alguns sectores leva-os a dar tiros no seu próprio pé!
Um “comentador” de uma rádio local a trabalhar à peça para a rádio e acumulando com o vencimento que lhe é pago na USLNA tem-se afadigado em atacar a Greve Geral, as organizações que a convocam e os dirigentes regionais das Centrais sindicais.

Nas últimas duas semanas o “comentador” da Rádio Local através de um seu programa que vende a esta rádio tem vindo a atacar a greve geral e os seus promotores e a tecer considerações, no mínimo, deselegantes acerca dos principais dirigentes regionais da UGT e da CGTP-IN.

Na última segunda feira as diatribes continuaram mas desta vez passou das “marcas” quer utilizando uma atitude “pidesca” intimando uma jornalista a dizer se vai ou não fazer greve, quer nas insinuações feitas de que as centrais sindicais iriam obrigar os trabalhadores a fazerem greve e, a exercer represálias sobre os que não a façam.

Repetiu depois as provocações e os apelos para que os seus ouvintes não façam greve, intercaladas com a afirmação de que ele não a irá fazer.

Que o senhor em causa não faça greve não nos merece como é óbvio quaisquer reparos: a decisão de fazer ou não fazer esta e qualquer outra greve é uma decisão que cabe a cada trabalhador abrangido pelo respectivo pré-aviso. Aliás, no caso em apreço, até lhe louvamos a coerência. O “comentador” demonstra com a sua decisão que não “morde a mão que lhe dá de comer”: é que todos sabemos como foi a sua entrada para a ULSNA e adivinhamos as tarefas que lhe foram destinadas.

Quanto às provocações aos dirigentes sindicais, à greve geral e aos trabalhadores, essas não lhe permitiremos!

Viva a Greve Geral!

A Direcção Regional da União dos Sindicatos do Norte Alentejano

A GREVE GERAL ESTÁ EM MARCHA!



As razões para a Greve Geral
No Norte Alentejano existem sobejas razões para cumprirmos a Greve Geral.
A acrescer às inúmeras razões nacionais importa travar:
1ª. A destruição do tecido produtivo regional e em particular as empresas industriais.
Importa ter presente que o distrito de Portalegre está a ser vítima do encerramento formal, da situação de insolvência, do não pagamento de salários de empresas que no seu conjunto atingem mais de 3.000 famílias em praticamente todos os concelhos do distrito.
AZEMO e GASL em Arronches, Lactogal em Avis, Hotel Garcia d´Orta em Castelo de Vide, Industria extractiva de Granitos e dezenas de comércios em Elvas, Golfe Hotel em Marvão, Ind. Extractiva de Granitos em Monforte, Singranova em Nisa, Delphi/Inlan, Subercentro em Ponte de Sôr, Fino’s, Soc. Corticieria Robinson, Robinson S. A., a Invicar e dezenas de estabelecimentos comerciais em Portalegre, a Enasel em Sousel..

A estas há que juntar o contributo do Estado:
O Encerramento da Maternidade Mariana Martins e do Colégio de Inserção de Vila Fernando bem como a retirada das forças militares do concelho de Elvas; o despedimento de trabalhadoras pela Segurança Social, os despedimentos (chamam-lhes disponíveis) no Ministério da Agricultura e da Justiça, o romance que envolve a escola da GNR em Portalegre.

2ª. O desemprego existente que atinge números insustentáveis.
O desemprego no distrito não pára de aumentar. Estando hoje perigosamente perto dos 10 mil desempregados.
A taxa de desemprego atinge hoje os 15,8% apesar da perda contínua de população activa.
Os números oficiais de desemprego representam já 22% dos trabalhadores por conta de outrem.

3ª. A intenção do governo central em fomentar a pobreza e a exclusão social.

O governo assume-se, no ano internacional de combate à pobreza e à exclusão social como o maior inimigo desse combate.
No Norte Alentejano, uma região onde 60% da população obtém os seus rendimentos directa ou indirectamente do Orçamento de Estado (reformados e pensionistas, funcionários públicos, desempregados subsidiados, beneficiários do RSI) é particularmente visado pela decisão governamental de retirar subsídios às crianças, reduzir as reformas e pensões, reduzir inconstitucionalmente os salários dos trabalhadores da função pública.

4ª. Redução dos orçamentos das IPSS

Seja por não actualização dos montantes por utente e demora na contratualização, seja por aumento dos impostos aplicados.
Numa altura e numa região em que são já diversos os sectores da sociedade a denunciarem os casos de pobreza (visível e escondida) que atinge um número alarmante de famílias e em que dispara o número de famílias a procurarem ajuda junto das diferentes entidades com actividade no território (seg. social, caritas, igreja, autarquias, etc…)

5ª. Cortes brutais nas transferências para as Autarquias Locais

O governo invocando a crise que ele próprio criou (usando o dinheiro de todos para tapar os buracos originados pela incompetência e/ou fraudes de banqueiros sem escrúpulos) decidiu cortes significativos nas transferências para o poder local.
Não tratou todos por igual. Enquanto o corte médio nacional foi de 30 euros por habitante, para o distrito de Portalegre esse corte de verbas correspondeu a 90 euros por habitante.
O mesmo sucede com o investimento inscrito no PIDAC em que para o Distrito de Portalegre receberá apenas 900 mil euros o que é muito menos que os distritos à volta e menos do que é atribuído a um dos concelhos; Portel.

É neste contexto que decidimos, preparámos e iremos cumprir a Greve Geral.

Nesta acção que se iniciou com a ratificação da Greve numa enorme Assembleia comemorativa do 40º aniversário da CGTP-IN forma mobilizados cerca de 50 dirigentes e activistas sindicais – 13 dos quais a tempo inteiro, que contactaram os trabalhadores e trabalhadoras de mais de uma centena de empresas e serviços nos quinze concelhos do distrito:
Em todas as autarquias e em todas as frentes de trabalho, em todos os supermercados, nas Pousadas e hotéis, nas principais empresas industriais e com os trabalhadores das que entretanto encerraram, nas principais unidades de saúde, nas IPSSs e nas escolas, nas finanças e na segurança social, os trabalhadores e trabalhadoras ouviram e discutiram quer as razões quer a importância da greve.

Do trabalho realizado e da reacção encontrada é justo esperar que o resultado irá ser muito positivo.
Sem podermos antecipar-nos aos resultados da Greve não temos dúvidas em afirmar que dia 25 constataremos que muito lixo não foi retirado, que muitos transportes não foram efectuados que na maioria das empresas a laboração não teve lugar, que nos sectores vitais do distrito estabelecimentos de saúde, transportes e outros, o seu funcionamento foi assegurado no âmbito dos serviços mínimos, por trabalhadores em greve.

O QUE ESPERAMOS ALCANÇAR!

Como já por diversas vezes o declarámos esta não é uma luta por satisfação imediata de reivindicações laborais. Esta não e uma qualquer luta laboral que diz respeito apenas aos trabalhadores que a decidiram e irão cumprir.
A Greve Geral de dia 24 de Novembro é no País e em particular no Norte Alentejano uma luta de Todos e para Todos!
A Greve Geral é, vai ser, uma afirmação de que os norte alentejanos/as não baixam os braços nem se rendem perante os crimes contra nós cometidos.

A Greve Geral vai ser:
Uma atitude colectiva de afirmação da vontade em continuar a viver e a trabalhar nesta região.
Uma afirmação da vontade de assumir uma acção reivindicativa mais forte exigindo que parem as politica de marginalização do nosso distrito, pela exigência de que o distrito seja dotado das infra estruturas que só aqui não chegaram: transportes ferroviários deste século circulando em vias electrificadas, a velocidades e com horários que os tornem apetecíveis, uma auto-estrada que sirva a capital do distrito e nos ligue a Elvas e a Badajoz, condições atractivas para os técnicos de saúde que nos faltam, investimento público que funcione com alavanca de desenvolvimento. Politicas que possam potenciar a utilização racional da terra e dos produtos a ela ligados, sejam produtos agro-alimentares sejam produtos turísticos.
A Greve Geral é de Todos e para Todos porque também ela irá reafirmar a nossa posição de território que não é, ao contrário do que afirmam e praticam, um território do interior. O norte alentejano é o território que está na linha da frente da nossa ligação à Europa, o mais próximo dos nossos principais mercados, bem incrustado no triângulo de desenvolvimento ibérico cujos vértices assentam em Sevilha, Lisboa e Madrid.
POR tudo isto porque a Greve Geral é de Todos!
Todos vamos construi-la e cumpri-la!

Viva o Norte Alentejano!
Viva a Greve Geral!

Portalegre, 2010-11-22

A Direcção Regional da USNA/cgtp-in

domingo, 21 de novembro de 2010

PELO PÃO E PELA PAZ!


Uma delegação de norte alentejanos integrou-se na Manifestação PAZ SIM! NATO NÃO! que nas ruas de Lisboa gritou o seu protesto contra a NATO e exigiu políticas que garantam o Pão e a Paz!
Integrados na acção que reuniu mais de 35 mil manifestantes a delegação norte alentejana era integrada por activistas e dirigentes da União (USNA/cgtp-in), do Sindicato da Função Publica, dos Professores, do Stal, da InterJovem,Autarcas e dirigentes do PCP/Portalegre.
Enquanto esta delegação desfilava pela PAZ, dezenas de outros dirigentes e activistas sindicais mantinham, no distrito uma intensa acção para levar a Greve Geral a todos os cantos do distrito.
No sábado essa acção recaíu junto aos supermercados nas cidades de Elvas, Ponte de Sôr e Portalegre.
Pela PAZ e Pelo Pão os norte-alentejanos continuam a agir, a organizar e a lutar.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O Norte Alentejano em defesa da Paz!



A USNA/cgtp-in integra, com a CGTP-IN, a Comissão Promotora da Manifestação do próximo dia 20 de Novembro, a realizar em Lisboa – com saída às 15H00 do Marquês de Pombal para os Restauradores – em defesa da paz e contra a cimeira da NATO em Portugal.

Para a União , a defesa dos direitos e interesses dos trabalhadores e do Norte Alentejano é inseparável da acção prática nos domínios da solidariedade internacionalista e da defesa da Paz no Mundo.

Neste contexto e perante a violenta ofensiva que – primeiro a pretexto da crise e agora do combate ao défice e à dívida pública – atinge, fundamentalmente, os trabalhadores e as camadas mais pobres da nossa sociedade e justifica a convocatória da GREVE GERAL de 24 de Novembro, a USNA/cgtp-in salienta que o aumento das despesas militares e a participação de Portugal na NATO só contribuirão para agravar, ainda mais, as condições de quem trabalha.

Para além disso, a Cimeira da NATO propõe-se rever o seu chamado Conceito Estratégico. Na verdade, a NATO pretende auto justificar a legitimidade – que nada nem ninguém lhe atribuiu - de intervir onde e quando entender, pelos mais diversos motivos, reais ou fabricados.

A USNA/cgtp-in, fiel aos princípios inspiradores da Revolução de 25 de Abril de 1974, sempre defendeu a dissolução da NATO, aliás, de acordo com a formulação expressa na Constituição da República Portuguesa, que preconiza, de forma clara e inequívoca, a dissolução simultânea e controlada dos blocos político-militares.

A Campanha “ Paz Sim, NATO Não! “, que a USNA e a CGTP-IN integram desde a primeira hora, tem sido importante no esclarecimento, sensibilização e mobilização da opinião pública portuguesa para os perigos que representa este “ novo “ papel que a NATO pretende desempenhar na cena internacional.

Por tudo isto, a União dos Sindicatos do Norte Alentejano apela aos trabalhadores e trabalhadoras do nosso distrito para que participem na MANIFESTAÇÃO DE 20 DE NOVEMBRO, de forma a dar expressão à luta pela paz, pela solidariedade entre os povos, contra o belicismo e as ingerências externas, pelo progresso económico e social.
PAZ SIM! NATO NÃO!

A Comissão Executiva

domingo, 7 de novembro de 2010

Isto vai camaradas, isto vai!



A manifestação da função pública ontem (6-11-10) realizada em Lisboa colocou na rua cem mil trabalhadores e trabalhadoras de todos os sub-sectores da função pública.
Trabalhadores e trabalhadoras da Administração Local e Central, da saúde, do ensino, das polícias, dos impostos... quiseram reafirmar a sua vontade em travar as políticas de desastre e impôr um novo rumo para o país.
Conforme ficou claro nas ruas de Lisboa os trabalhadores e trabalhadoras da função pública quiseram dar ao governo e ao país um "cheirinho" do que vai ser a Greve Geral.
O Norte Alentejano, como sempre, esteve presente no protesto e no compromisso de que a Greve Geral será, também aqui, cumprida com entusiasmo.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O "dominó" da Desindustrialização!



"O director geral da Selenis Serviços, em Portalegre, admite que “há uma forte probabilidade” dos trabalhadores da empresa não receberem os salários de Novembro, devido às dificuldades de tesouraria que a fábrica vem enfrentando nos últimos tempos.
Em comunicado enviado às chefias da Selenis Serviços, Emanuel Lopes alerta os colaboradores da empresa para se prepararem para essa situação e para “adaptarem, com tempo, a sua tesouraria familiar a essa forte probabilidade”.
O mesmo responsável promete fazer um comunicado à totalidade das pessoas da Selenis Serviços, na quinta feira, até lá, apela à serenidade dos trabalhadores, considerando que “posições extremadas” não favorecerão os funcionários da empresa.
A empresa, que emprega actualmente cerca de 80 trabalhadores, presta serviços a outras empresas nas áreas da manutenção, controle de qualidade, segurança e higiene no trabalho e administrativos" in rádio portalegre.
Trata-se da preparação para novo encerramento?
Em Portalegre (cidade) foram destruidos milhares de postos de trabalho e praticamente destruída a sua capacidade produtiva, em particular a sua industria.
Nos tempos mais recentes encerraram em Portalegre as seguintes empresas:
A Fino's - Fabrica de Lanifícios de Portalegre; a Sociedade Corticeira Robinsom Bros e a Robinson S.A.; a Jonshon Control's; está "paralisada" e com salários em atraso a Invicar.
A Selenis, a herdeira da "antiga" Finicisa era até agora, a par da Serraleite, as únicas empresas "antigas" a laborarem em Portalegre, começa a dar sinais de querer deixar apenas a SERRALEITE a ostentar tal título.
Desde há muito temos vindo a defender a necessidade de serem criadas condições de excepção para garantirmos a actividade industrial no concelho ( e no distrito) o que passa por garantir a continuidade das empresas existentes e a fixação de novas empresas.
Tal passa, também, por investimento público e políticas que valorizem o interior o que não tem sido feito por sucessivos governos distantes politica e geograficamente do nosso distrito e das nossas gentes.
Por isso é preciso mudar de rumo e para isso é fundamental que seja "a raia miúda" a levantar a voz e o braço para nos recolocar nos caminhos que queremos e merecemos.
A greve Geral marcada para dia 24 de Novembro e a participação de todos e de todas pode ser (vai ser) um bom contributo para travar o saque, para abrir novos caminhos para o Norte Alentejano e as nossas gentes.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Nem tudo é mau...



Desde o início do ano seis pessoas já perderam a vida em acidentes de trabalho no Alentejo. Cinco no distrito de Beja e uma no distrito de Évora. Portalegre escapa à amarga estatística, sendo o único distrito português em que não se registaram mortes no trabalho em 2010.
Os dados foram agora revelados pela Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT), que aponta a construção civil e a indústria transformadora como os dois sectores de actividade onde predomina o maior risco de acidente grave. Ainda assim, a agricultura continua a merecer atenções redobradas na região alentejana, sobretudo para os trabalhadores rurais que operam com máquinas.
As estatísticas da ACT alertam que a queda em altura continua a ser a principal causa dos sinistros mortais na região, sendo as terças e as sextas-feiras os dias da semana que registaram a maioria dos acidentes fatais

sábado, 30 de outubro de 2010

História de um Compromisso, com Espanha e com a liberdade!



Milhares de pessoas quiseram despedir-se de Marcelino Camacho e apresentar condolências à família, à direcção de CC.OO e do PCE.
O corpo do dirigente histórico encontrava-se em câmara ardente na sede de CC.OO de Madrid e por lá passaram inúmeras personalidades da vida espanhola, entre os quais o actual secretário geral de Comisiones - Ignácio Toxo, o Principe herdeiro - D. Filipe e o Primeiro Ministro-Rodriguez Sapataro.
A União dos Sindicatos do Norte Alentejano rende igualmente a sua homenagem ao sindicalista e comunista Marcelino Camacho e já apresentou condolências ao Secretário Geral das CC.OO da Extremadura.

Observatório Social



Reuniram no passado dia 27 de Outubro no Governo Civil, a convite do Governador, um conjunto de entidades do Distrito, interesseadas em debater a situação económica e social que nos atinge.
Na reunião, presidida pelo Sr. Governador Civil, participaram o Vice- Presidente da CIMAA - Comunidade Intermunicipal dos Municípios do Alto Alentejo; o Presidente da Autoridade do Turismo do Alentejo; o Sub Director Regional da Economia; A Directora e um Vice-Director do IEFP - Alentejo; o Presidente da Associação de Agricultores do Distrito de Portalegre; o Presidente da Associação Comercial de Portalegre; a Delegada Regional da Autoridade para as Condições de Trabalho; o Presidente da Caritas Diocesana; Um representante do Director Regional da Segurança Social; os Presidente e Vice-Presidente do Instituto Politécnico de Portalegre; o Presidente da UGT - Portalegre; o Coordenador da USNA/cgtp-in e o Presidente do Nerpor.
Foi decidida a constituição do Observatório Económico e Social do Distrito de Portalegre, definidos os seus objectivos e decidida a sua composição e funcionamento.
A USNA/cgtp-in que desde há muito vem reclamando a constituição de um Fórum com competência e vontade para exigir que o Norte Alentejano não continue a ser marginalizado, saudou a realização da reunião e assumiu o compromisso de nele participar de forma muito empenhada.

Nós subscrevemos!


SAHARA OCIDENTAL
SITUAÇÃO NOS TERRITÓRIOS OCUPADOS

A morte no passado dia 24 de um adolescente e ferimentos em vários cidadãos Saharauis, no acampamento Gdeim Izi, em El AAiún, nos Territórios Ocupados da República Árabe Saharaui Democrática (RASD), vem pôr na ordem do dia e com carácter de urgência a resolução da autodeterminação do povo saharaui.

A deslocação de dezenas de milhar de saharauis para o acampamento Gdeim Izi, com total falta de condições, foi decidida como forma de protesto pela brutal repressão e discriminação exercida pelo Reino de Marrocos sobre a população saharui que vive nos territórios ilegal e violentamente ocupados há 35 anos.

As organizações signatárias consideram que a repressão, os assassinatos, os raptos e as torturas, são a expressão do colonialismo exercido por Marrocos com o fim de explorar os riquíssimos recursos daqueles territórios.

Consideram, assim, que é condição para acabar com este estado de terror e opressão, o fim da ocupação dos territórios que por direito próprio, pertencem ao Povo Saharaui e à RASD.

As nossas organizações condenam firmemente os mais recentes acontecimentos, designadamente o cerco militar marroquino ao acampamento de protesto.

Apelam às organizações sociais e cívicas e a todas e todos os que amam a Paz e defendem o Direito Internacional, para que divulguem e defendam activamente o legítimo Direito do Povo Saharaui a escolher livremente o seu destino.

Os signatários apelam aos diversos órgãos de soberania portugueses e particularmente ao Governo para que, nas diversas instâncias internacionais em que têm assento intervenham activa e firmemente em apoio ao cumprimento imediato das Resoluções das Nações Unidas quanto á concretização do Referendo, no qual o povo Saharaui exerça livremente o seu direito à autodeterminação.

As organizações subscritoras reafirmam a sua total e inequívoca solidariedade e o seu activo empenhamento na defesa dos inalienáveis direitos do Povo Saharaui.

Lisboa, 28/10/2010

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

PACTO PARA O EMPREGO CHEGOU AO FIM



Na última reunião realizada no dia 14 de Outubro, em sede da CPCS, concluiu-se terminar com a discussão sobre o Pacto para o Emprego.
Esta é uma decisão que só peca por tardia. Tal como a CGTP-IN referiu desde o início, num cenário macro-económico marcado pela contracção da economia, a quebra do emprego, o aumento do desemprego, a redução da protecção social e o aumento das desigualdades e da pobreza, nada de positivo poderia resultar daqui para os trabalhadores e trabalhadoras.
Por isso denunciamos os objectivos do Governo, assentes numa ofensiva generalizada contra os direitos de quem trabalha e as propostas patronais visando o aprofundamento da flexibilização da legislação laboral. E apresentámos um conjunto de propostas, demonstrando que não estamos perante uma inevitabilidade e que existem alternativas para responder aos problemas estruturais do país e às necessidades e anseios dos trabalhadores e dos seus agregados familiares.
Neste período, marcado por uma postura tacticista do patronato, sempre ávido em “sacar” mais dinheiro à custa do erário público, e de uma UGT a fazer de “pivot” entre aqueles e o Governo, denunciámos a falta de transparência do processo e o simulacro de negociação, traduzido na recusa de apresentação de propostas concretas, por parte dos representantes dos vários Ministérios envolvidos.
Perante o PEC 3 e o reconhecimento da Ministra do Trabalho “de que pouco ou nada tinha para oferecer”, o denominado Pacto morreu às mãos de quem o tinha anunciado e concebido.

sábado, 16 de outubro de 2010

É absolutamente necessário travar estas políticas.



A Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical decidiu no ano em que comemora o seu 40º aniversário “propor aos trabalhadores e trabalhadoras do nosso país, a realização, a 24 de Novembro, de uma Greve Geral”.
A direcção não tem dúvidas da necessidade, das condições, e da possibilidade de realização desta grande greve, mas quer fazê-la de forma participada, com todos!, “com um sentido de responsabilidade e respeito recíproco, propomos uma forte unidade de acção a todas as organizações sindicais que demonstrem preocupação com os problemas que os trabalhadores e o país se deparam e manifestem disponibilidade para lhes dar combate em acções sectoriais, bem como nesta greve geral, afirmando-se caminhos alternativos e caminhos justos para a sociedade portuguesa”.
No Norte Alentejano a Greve Geral já começou a ser preparada. Em cada local de trabalho é agora a hora de discutir a forma de lhe dar corpo.
Viva a Greve Geral

domingo, 16 de maio de 2010

É Preciso avisar toda a gente....



NOVO PACOTE DO GOVERNO, COM O APOIO DO PSD, AGRAVA PROGRAMA DE ESTABILIDADE E CRESCIMENTO
O Governo anunciou a 13 de Maio um novo injusto e inaceitável pacote de “medidas de austeridade”. O elemento essencial é o aumento dos impostos sobre o rendimento (com apropriação de parte do salário dos trabalhadores e das pensões) e sobre o consumo. O pacote inclui, em particular, o agravamento generalizado do IRS; a elevação do IVA para todos os produtos; o congelamento de admissões na Administração Pública; reduções das indemnizações compensatórias às empresas de capitais públicas; cortes nas transferências para as autarquias locais.
Este pacote é o resultado de mais um acordo celebrado entre o Governo e o PSD. O mesmo já antes acontecera com as medidas incluídas no Programa de Estabilidade e Crescimento 2010-2013 (PEC) para “acalmar os mercados”. Na prática, está a ser desenvolvida uma governação económica cujos rostos e principais intérpretes são o Primeiro-Ministro e o Presidente do PSD (que não tem mandato de governação), à margem dos partidos políticos e da Assembleia da República, num atropelo de regras básicas do funcionamento democrático.
Cada vez é mais evidente que não temos uma efectiva governação política do país, mas sim a gestão Sócrates/Passos Coelho subordinada às orientações e decisões dos especuladores financeiros (os primeiros responsáveis da crise) e aos interesses do grande capital, cumprindo as políticas neoliberais dos mandantes da União Europeia.
Sucessivos pacotes de medidas injustas e violentas para os trabalhadores
A consequência mais relevante deste pacote – a ser executado – é a quebra do nível de vida da generalidade da população. A generalidade dos trabalhadores vê o seu poder de compra atacado por via do aumento dos impostos pagos em sede de IRS (+ 1% a + 1,5%) e de impostos pagos quando adquirem bens de consumo (+ 1% no IVA). Uma parte significativa destes trabalhadores ou não tem aumentos salariais, como acontece na Administração Pública, em sectores do privado e no geral, e, empresas do Sector Empresarial do Estado, ou tem actualizações salariais muito reduzidas.
Este pacote não pode ser visto isoladamente pois as suas medidas gravosas acrescem às que estão inscritas no OE e no PEC aprovado em Março. O PEC é profundamente injusto. Prevê, entre outras medidas, o congelamento (redução efectiva) ou forte moderação dos salários; introduz cortes nas despesas sociais, incluindo as prestações sociais não contributivas; contém um programa de privatizações com vista a quase liquidar o que resta do Sector Empresarial do Estado; agrava a tributação sobre o trabalho.
Num contexto de agravamento do desemprego e da existência de uma franja significativa de desempregados que não são cobertos pelas prestações de desemprego (mais de 200 mil desempregados em Março), o Governo já aprovou em Conselho de Ministros normas restritivas sobre o subsídio de desemprego que, na prática, reduzem o seu valor – ao ser criado um novo limite máximo (75% do salário líquido) – e visam obrigar os desempregados a aceitar empregos a qualquer preço. Os impactos destas medidas induzem uma redução generalizada dos salários.
O Governo aprovou também medidas restritivas sobre o rendimento social de inserção que, a pretexto de abusos existentes, poderão reforçar o carácter estigmatizante de apoios e prestações destinadas a combater a pobreza e a exclusão social., precisamente no ano em que a U.E. elegeu 2010 como ano de combate à pobreza.
O actual pacote conduz a novas penalizações: ao reduzir o salário líquido, devido ao aumento do IRS, vai representar um novo corte no subsídio de desemprego; elimina medidas de apoio anti-crise.
Profunda injustiça na repartição dos sacrifícios
É falsa a afirmação do Governo de que os sacrifícios exigidos à população são repartidos de uma “forma justa”. Sustenta essa afirmação no facto de o pacote também incluir algum aumento do IRC para as grandes empresas e a banca, o aumento da taxa liberatória do IRS aplicável a depósitos a prazo e a dividendos, pequenos cortes salariais a políticos, gestores e líderes de entidades reguladoras. Porém, algumas destas medidas são simbólicas como reconheceu expressamente o Primeiro-Ministro em relação a estes cortes salariais e outras, como no caso da tributação das mais-valias, que têm efeitos limitados pelo facto de deixarem de fora as sociedades gestoras de participações sociais e os fundos de investimento. Quanto ao aumento do imposto sobre os lucros, o seu impacto será também reduzido, designadamente, pelo facto de apenas abranger as empresas com lucros tributáveis superiores a 2 milhões de euros.
Estas medidas adoptadas não significam efectiva justiça social e fiscal. Contudo, há a registar que as reivindicações e a luta da CGTP-IN e dos trabalhadores foram determinantes para que o Governo tivesse de as adoptar.
Não existe justiça relativa quando o grosso dos sacrifícios pedidos recai sobre os assalariados que vêem os seus salários reduzidos e a sua tributação em IRS agravada; sobre os consumidores em geral por via do aumento do IVA; sobre os pensionistas; sobre os desempregados; sobre os beneficiários de prestações não contributivas, incluindo a parte mais pobre abrangida pelo rendimento social de inserção.
Uma das novas injustiças gritante e absolutamente inaceitável é o aumento da taxa mínima do IVA. Os aumentos verificados no IVA nos últimos anos nunca atingiram esta taxa que abrange produtos de primeira necessidade, produtos alimentares, bens energéticos, água, medicamentos e outros produtos de saúde. A população pobre e os pensionistas serão os mais atingidos pois são os que têm uma maior despesa relativa com bens alimentares de primeira necessidade e com medicamentos.
Os custos resultantes deste pacote poderão, inclusive, ser bem maiores do que parecem à primeira vista. De facto, a redução das indemnizações compensatórias a empresas do Sector Empresarial do Estado, incluindo as de transportes, poderá acarretar uma ainda maior degradação financeira destas empresas e o acréscimo de encargos para os utentes e/ou redução dos serviços públicos. Entretanto, os impactos de medidas que vêm sendo adoptadas na Saúde e no Ensino e as pretensões expressas pelo PSD no que se refere à revisão da CRP (no fundamental não combatidas pelo PS), configuram novos atentados a direitos fundamentais dos portugueses.
Além disso, também algumas ideias já avançadas, para público, pelo Governo, no que se refere ao “Pacto de Emprego” e à hipotética revisão da legislação laboral, indiciam inadmissíveis ataques aos direitos dos trabalhadores.
O emprego é mais uma vez sacrificado
Nem o PEC nem este novo pacote adicional se preocupam com o emprego. O Primeiro-Ministro, na Conferência de Imprensas de 13 de Maio, não usou sequer a palavra emprego. É como se não houvesse uma crise de emprego e a taxa de desemprego oficial não estivesse já acima dos 10%.
A preocupação não é a adopção de políticas económicas que criem emprego nem a melhoria da cobertura dos desempregados pela protecção social nem o combate às desigualdades e á pobreza. As prioridades do Primeiro-Ministro e do líder do PSD centram-se em servir os interesses do grande capital internacional e nacional e na manutenção no poder (político e económico) daqueles que há décadas nos desgovernam e cada vez mais nos exploram.
Que governação é esta que abandona o primeiro e mais grave problema da sociedade portuguesa? Onde está o tão propalado interesse nacional?
Os momentos de crise revelam não só a qualidade da governação de um país, como também o carácter das pessoas que a ocupam, bem como a capacidade dos dirigentes para responder aos problemas que se colocam a uma sociedade.
Esta crise poderia e deveria servir para inverter o caminho de declínio económico, de crescentes desigualdades sociais, de pessimismo sobre o nosso futuro colectivo e de perda de valores. Mas não é este o caminho que o Governo está a seguir.
O Governo tem vindo a explorar o facto de o INE ter estimado um crescimento para o PIB de 1% no primeiro trimestre, chegando ao ponto de afirmar, de forma arrogante, que estávamos a ser o campeão do crescimento na UE. Se a situação fosse assim tão encorajante, como explicar então que se peçam sacrifícios adicionais?
O INE aponta como causa para o crescimento do 1º trimestre um maior contributo da procura interna em relação à procura externa líquida (exportações menos importações). Porém, as medidas inseridas no PEC e neste pacote adicional, incluindo os cortes no investimento público e a eliminação das medidas anti-crise irão reduzir a procura interna num contexto em que as famílias estão fortemente endividadas, em que os preços no consumidor retomam o crescimento e em que aumentam os custos do crédito bancário.

Políticas seguidas não respeitam compromissos assumidos
A situação presente é uma violência social intolerável e de uma injustiça gritante. O colapso financeiro e depois a crise económica mundial não foi provocado pelos trabalhadores mas por práticas especulativas, por desequilíbrios económicos globais e por desigualdades sociais gritantes.
Foi o esforço do geral da população, através dos seus impostos, que salvou um sistema financeiro originador da crise. Agora, os mesmos bancos e instituições financeiras, que estiveram no centro dos problemas, retomaram em força a especulação e não se tomam medidas de fundo para lhe por termo como tanto foi prometido pelos Governo, pela Comissão Europeia, pelo G20, etc.
A crise das dívidas na Europa, incluindo a portuguesa, foi provocada pela especulação e pela recessão, pelos apoios aos bancos e às empresas, pelo aumento da fuga fiscal. Para iludir a realidade lá colocam uma ou outra medida pontual (de mera simbologia) de incidência sobre os capitalistas para fazer passar a mensagem de que todos pagam. Mas o custo dos sacrifícios recai sobre os trabalhadores, os pensionistas e as camadas de menor rendimento.
Uma União Europeia sem valores deixou cair a Grécia e só encarou aplicar medidas de apoio financeiro efectivas face a sinais de risco sério para o euro. Entretanto, exige que os défices sejam reduzidos em períodos tremendamente curtos, impondo cortes sociais e a participação do FMI e preparando-se para tornar ainda mais estritas e cegas as regras do Pacto de Estabilidade e de Crescimento.
Esta política contrasta com os compromissos assumidos por governos, organizações sindicais e patronais no âmbito do Pacto Mundial para o Emprego, aprovado na OIT, no sentido de procurar saídas para a crise dando prioridade ao emprego, à protecção social e ao ambiente.
Em Abril passado, a Cimeira de Ministros do Trabalho e do Emprego do G20 afirmou não ser aceitável uma retoma económica sem recuperação de emprego. E reafirmou compromissos da Cimeira do G20 de Pittsburgh, realizada em Setembro de 2009, de que os planos de recuperação económica devem apoiar o trabalho digno, ajudar a preservar o emprego, priorizar o crescimento do emprego e assegurar emprego, segurança social e medidas de formação aos desempregados.

É tempo de pôr termo à hipocrisia! Não se admite o prosseguimento e aprofundamento das políticas que conduziram à crise mesmo que inseridas em declarações bondosas e pomposas, o que se impõe é mudança profunda, com acção e medidas que respondam às necessidades e anseios dos povos.
Existem e exigem-se políticas alternativas
A CGTP-IN reconhece o significado das dificuldades que os desequilíbrios das finanças públicas e do endividamento externo podem causar ao Estado, às empresas e às famílias, em particular, no que respeita ao agravamento das condições e do próprio acesso ao crédito. Por isso a CGTP-IN apresentou um conjunto de propostas indispensáveis para a recuperação económica e desenvolvimento do país, para o reequilíbrio das contas públicas pela via do aumento das receitas e da redução das despesas públicas.
É indispensável continuar a exigir a alteração aos critérios do PEC e o alargamento do prazo de redução do défice público para além de 2013, de forma a não ser posto em causa o crescimento e o desenvolvimento, e a evitar que o povo seja submetido a sacrifícios desnecessários.
É possível e indispensável dinamizar o sector produtivo, fazer a reindustrialização do país e dar combate firme à economia paralela, à corrupção e à ilegalidade.
É preciso o crescimento dos salários e das pensões, para estimular a economia nacional interna, para promover o emprego e dar combate às políticas geradoras da pobreza.
É imperiosa uma resposta adequada às prioridades sociais, principalmente ao flagelo do desemprego, reforçando a protecção social.
É necessário o acesso universal aos serviços públicos e a sua melhoria.
É indispensável a melhoria da qualificação, incentivando a formação profissional e a investigação, num contexto geral de afirmação da qualidade de emprego.
É possível e necessário cortar desperdícios e gastos desnecessários.
É imperioso alargar a tributação das mais valias às SPGS e aos Fundos de Investimento. Suspender os benefícios fiscais em IRS, tributar os dividendos de capital em 30%, e tributar as grandes fortunas.
É possível e necessário aumentar as receitas do Estado, fazendo pagar quem não paga impostos, o que exige o combate à fraude e evasão fiscal e contributiva e a eliminação de benefícios fiscais socialmente injustos.
É preciso pôr fim aos offshores, implementar medidas de taxação fiscal sobre as transacções financeiras internacionais, regular seriamente o sistema financeiro e acelerar radicais mudanças no seu funcionamento.
Resistir às imposições e fazer conquistas para os trabalhadores na luta do dia-a-dia nos locais de trabalho
A acção e luta sindicais, que temos de intensificar, constitui o caminho para a conquista de ganhos para os trabalhadores em termos de defesa de emprego, do direito e da efectivação da contratação colectiva, de garantia de direitos, de melhoria de salários, de combate à precariedade, de travagem objectiva aos efeitos dos pacotes de medidas que vão sendo anunciados.
29 de Maio, uma grande manifestação de indignação, de confiança no futuro, de exigência de mudança
Exigimos a abolição das medidas fortemente penalizadoras dos desempregados, dos trabalhadores e dos reformados e a adopção de políticas alternativas justas e mobilizadoras da sociedade. Com uma forte participação de trabalhadoras e trabalhadores, empregados e desempregados, de jovens, de reformados e pensionistas, de todos quantos são atingidos pela violência e injustiça destas políticas daremos expressão à justa indignação que os portugueses e portuguesas sentem e tornaremos possível o caminho para a mudança.
Apelamos e exortamos os trabalhadores a darem um combate sem tréguas às inevitabilidades, à submissão, ao amorfismo!
Comprometemo-nos com o reforço da acção para a exigência de politicas mais justas e solidárias, com a luta de quem trabalha, de quem está desempregado, de quem sofre com violentas precariedades, combatendo o desespero em que querem colocar uma parte significativa da população.
Vamos juntar todos os descontentamentos e protestos na luta pela defesa dos direitos e da dignidade de quem trabalha.
Vamos esclarecer, mobilizar, unir forças e vontades dos homens, das mulheres, da juventude, aumentando a capacidade reivindicativa e a dimensão da luta nos locais de trabalho e desenvolver iniciativas publicas de indignação e protesto face à violência das medidas que estão a ser desenvolvidas.
Vamos fazer uma Grande Manifestação Nacional, no próximo dia 29 de Maio, em Lisboa, construindo um momento alto da contestação a estas políticas injustas e violentas, exigindo um novo rumo para Portugal que coloque os trabalhadores e o povo no centro das prioridades da política económica e de toda a acção política necessária ao desenvolvimento do país.
O futuro exige-nos o alargamento da base de mobilização, a intensificação e ampliação da luta.


Lisboa, 15 de Maio de 2010

O Plenário Nacional de Sindicatos

sexta-feira, 7 de maio de 2010

PRIMEIRO "ROUBAM" O EMPREGO, DEPOIS "ROUBAM" OS APOIOS SOCIAIS...



Como é do conhecimento geral, o Governo reafirmou a intenção de avançar com a alteração dos critérios de atribuição do subsídio de desemprego e do emprego conveniente. A concretização destas propostas propiciará a redução do subsídio de desemprego, assim como a baixa dos salários dos empregos a criar, o aumento da precariedade e a diminuição da protecção social no futuro.
Estas medidas são erradas no plano económico e injustas no plano social. O combate ao desemprego não se faz atacando os direitos dos desempregados e acentuando a actual matriz de crescimento, responsável pelas injustiças e desigualdades sociais. A aposta tem de passar pelo crescimento económico, a melhoria do poder de compra dos salários e das pensões, a criação de mais e melhor emprego, enquanto elementos determinantes para o desenvolvimento económico e social do país.
A CGTP-IN ao longo deste processo não só denunciou e combateu as propostas do Governo, apoiadas com mais ou menos discrição, pelas confederações patronais e a UGT, como apresentou propostas e soluções, que a União dos Sindicatos do Norte Alentejano subscreve.
Independentemente de entrarmos na fase de elaboração da legislação, este não é um processo encerrado.
Por isso, importa prosseguir a denúncia, aumentar a contestação e exigir o abandono destas propostas. Neste contexto e no âmbito da discussão desta problemática, na reunião realizada no dia 5 de Maio, importa referir:
Conforme a CGTP-IN denunciou os pressupostos de partida foram subvertidos quando o 1.º Ministro mentiu ao afirmar que havia desempregados com um subsídio de desemprego superior aos salários que auferiam anteriormente. Por outro lado, ao anunciar, com o apoio do Presidente do PSD, que o Governo iria avançar com cortes no subsídio de desemprego e a obrigatoriedade na aceitação de emprego com baixos salários, definiu, desde logo, os desempregados e os trabalhadores como os alvos das suas politicas.
A reunião do CPCS - Conselho Permanente de Consertação Social não passou de uma encenação de processo negocial que, há partida, já estava destinado a atacar os que menos põem e têm e a corresponder aos objectivos do patronato, no que respeita à redução dos salários.
Num quadro em que o desemprego atingiu os 10,5% em Março (Eurostat) e o valor médio do subsídio de desemprego baixou para 525€, em Fevereiro (a média foi de 532€ em 2009), tais factos justificavam, só por si, o abandono das propostas apresentadas pelo Governo. Mais do que legislar contra os desempregados, o que se justificava e exige, é reforçar a protecção social.
Vejamos alguns exemplos do que o Governo e patronato pretendem fazer:
- Um trabalhador com rendimento de referência bruto de 700 euros, em que haja dois titulares, o trabalhador teria uma diminuição no subsídio cerca de 9 euros por mês.
- No caso de ter 850 euros de rendimento de referência bruto, se for só um titular tem uma quebra de 10.63 euros, se for dois titulares 23,38 euros mensais.
- Um trabalhador com o rendimento de 1.050 euros brutos tem uma quebra de 28.88 euros no subsídio de desemprego; se for dois titulares 52.88 euros.
- Um trabalhador com 1.300 euros de rendimento de referência bruto que representa 1.053 líquido, veria o subsídio de desemprego diminuir em 55 euros mensalmente se fosse o único titular; e se fosse dois titulares 94,25 euros.
Estes valores foram calculados na base das taxas aplicadas em 2009, porque se forem aplicadas as taxas de 2010 serão certamente maiores as diferenças.
Apesar da Ministra, quando confrontada pela CGTP-IN numa reunião anterior, ter assumido que não haveria qualquer redução da protecção social, os dados disponíveis demonstram que faltou à verdade, razão pela qual não pode deixar de assumir as suas responsabilidades, aliás como ontem lhe foi frontalmente transmitido pela CGTP-IN.
Como se pode verificar, estamos perante uma flexigurança à portuguesa.
Depois da flexibilização das relações de trabalho, através da revisão da legislação laboral e do ataque à contratação colectiva, da reforma da segurança social com a introdução do factor de sustentabilidade, do aumento da precariedade, a prometida segurança traduz-se na redução do subsidio de desemprego, na diminuição dos salários e na aproximação, de um número cada vez maior de trabalhadores, do limiar da pobreza.
Como é perfeitamente "natural" a generalidade das confederações patronais apoiou a proposta do Governo. Aqui a excepção foi a CIP, não por não estar sintonizada com as propostas governamentais, mas por questões tácticas, dado que não tem interesse em ficar amarrada a compromissos com este Governo, num momento em que vislumbra uma eventual alternância do PSD, no futuro.
Quanto à UGT, continuou igual a si mesma e àquilo a que nos habituou desde a sua criação.
Tendo presente a necessidade de derrotar estas medidas, também no Norte Alentejano, é indispensável que façamos um esforço para intensificar a sensibilização dos trabalhadores e da população para este problema, articulando a sua discussão com as reivindicações do Movimento Sindical e o apelo à sua participação na Manifestação Nacional que vamos realizar no dia 29 de Maio.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

VIVA O 1º DE MAIO



Trabalhadores e trabalhadoras do Norte Alentejano comemoraram em festa e em luta o 120º aniversário do Dia Internacional do Trabalhador.

Na cidade de Portalegre, logo pela manhã, inundaram as ruas com o seu protesto que culminou na Praça da Republica, frente ao governo civil, com a exigência de um Novo Rumo para o país e uma maior atenção para os problemas da região e das suas gentes.
No comício, presidido por José Pinheiro, Diogo Serra proferiu a intervenção em nome da CGTP-IN e anunciou a realização de uma grande manifestação nacional em Lisboa, a 29 de Maio.

Á tarde Maio foi festa, em almoços e convívios organizados um pouco por todo o distrito.

O Coordenador da USNA após a manifestação/comício em Portalegre, participou no almoço convívio do Assumar e, acompanhado pelo Presidente da Junta de freguesia e do vereador Rui Silva falou da importância da data e da necessidade de continuar a luta em defesa de Abril.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

E...é mentira?



Lisboa, 08 abril (Lusa) - O secretário-geral da CGTP classificou hoje o primeiro ministro e o ministro das Finanças de "charlatões" por defenderem que o Programa de Estabilidade e Crescimento e o Orçamento do Estado são "um programa para sair da crise"."
Quando o primeiro-ministro ou o ministro das Finanças dizem que o PEC (Plano de Estabilidade e Crescimento) ou o Orçamento do Estado é um programa para sair da crise, e vangloriam-se de terem destruído 73 mil empregos na administração pública, nós temos de lhes chamar charlatões", disse Carvalho da Silva, perante 700 sindicalistas, na abertura do Plenário Nacional de Sindicatos, que decorreu numa unidade hoteleira em Lisboa.
Para o líder da intersindical, "a crise não é o problema das cotações na bolsa, nem sequer o défice público" mas o "problema do emprego" pelo que pediu outras medidas para ultrapassar o difícil momento que Portugal atravessa, sobretudo "um plano económico para promover o emprego".
Recordando que as habituais manifestações comemorativas do Dia do Trabalhador, a 1 de Maio, estão para breve, Carvalho da Silva apelou à "mobilização dos trabalhadores" para formas de luta que façam o governo mudar a sua estratégia.
"Não há nenhum patrão que não aproveite o exemplo do Estado para precarizar e despedir, este é a questão que diz respeito a todos nós, não é apenas aos trabalhadores da administração", afirmou.
40 anos depois da criação da CGTP, Carvalho da Silva afirma que, apesar das diferentes circunstâncias, a luta pelos direitos dos trabalhadores mantém-se atual: "É o problema do horário, é o problema do salário, é o problema da segurança social, é o problema dos direitos dos trabalhadores".
O Plenário Nacional de sindicatos debateu também as greves convocadas para Abril por os sindicatos afetos à CGTP-IN com destaque para as do sector dos transportes e comunicações que, a 27 de Abril, promete parar o país.
IM
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
Lusa/fim

segunda-feira, 29 de março de 2010

A LUTA CONTINUA!



Os enfermeiros acabam de iniciar uma nova greve procurando levar o Governo - o seu principal patrão - a tratar os enfermeiros com o respeito que merecem.

A greve durará por diversos dias e os enfermeiros e enfermeiras do norte alentejano não deixarão de dizer, PRESENTE!

No próximo mês, dia 15, serão os trabalhadores de toda a função pública a trazerem às ruas de Portalegre o seu profundo descontentamento. Com eles, tal como agora com os enfermeiros e enfermeiras, estará a solidariedade de toda a população do nosso distrito e em particular do seu Movimento Sindical.

Quem luta, nunca está sozinho!

sábado, 27 de março de 2010

São eles quem paga a maior factura! Jovens Trabalhadores exigem trabalho e direitos!


A manifestação de 26 de Março de 2010, promovida pela Interjovem/CGTP-IN, constituiu um dos maiores coros de protesto dos jovens portugueses.
Desemprego e precariedade, emprego com direitos e trabalho digno, deram o mote à marcha da juventude que, entre a Praça do Município e o Palácio de São Bento, contestou o poder despótico do engenheiro Sócrates e da entourage que considera o PEC e as suas medidas como inevitáveis, mesmo que à custa e graças ao sacrifício dos trabalhadores e das mais desprotegidos.
Como sempre,a juventude do nosso distrito esteve presente e levou às ruas de Lisboa a indignação dos norte alentejanos.

segunda-feira, 22 de março de 2010

VALE A PENA LUTAR!



Comunicado da A.Z.U."A Associação Ambiente nas Zonas Uraníferas vem hoje, dia 19 de Março de 2010, saudar a perspectiva de resolução de um relevante problema social, que desde logo tem a sua génese em diversas situações ambientalmente insustentáveis, que é a situação de discriminação dos, entre, ex-trabalhadores da Empresa Nacional de Urânio.
Estão agendados para votação na globalidade, na Assembleia da República, e esperamos que da sua baixa à Comissão resulte a melhor síntese desses, os projectos de 5 partidos (P.S.D., C.D.S., B.E., P.C.P. e os Verdes) com vista a resolver um problema que se arrasta há muitos anos, no decurso dos quais, muitos ex-trabalhadores encontraram a morte por doenças profissionais, resultantes de trabalho na zona mineira.
Desde a sua última Assembleia Geral que a A.Z.U. tem dado o maior relevo a este problema, que é social e ambiental. A sua resolução será a contrapartida com que o Estado, entidade de bem, pode resgatar a incúria e negligência nos procedimentos de higiene e segurança no trabalho, com que durante dezenas de anos foi responsável e conivente.
Ao juntar-se aos ex-trabalhadores vem a A.Z.U. também saudar a sua tenacidade, unidade entre todos, capacidade de sacrifício e chamar a atenção das autoridades e eleitos da nação, para a necessidade da continuação da monitorização sanitária destas zonas e de todos os que nesta actividade tiveram empenhos, bem assim como, dar continuidade e informação adequada sobre os procedimentos de recuperação e saneamento de poços, escombreiras e lagoas de todo o espaço mineiro.
P.S. Embora, por atraso do plenário não tenham sido realizadas as votações foi referido pelos partidos com projectos que fariam votos cruzados e, não sem surpresa o Partido Socialista, numa cambalhota expectável face à indignidade da sua posição anterior, anunciou abstenção em relação aos projectos do P.S.D. e C.D.S.
O problema dos ex-trabalhadores será resolvido, dada a vontade de em comissão se chegar ao melhor entendimento, mas a luta e o empenho continuarão."
Texto e imagem retirado do Blog Portal de Nisa

sexta-feira, 5 de março de 2010

(foto de Eduardo Martins, publicada no jornal i)

A greve da Administração pública foi, também no nosso distrito, uma enorme afirmação de vontade em travar a ofensiva governamental.
Em todos os sectores da administração publica central e local, nos estabelecimentos de ensino e de saúde, nos tribunais e nas repartições de finanças, o descontentamento fez-se ouvir.

Para além dos locais que estiveram encerrados, a greve no Norte Alentejano, foi cumprida por cerca de 70% dos trabalhadores e trabalhadoras abrangidos/as pelo pré-aviso de greve.

Na Educação – Escolas encerradas ou abertas mas sem aulas:

Alter do Chão - Agrupamento de Escolas de Alter do Chão;
Arronches - Jardim de Infância de Esperança;
Campo Maior - Escola Secundária e Agrupamento de escolas de C. Maior;
Agrupamento de Escolas de Campo Maior;
Castelo de Vide - Escola Primária
Fronteira - Agrupamento de escolas de Fronteira;
Gavião - Agrupamento de Escolas do Gavião;
Marvão - Escola B. I. c/ J. I Santo António das Areias; Escola B. I.c/ J.I. Ammaia Portagem
Ponte de Sôr - Escola EB1 e J. I da Tramaga; Escola EB1 e J.I. de Foros de Arrão.

Nas Outras Escolas que não encerraram a greve ronda os 60%.

Na saúde:
- Hospital de Portalegre
Administrativos Enfermeiros
1º Turno - 69% 83%
2º Turno – 47% 62%

- Hospital Elvas
1º Turno – 83% 100%
2º Turno – 69% 74%

(No caso do 2º Turno a Urgência encontra-se com uma adesão de 100% entre pessoal Administrativo e Auxiliar, estando os restantes serviços a meio gás).

Centros de Saúde:
Crato – 85.7%; Campo Maior – 90%; nos restantes a adesão é de 55%.

Mais informamos que houve várias tentativas de pressão sobre os trabalhadores para não aderirem à Greve em particular no Hospital de Elvas concretamente no bloco operatório.
Também nesse Hospital a Enfermeira Salomé e o Enfermeiro Director. Não conhecendo como funciona os serviços mínimos, tentaram eles definir os serviços mínimos quando essa responsabilidade é dos Sindicatos, pois nunca fomos convocados pela administração da ULSNA para discussão desses serviços mínimos, não havendo essa reunião a responsabilidade é dos Sindicatos, e como pessoas responsáveis, nunca pomos em causa o doente, o que parecia que não queriam no Hospital de Elvas.

Nas autarquias locais os resultados oscilaram entre os 100% e os 0% havendo autarquias encerradas ou de portas abertas mas sem trabalhadores/as e serviços como a recolha do lixo, que não foram efectuados.

A União dos Sindicatos do Norte Alentejano saúda fraternalmente todos e todas que ontem, de novo, se bateram pela possibilidade de continuarmos a viver e trabalhar no distrito de Portalegre.

A União regista com agrado a decisão tomada pelos sindicatos da Administração Pública de continuarem a mobilizar os trabalhadores e trabalhadoras para novas lutas e recorda que a próxima luta será travada no Norte Alentejano, na cidade de Portalegre, dia 12 de Março, às 18, 00 horas, numa marcha à luz de archotes, entre a sede da União e o Governo Civil exigindo trabalho com direitos, e respeito para com os/as norte Alentejanos/as.

"A Geração dos 500"



Portugal é o segundo país europeu com mais recibos verdes (DE)
As empresas portuguesas recorrem mais a contratos instáveis ou precários do que a generalidade dos congéneres europeus. Num ano marcado pela crise económica, cerca de 66% dos empresários portugueses admitiram ter utilizado contratos com duração definida e quase 35% revelou ter recorrido a trabalho independente.
In sapo.pt

Por isso mesmo, os/as jovens trabalhadores/as portugueses/as marcaram para o próximo dia 26 de Março, em Lisboa, uma grande manifestação exigindo trabalho com direitos.

Do Norte Alentejano sairá um autocarro com as dezenas de jovens trabalhadores/as que irão levar às ruas de Lisboa o descontentamento e as exigências dos/as jovens que aqui vivem e trabalham.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Os trabalhadores da mina de Neves-Corvo (Castro Verde) iniciaram hoje uma greve, reivindicando um aumento no subsídio de fundo



Os trabalhadores da mina de Neves-Corvo começaram hoje uma greve de duas horas no início de cada turno e por tempo indeterminado para reivindicarem um aumento no subsídio de fundo, adiantou à Agência Lusa Jacinto Anacleto, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira (STIM).
Jacinto Anacleto referiu que os trabalhadores da concessionária da mina, a Somincor, que aderirem à greve vão parar "duas horas por dia no início de cada turno", às 06.00, 08:00, 14:00 e 22:00.
"Nos dois primeiros turnos de hoje, o das 06:00 e das 08:00, a adesão à greve por parte dos trabalhadores da mina ultrapassou os 90 por cento. Quase todos os trabalhadores do fundo da mina fizeram greve, à excepção das chefias", adiantou o dirigente sindical.
Esta adesão "superou as expectativas" do sindicato, segundo Jacinto Anacleto, que previu "uma boa adesão" para os outros dois turnos de hoje.
"Só os trabalhadores administrativos e as chefias da mina é que não aderiram à greve", adiantou Jacinto Anacleto, que indicou estar "tudo a decorrer de forma pacífica, pois não queremos confusões".
"Com uma greve de duas horas no início de cada turno e por tempo indeterminado, a empresa acaba por parar visto que o minério não chega à superfície", salientou.
A "principal reivindicação", explicou, é "o aumento de cem euros no subsídio de fundo", que é atribuído aos trabalhadores que trabalham no fundo da mina, "a cerca de 700 metros de profundidade, um trabalho muito penoso, onde os trabalhadores estão expostos a temperaturas elevadas, humidades excessivas, gases, fumos, poeiras e riscos de derrocadas".
As outras reivindicações que abrangem todos os trabalhadores, explicou, são "o pagamento dos 50 por cento em falta da compensação do dia de Santa Bárbara" de 2009 e "a garantia do pagamento da compensação na totalidade este ano e nos próximos anos".
A Somincor informou hoje, em comunicado, que os trabalhadores "exigem aumentos salariais na ordem dos 17 por cento sobre o salário base", e que a Administração "rejeitou a reivindicação e fará todos os esforços para reduzir o efeito da greve".
A Somincor tem cerca de 900 trabalhadores e produz mais de dois milhões de toneladas de cobre em bruto, por ano.
Tags: Portugal

“Garanto que em Portugal temos uma pobreza estruturada acima dos 40%”



O presidente da AMI, Fernando Nobre, criticou hoje a posição das associações patronais que se têm manifestado contra aumentos no salário mínimo nacional. Na sua intervenção no III Congresso Nacional de Economistas, Nobre considerou "completamente intolerável" que exista quem viva "com pensões de 300 ou menos euros por mês", e questionou toda a plateia se "acham que algum de nós viveria com 450 euros por mês?"
Numa intervenção que arrancou aplausos aos vários economistas presentes, Fernando Nobre disse que não podia tolerar "que exista quem viva com 450 euros por mês", apontando que se sente envergonhado com "as nossas reformas".
"Os números dizem 18% de pobres... Não me venham com isso. Não entram nestes números quem recebe os subsídios de inserção, complementos de reforça e outros. Garanto que em Portugal temos uma pobreza estruturada acima dos 40%, é outra coisa que me envergonha..." disse ainda.
"Quando oiço o patronato a dizer que o salário mínimo não pode subir.... algum de nós viveria com 450 euros por mês? Há que redistribuir, diminuir as diferenças. Há 100 jovens licenciados a sair do país por mês, enfrentamos uma nova onda emigratória que é tabu falar. Muitos jovens perderam a esperança e estão à procura de novos horizontes... e com razão", salientou Fernando Nobre.
O presidente da AMI, visivelmente emocionado com o apelo que tenta lançar aos economistas presentes no Funchal, pediu mesmo que "pensem mais do que dois minutos em tudo isto".
Para Fernando Nobre "não é justo que alguém chegue à sua empresa e duplique o seu próprio salário ao mesmo tempo que faz uma redução de pessoal. Nada mais vai ficar na mesma", criticou, garantindo que a sociedade "não vai aceitar que tudo fique na mesma".
No final da sua intervenção, Fernando Nobre apontou baterias a uma pequena parte da plateia, composta por jovens estudantes, citando para isso Sophia de Mello Breyner. "Nada é mais triste que um ser humano mais acomodado", citou, virando-se depois para os jovens e desafiando-os: "Não se deixem acomodar. Sejam críticos, exigentes. A vossa geração será a primeira com menos do que os vossos pais".
Fernando Nobre ainda atacou todos aqueles que "acumulam reformas que podem chegar aos 20 mil euros quanto outros vivem com pensões de 130, 150 ou 200 euros... Não é um Estado viável! Sejamos mais humanos, inteligentes e sensíveis".

Publicado pelo Alvitrando

sábado, 6 de fevereiro de 2010

A LUTA VALE SEMPRE A PENA...



Na sequência dos protestos de sindicatos e trabalhadores que, nas últimas semanas, reivindicaram junto do executivo e, principalmente, da oposição a aplicação da opção gestionária que pressupõe o aumento salarial de meia centena de trabalhadores, foi aprovada uma proposta que respondeu não só a esse, mas ainda a outros anseios de vários funcionários da autarquia que, em uníssono, garantiram que "vale a pena lutar".

No dia 20 de Janeiro, cerca de meia centena de trabalhadores, acompanhados pelo Sindicato de Trabalhadores da Administração Local (STAL) manifestaram junto aos Paços do Concelho (e na reunião camarária), o facto de a oposição, composta por dois eleitos do PS e um do PSD, terem reprovado a aplicação da opção gestionária e ainda a criação de postos de trabalho no Mapa de Pessoal.
Consequentemente, e depois de uma acesa discussão político-partidária, a aprovação do Orçamento para 2010 e as Grandes Opções do Plano foi adiada e a oposição comprometeu-se a ouvir os sindicatos.

Esta quarta-feira, sindica-tos e trabalhadores voltaram a "atacar" e apresentaram-se, mais uma vez, na reunião camarária. Felizmente para todos eles, o resultado foi bem mais positivo que na anterior.

Apesar de algumas picardias políticas, foi mesmo aprovada, com os votos da CDU e PSD, face às abstenções do PS, uma proposta dos eleitos da CDU, apresentada pela autarca nisense. Os eleitos do PS reagiram, alegando que a proposta deveria ter sido entregue com antecedência, mas a verdade é que a moção foi mesmo aprovada.

De salientar que, ainda antes de apresentar o seu voto a favor, a eleita pelo PSD, Fernanda Policarpo fez questão de propor o aumento do orçamento destinado à alteração de posicionamento remuneratório por opção gestionária de 34 para 40 mil euros, e ainda uma verba de 10 mil euros destinada ao pagamento de prémios de desempenho. A proposta foi aceite pelos eleitos da CDU que rectificaram a ideia inicial nesses dois pontos.
A resolução do problema agradou aos trabalhadores que, já na rua, não esconderam o seu ânimo, defendendo que "vale a pena lutar".

A satisfação dos trabalhadores perante uma proposta que, na verdade, coincidiu desde sempre com as pretensões dos eleitos da CDU levou a que, no final, Gabriela Tsukamoto se mostrasse orgulhosa por esta "prova de que o bom senso, a transparência e o rigor conseguem chegar sempre a bom porto".

"Foi assim que, ao longo de oito anos, consegui trabalhar com a oposição e resta-me agradecer à vereadora Fernanda Policarpo a disponibilidade revelada nos últimos dias para nos ajudar a ultrapassar esta situação. Podem contar com todos os eleitos, independentemente das posições diferentes que nos regem a todos", frisou a autarca.
António Carreiras, coordenador do STAL, explicou aos jornalistas "as conquistas dos trabalhadores".
"A Câmara aprovou a opção gestionária para 2010 para todos os trabalhadores que, com avaliação de 2009, reúnem os requisitos previstos no sistema de avaliação" (…) "em relação aos mapas de pessoal, defendíamos que todos os trabalhadores cujo contrato tinha duração superior a cinco anos constituíssem uma obrigatoriedade para a autarquia em abrir um concurso para preenchimento dos lugares em termo indeterminado e essa situação foi também ultra-passada (…) "em relação a um trabalhador que foi transferido de outra autarquia para a de Nisa e está em mobilidade interna até Março, conseguimos que a autarquia prorrogasse essa mobilidade até Dezembro de 2010" (….) e havia uma outra situação relacionada com a mobilidade inter-carreira de um trabalhador que, por via do desempenho e habilitações que adquiriu, deveria ser posicionado numa noutra carreira. Também essa situação foi viabilizada", enumerou.

Mesmo consciente que a proposta ainda terá de passar pela aprovação da Assembleia Municipal, o sindicalista congratulou-se pelo facto de a resposta do executivo ir ao encontro dos anseios dos trabalhadores, e mostrou-se confiante na "coerência" dos eleitos do PSD na Assembleia Municipal.

A luta continua

Em conversa com os jornalistas, António Carreiras confidenciou ainda que, no final de Janeiro, à semelhança do que se passou em Nisa, os trabalhadores da autarquia de Fronteira também participaram na reunião camarária.

"Fizeram a exigência da opção gestionária e houve também a garantia do presidente da Câmara que até Abril irá ponderar e avaliar os custos, e assumiu que serão feitos pagamentos com retroactividade a Janeiro. Vamos estar atentos e acompanhar para saber se corresponde às exigências dos trabalhadores", frisou, dando ainda os exemplos de Marvão e Portalegre, onde os sindicatos poderão agir brevemente.


Textos: André Relvas
Artigo e fotos publicadosno jonal Fonte Nova

De novo na rua...eram muitos muitos mil!



A manifestação dos trabalhadores da Administração Pública que levou às ruas milhares de pessoas, esta sexta-feira, chegou ao fim com Carvalho da Silva a dizer que o Governo deveria abrir milhares de vagas para dar emprego aos jovens desempregados.

Num protesto pelo congelamento dos salários da Função Pública, o secretário-geral da CGTP exigiu, de acordo com a Renascença, mais postos de trabalhos, tanto nas empresas privadas como nas públicas.

A líder da Frente Comum, Ana Avoila, comparou o «aumento zero» proposto pelo Estado para estes trabalhadores com o aumento em 3 por cento, para as despesas de viagens e de hotéis dos membros do Governo. 19:56 - 05-02-2010

domingo, 31 de janeiro de 2010

À LUTA DOS ENFERMEIROS SEGUIR-SE-Á A EXPRESSÃO PÚBLICA DO DESCONTENTAMENTO DA FUNÇÃO PÚBLICA!


Três dias de greve com adesões a rondarem a totalidade dos enfermeiros e uma manifestação em Lisboa da esmagadora maioria da classe, é o balanço da jornada de luta dos enfermeiros portugueses.
A dimensão do protesto esteve de acordo com a expressão da indignação de uma classe que está a ser tratada pelo poder politico como cidadãos e cidadãs de segunda.
Diminuir salários, manter os actuais níveis de precariedade a toda uma classe profissional em nome de uma certa "poupança" que nunca está presente quando se trata de transferir para o sector privado os dinheiros do Serviço Nacional de Saúde, seja pela contratação de médicos a empresas privadas que "vendem" médicos como se fossem refrigerantes seja, pela desafectação de partes do Hospital de Portalegre para aí instalar mais um serviço dito em parceria "público/privado mas fundamental para premiar mais uns quantos "esforçados defensores da nossa saúde", é no mínimo um atentado à inteligência dos cidadãos.
Dia 5 de Fevereiro Lisboa voltará a ser inundada com o protesto dos trabalhadores.
Os funcionários públicos, dos poderes local e central, vão responder "à proposta" de congelamento dos seus salários.

A dimensão voltará a ser de acordo com a indignação que esta nova tentativa de impor aos mesmos o pagamento das burrices de uns tantos e do esbanjamento dos habituais "utentes" dos dinheiros de todos nós.
Outros, muitos, se lhe seguirão.
Cada vez está mais claro que a luta é o caminho para travar esta nova versão de um Governo PS,sózinho mas, de facto aliado à direita.
Já conhecemos as peças e os resultados que daí virão. É preciso travá-los.
Não nos rendemos!

domingo, 24 de janeiro de 2010

A Finos fechou há 6 anos


"As dificuldades financeiras da Empresa foram especialmente sentidas pelos trabalhadores e alguns credores". Sem embargo do Estado Português ser um dos principais credores da Sociedade, pena é que, ao longo dos anos e atravessando algumas legislaturas, não configurando esta asserção qualquer crítica a qualquer entidade pública, o Executivo governamental em particular, o poder executivo e político, não tenha contribuído de forma positiva para a reabilitação da Empresa e permitisse que, por inércia, um dos gigantes da indústria do Norte Alentejano "caminhasse para o abismo financeiro e, consequentemente, tivesse sido sujeito a uma morte lenta"."Sentença lida pelo Meritíssimo Juiz José Manuel Costa Galo"

TRABALHADORES DA FINOS RECEBERAM SALARIOS QUE HÁ SEIS ANOS LHE SÃO DEVIDOS!


na sexta-feira os ex-trabalhadores da Fino‘s formaram bicha para receber os cheques e, naturalmente, evidenciaram a sua satisfação. Tanto assim que para alguns foi mesmo uma surpresa, dado que este processo tem de seguir diversas directrizes com decisão final (ordem de pagamento) do Tribunal Judicial de Portalegre. Recorde-se que foi neste local onde, em 2003, foi lida a sentença da falência da Fábrica de Lanifícios de Portalegre "com 340 trabalhadores no activo, a 7 de Novembro estava reduzida a 267".

As centenas de trabalhadores da Fino‘s tiveram, a partir do dia negro do desemprego, vários destinos a saber. Uns foram para a reforma, outros para o desemprego em alguns casos prolongado através de Cursos de Formação, e outros actualmente "estão sem trabalho, vivendo uma situação ingrata e preocupante". Segundo opinião que recolhemos, depois da falência da Empresa "quem mais pessoas empregou foi o Hospital Doutor José Maria Grande e o Município de Portalegre". Seja como for, a verdade é que o fecho da Lanifícios, em outros tempos também conhecida por "Fábrica Pequena", foi um profundo golpe para os seus trabalhadores, e por óbvias razões para esta cidade e Região.



construído com textos de João Trindade publicados no Jornal Fonte Nova
Fotos: Jornal Fonte Nova

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Trabalhadores da Câmara de Nisa em protesto



Cerca de 50 trabalhadores da Câmara de Nisa concentraram-se quarta-feira em frente aos Paços do Concelho para exigir o direito à sua valorização profissional e estabilidade, numa iniciativa apoiada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL).

De acordo com António Carreiras, dirigente do STAL, o protesto surgiu na sequência de uma tomada de posição “contrária” dos vereadores da oposição (PS e PSD) naquele município alentejano, liderado em minoria pela CDU.

De acordo com o sindicalista, os vereadores da oposição “opõem-se à dotação das verbas necessárias, no orçamento da câmara para este ano, para a mudança de posicionamento remuneratório, por via da opção gestionária, de 49 trabalhadores".

António Carreiras explicou ainda que os vereadores do PS e do PSD "recusam também a criação de postos de trabalho" no Mapa de Pessoal para o ano de 2010 referentes a contratos de trabalhadores, cuja duração ultrapasse os cinco anos.

Os trabalhadores estiveram concentrados em frente ao edifício da autarquia, deslocando-se depois para a reunião pública de câmara, onde discutiram a matéria com o executivo camarário, porém as dúvidas e incertezas persistem.

Durante a reunião, os trabalhadores entregaram ao executivo camarário uma resolução na qual exigem que lhes sejam reconhecidos os seus direitos.

Na mesma resolução, os trabalhadores ameaçam ainda, caso a situação não seja invertida, "adoptar outras formas de luta que considerem necessárias ao cumprimento dos seus direitos".

In Rádio Portalegre
20-Jan-2010

domingo, 17 de janeiro de 2010

Sindicatos fazem balanço assustador de 2009


As três cidades do nosso Distrito estão a atravessar dificuldades, as taxas de desemprego, segundo a União de Sindicatos do Norte Alentejano (USNA) estão "muito elevadas" e não há perspectivas de investimento.
"Preocupados" os sindicatos condenam o Governo, culpando-o de "estar a empurrar o Distrito para a destruição".
Ultrapassado que está um ano que impôs aos norte alentejanos "duras provações", a USNA inicia 2010 com a convicção de que "não poderemos" continuar a "adiar as medidas necessárias a travar e inverter" o caminho que "nos tem empurrado" para uma "cada vez maior debilidade" do tecido produtivo regional, para "níveis escandalosos" de desemprego e precariedade, para "patamares insustentáveis" no que respeita ao rendimento das famílias e bem-estar da população.
Defendendo que "é hora de mudar" e da sociedade se "mobilizar e lutar por tudo a que temos direito", o coordenador da União de Sindicatos, Diogo Júlio, alerta que "a região corre o risco" de ver aumentada a sua interioridade e desertificação "ao persistirem as políticas de desmantelamento" do sistema produtivo, de "redução" do poder de compra da população em geral, e em particular dos trabalhadores por conta de outrem e reformados. "É uma situação insustentável que não queremos nem podemos permitir", defende.
Esta terça-feira, e a seu pedido, a USNA foi recebida pelo Governador Civil Jaime Estorninho para lhe transmitir a sua preocupação, mas também para "lhe pedir que assuma ser protagonista da convocatória de um grande plenário" com todos os actores regionais que possa "pensar o futuro do Distrito" e "agir em unidade para obrigar o Governo central" a "olhar Portalegre com olhos de governo do País", explica o coordenador da USNA.
Lamentando que o Alentejo esteja a "pagar um preço alto" por esta "crise fabricada" que "veio salvar o Governo de ter que se confrontar com este desastre que ele próprio fomentou", Diogo Júlio a crise internacional "não tem nada a ver" com a destruição do aparelho produtivo e de todo o interior do Pais. No seu entender, "só serviu para que alguns se aproveitassem dela e despedissem, encerrassem e se deslocalizassem, ou outros, como os bancos, para se encherem de dinheiro".
E para o sindicalista, o Distrito de Portalegre está no Alentejo como o "parente pobre", uma vez que "não temos qualquer investimento". Na sua opinião, o primeiro-ministro não vem ao Distrito porque "sabe que não fez rigorosamente nada" e que "está deliberadamente a deixá-lo morrer".
Diogo Júlio chama ainda a atenção, referindo que o Distrito de Portalegre está "deliberadamente a ser entalado" entre dois corredores de possível desenvolvimento que "se não forem alteradas políticas é mesmo para fechar". Assim, lembra que existe o corredor da A6 que vai de Lisboa para Madrid e que "nos toca em Elvas, porque era difícil fazer uma ponte que fosse de Évora directamente a Badajoz"; e o corredor que tem a ver com a A23 e que passa por Castelo Branco.
Frisando ainda que existem "algumas mexidas na área de Abrantes que podem tocar ao de leve em Ponte de Sor", Diogo Júlio lamenta que, em Portalegre, "aqui ficamos só porque há má vontade, para além de incompetência pura, do Governo e dos seus representantes no Distrito" que, segundo diz, "estão deliberadamente a asfixiar" o nosso Distrito.
Lançando ainda críticas aos representantes do partido do Governo, o coordenador declara que "ou não vêm as necessidades que temos ou se acomodaram à ideia de que mais vale terem o seu lugar seguro do que mexer no Distrito". Assim defende que "têm de se empenhar", até porque, no seu entender, "o governo está a empurrar o Distrito para a destruição".

Portalegre e Ponte de Sor em "situação complicada"

Os últimos meses de 2009 ficaram marcados por dificuldades de muitos trabalhadores de Ponte de Sor. Além do encerramento da Delphi que conduziu para o desemprego cerca de 430 pessoas, a corticeira Subercentro tem um processo de insolvência que ainda não foi resolvido. Os mais de 200 trabalhadores suspenderam o contrato e estão a receber subsídio de desemprego, "mas não acreditamos que vá haver outra decisão que não seja encerrá-la", lamenta Diogo Júlio.
Também a Dyn`Aero está, há já algum tempo a atravessar dificuldades. "Começou logo mal", dado que "foi inaugurada com pompa e circunstância em Novembro e em Dezembro desse ano já não pagou o subsídio de Natal" e a partir daí "tem andado com balões de oxigénio". Actualmente tem alguns trabalhadores em lay-off e outros suspenderam o contrato. "São mais 55 que, na prática, estão no desemprego", lamenta o coordenador da USNA, salientando que, em Ponte de Sor, começa a haver "algum dramatismo" até porque, neste momento, só a "Amorins e Irmão" se encontra a laborar "mas também a meio gás".
Assumindo que Ponte de Sor "deixou de ser um referencial de empregos" para ser uma das cidades que está neste momento com "problemas gravíssimos", Diogo Júlio realça que apenas a economia social, as Misericórdias e a Câmara são, agora, os maiores empregadores. No entanto, essas áreas "não são capazes de fazer esquecer os empregos perdidos". Para o coordenador da União de Sindicatos, Portalegre encontra-se numa situação semelhante, porque "por mais emprego que nasça, e não tem nascido nenhum, não conseguiu nunca compensar" os cerca de 500 trabalhadores aquando do encerramento da Fino`s, da Jonhson Controls e da Robinson
Considerando que estas duas cidades se encontram numa situação "muito complicada", o sindicalista não esconde que "não há nenhuma terra do nosso Distrito imune a esta situação", até porque as taxas de desemprego estão "muito elevadas", ultrapassando cerca de 18% nos jovens até aos 34 anos. "E isto é mais grave do que os números, porque esta faixa etária só tem uma saída que é ir embora", lamenta.
Também a cidade de Elvas, e de acordo com Diogo Júlio, "tem muitos problemas", nomeadamente de desemprego.
"Elvas não perdeu grandes indústrias, mas tem visto deslocalizar e fechar serviços. Os problemas aqui têm a ver com o Estado, onde têm encerrado muitos serviços e não têm conseguido honrar os compromissos que têm feito com Elvas", desde a saída dos militares, o fecho da maternidade, e a não construção da prisão modelo no colégio de reinserção social de Vila Fernando.
Segundo Diogo Júlio, Campo Maior ainda é "uma ilha no meio de tudo isto", graças às empresas do Grupo Nabeiro. Segundo conta é um município que "se mantém equilibrado".

Medidas de urgência

Defendendo que é "fundamental" para o nosso Distrito "o eixo vertical que liga a A23 à Plataforma Logística do Sudoeste Europeu", o coordenador da USNA vinca, mais uma vez, que "queremos também investimento", na medida em que "há necessidades que têm de ser supridas".
Confiante, e ainda mais após o encontro com o Governador Civil, de que "há condições" para os actores regionais construírem uma "proposta viável e debatermo-nos por ela", Diogo Júlio adianta que a USNA tem uma "proposta concreta" para a sociedade do norte alentejano.
"Achamos que o desenvolvimento do Distrito passa pela construção de um pacto territorial para o emprego e desenvolvimento, assente numa operação integrada de desenvolvimento que garanta o financiamento necessário para que seja feito tudo quanto é necessário", adianta o coordenador, acrescentando que, para além das infra-estruturas e da renovação das linhas de caminho-de-ferro, é preciso "criar condições" para transformar os nossos recursos endógenos. As cortiças, as rochas ornamentais, a agro-alimentar e o turismo são os sectores que, para a USNA, "nos podem tirar do buraco para onde outros nos empurraram". Mas para tal, "é preciso tomar medidas e investir".
Defendendo que "temos de caminhar em conjunto porque a altura é aflitiva", Diogo Júlio realça que é preciso "pensar o Distrito e numa perspectiva nacional". "Não queremos nada de benesses, queremos que o governo central e os seus representantes no Distrito olhem para nós com uma lógica de governo da nação", manifesta.

Selenis com indicadores "muito preocupantes"

Mostrando-se "muito preocupado" com a Selenis, Diogo Júlio frisa que além do não pagamento pontual do subsídio de Natal aos trabalhadores, começam a aparecer indicadores "muito preocupantes" que têm a ver "com a própria La Seda e com o investimento em Sines que não está a ser feito", mas também com "grandes dificuldades" da empresa de Portalegre em "pagar fornecimentos do dia-a-dia, desde a água ao transporte".
Recordando que havia um "investimento significativo" entre a Selenis e a Transnil, Diogo Júlio conta que "ao que parece" a indústria de polímeros "já informou que não vai honrar o compromisso, e todo esse investimento é para perder". Segundo Diogo Júlio, se tal acontecer, serão criados dois problemas. "Mostra que há dificuldades na Selenis e que vai criar grandes dificuldades à Transnil que tinha uma parte significativa da sua frota adstrita ao transporte de produtos para a Selenis", explica.

Textos e fotos: Catarina Lopes
in Jornal Fonte Nova