domingo, 29 de janeiro de 2012

O ALENTEJO no XII Congresso da CGTP-IN


As preocupações, aspirações e disponibilidade para a luta, dos Alentejanos e Alentejanas chegaram à tribuna do XII Congresso, na comunicação do Coordenador da USNA/cgtp-in.

Caros/as Delegados/as e Convidados/as
     O Alentejo vive hoje uma situação de recessão e estagnação económica e social resultante de trinta e cinco anos de política de direita que impuseram a destruição da base produtiva regional e a deslocalização e enceramento de empresas ali instaladas com o objectivo de sugarem os fundos disponibilizados pelos governos e pela comunidade.
     Este resultado é agora brutalmente acelerado pelo pacto de agressão a que todo o país está a ser sujeito.
     O desemprego e a exploração atingem níveis só verificados durante o fascismo e o governo e os patrões preparam uma nova ofensiva visando colocar-nos na situação vivida há 50 anos atrás, quando com a luta intensa e abnegada de milhares de trabalhadores e trabalhadoras conquistámos, nos campos do Alentejo e do Ribatejo, a jornada de trabalho de 8 horas.
     Quando assinalamos 50 anos da conquista das 8 horas nos campos, governo, patrões e aliados, procuram impor-nos o que derrotámos em pleno fascismo.
     A lógica economicista e mercantilista que tem orientado os governos e que é agora intensificada pelos que impõem, e pelos que aceitam, o pacto de agressão, tem-nos imposto não apenas a redução dos salários e do emprego mas também uma brutal redução nos serviços públicos e um enorme desprezo pela cultura e pelos agentes culturais da região.
     As políticas de merceeiro com que o país e a região têm sido confrontados impuseram-nos o adiamento das infra-estruturas rodo-ferroviárias de que o Alentejo carece e mesmo, o desmantelar de vias seculares existentes, a troco de coisa nenhuma, como o são o caso recente do encerramento do transporte ferroviário de passageiros entre Abrantes e Espanha e o desmantelamento do Ramal de Cáceres.
     Também o Alqueva, sonho e bandeira de luta de décadas, é vítima da tacanhez de quem decide, a partir de fora, as politicas para o Alentejo.
     O empreendimento de fins múltiplos, garantia de desenvolvimento para toda a região, foi abandonado e põe-se agora em causa que possa haver regadio para milhares de há de terras já preparadas para culturas regadas. O aeroporto de Beja continua desactivado, Universidade e Politécnicos formam jovens que o governo destina à emigração e a riqueza patrimonial e paisagística não potencia o turismo porque não são garantidas as condições de acessibilidade, saúde, segurança e valorização do território que a actividade turística necessita.
     O poder local democrático, motor do desenvolvimento e garante das condições de vida até agora usufruídas está também ele, na mira dos mentores da agressão.
     A ofensiva colocaria as nossas populações ainda mais isoladas e empobrecidas e por isso, tem merecido o repúdio e a luta das populações e dos autarcas de que são exemplo as concentrações realizadas nas cidades de Évora e Beja.

Camaradas Delegados e Convidados
     O Movimento Sindical e os trabalhadores e trabalhadoras do Alentejo têm vindo a bater-se pela necessidade de politicas desenvolvimentistas que permitam a fixação da população, a consolidação e diversificação do aparelho produtivo regional e o aumento da participação regional no PIB nacional.
     Temos vindo a propor e a reivindicar as politicas capazes de potenciarem vontades e actividades económicas que pelas condições naturais, pelos saberes do nosso povo, pela centralidade da região no contexto ibérico, possam garantir o crescimento económico e o desenvolvimento social.
     Temo-nos batido por um novo Rumo para o país e para o Alentejo.
     Esse caminho só é possível se for travado o desmantelamento do débil tecido produtivo regional, se em lugar de se permitirem ou estimularem os encerramentos de empresas e a destruição dos postos de trabalho, houverem apostas sérias na consolidação e crescimento das actividades económicas que podem ali ser desenvolvidas em pé de igualdade ou melhor que em qualquer outro ponto do território nacional, se conseguirmos defender e valorizar o trabalho e os trabalhadores, se derrotarmos as intenções e os interpretes do grande capital internacional.
     Para o conseguirmos importa reforçar a nossa organização e em particular a nossa capacidade de intervir em cada local de trabalho e em cada ponto do nosso território.
     O Programa de acção em discussão aponta quer os eixos fundamentais para o desenvolvimento do país e das regiões quer os caminhos necessários ao reforço da nossa acção organizada e ao aumento da luta que é imprescindível ser travada.
     Todo o capítulo 5 e a aposta clara na Acção Sindical Integrada são disso exemplo.
     No Secretariado Inter Regional do Alentejo, estrutura da CGTP-IN que integra as três Uniões Distritais da Região, entendemos ser absolutamente necessário melhorar e incentivar a reivindicação nos locais de trabalho, esclarecer e mobilizar os trabalhadores nas empresas e serviços e afirmar a contratação colectiva como direito inalienável dos trabalhadores.
     Sabemos também que tal só será possível com o reforço da organização sindical de base e com o entendimento que o sindicato é sempre onde estiverem os trabalhadores, independentemente do seu número e do local onde fica situada a sede.
     O Programa de acção tem nele inscritas todas estas preocupações e define linhas de trabalho que podem (e devem) garantir o uso eficiente dos recursos e permitirem um aumento da participação dos trabalhadores na vida sindical. Por isso receberá o nosso apoio.

Camaradas Delegados e Convidados
     Os alentejanos e o seu Movimento Sindical têm estado presentes de forma empenhada em todas as grandes e pequenas lutas que tem vindo a ser travadas, dentro e fora da região. Lutas que visam derrotar as políticas de destruição do aparelho produtivo, da precarização do emprego e da desvalorização do trabalho e dos salários e que destacamos: as lutas em defesa do poder local democrático, as lutas das populações pelo direito à saúde e em particular as travadas em Vendas Novas e Avis, e a participação empenhada e eficaz na greve geral de 24 de Novembro.

     Não vamos parar!
     É a nossa história – do povo e da região -  que nos ensina que ali naquelas “terras de  pão” sempre a tirania (fosse qual fosse e partisse de onde partisse) encontrou a resistência necessária a impedir o seu desenvolvimento e a garantir-lhe a derrota.
     É a necessidade de garantirmos as politicas e as medidas que sabemos serem fundamentais para inverter a situação para onde nos empurraram, que nos exige que continuemos a luta contra a exploração, as desigualdades e o empobrecimento na região e no país.
     Hoje e aqui, reafirmamos quer a necessidade de se garantirem os meios e as politicas necessárias ao desenvolvimento da nossa agricultura, incluindo a implementação de uma nova Reforma Agrária com a entrega da terra a quem a trabalha, ao implementar de uma politica de reindustrialização da Região, de acções coerentes de melhoria da nossa atractividade turística, da melhoria do ensino e da formação profissional, e da valorização do trabalho e dos trabalhadores, quer o nosso empenhamento para implementar e desenvolver as decisões do nosso congresso.
     Porque assim construiremos o Alentejo que sonhámos!
     Porque assim consolidaremos um Portugal Desenvolvido e Soberano, com trabalho e com direitos.

Viva o XII Congresso
Viva a CGTP-INTERSINDICAL NACIONAL!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

XII Congresso da CGTP-IN


Decorrerá no Centro de Congressos de Lisboa, amanhã e sábado (dias 27 e 28 de Janeiro de 2012) o XII Congresso da CGTP-Intersindical Nacional.

Portugal Desenvolvido e Soberano
              Trabalho com Direitos é o lema sob o qual os delegados debaterão ao longo de dois dias, os caminhos que querem para o país e pelos quais continuarão a lutar.

Os congressistas elegerão uma nova Direção para a Central num período de grande importância para o futuro dos trabalhadores e do país.

O Norte Alentejano estará representado através de 16 delegados:

Diogo Serra; Fernando Gomes e José Pinheiro - (actuais dirigentes e delegados por inerência)
José Janela e Joaquim Rodrigues - delegados da União
José António Cardoso e Carlos Filomeno - delegados do STAL (Sind dos Trab. Administração Local)
José Vilanova - delegado do CESP (Sind. Comércio, Escritórios e Serviços)
João Isidoro e Luís Lopes - delegados do Sindicato dos Operários Corticeiros
Jorge Ventura e Isabel Mendes - delegados do Sind. dos Trabalhadores da Função Pública
Paula Calado - delegada do Sindicato dos Trabalhadores da Hotelaria e Turismo
Luís Paiva - delegado d Sindicato da Ind. Transformadora, Energia e Ambiente
Maria Guimar e Ana Luísa - delegadas do SPZS - Sindicato dos Professores da Zona Sul.

Nas bancadas destinadas aos convidados serão muitos os trabalhadores e trabalhadoras do distrito que dali acompanharão os trabalhos do Congresso.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Não à exploração, às desigualdades e ao empobrecimento


Estamos perante uma política de terrorismo económico e social que exige uma resposta de grande dimensão a nível nacional.

O Governo do PSD-CDS e o grande patronato pretendem:

·         colocar o Estado ao serviço das empresas;

·         pôr a segurança social a financiar os patrões para pagar menos e precariezar as relações de trabalho;
·         facilitar os despedimentos e diminuir as indemnizações e o valor do subsídio de desemprego;
·         flexibilizar os horários de trabalho e reduzir a retribuição;

·         atacar a contratação colectiva e promover o trabalho gratuito com a redução de feriados e dias de férias.
Esta é uma política que é preciso combater. Dia 11 vamos manifestar todos os descontentamentos, protestos e indignações contra a política que rouba aos trabalhadores e ao povo ao mesmo tempo que empurra o país para o precipício.

Transportes a partir de cada sede de concelho.
Inscreve-te junto do delegado sindical ou através do telefone 245 201 329, fax: 245207275 ou mail: usnalentejano@gmail.com

JUNTOS VAMOS CONSEGUIR!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

É pela luta que lá vamos!


COM A LUTA DERROTÁMOS A MEIA HORA!

A firme determinação dos trabalhadores em resistir e prosseguir a luta por todas os meios ao seu alcance contra a brutal ofensiva do patronato e das forças políticas que o sustentam, expressa nos milhares de pareceres e moções aprovadas em plenários, obrigou o Governo do PSD/CDS a retirar a proposta de lei que visava aumentar os períodos normais de trabalho em meia hora por dia e duas horas e trinta minutos semanais, mantendo, no entanto, outras malfeitorias, que não deixarão de ter a resposta devida.

A CGTP-IN saúda os trabalhadores que com persistência, unidade e grande consciência de classe, travaram e venceram uma batalha decisiva, derrotando pela luta a proposta do Governo que tinha como objectivo conceder ao patronato a prestação de trabalho gratuito. Este desfecho só foi possível devido à grande participação dos trabalhadores na Greve Geral, bem como nas lutas que se têm multiplicado por todo o país, em defesa dos direitos e da melhoria das condições de trabalho.

Esta é uma vitória dos trabalhadores e trabalhadoras que, combatendo as teses das

inevitabilidades e resignações conseguiram, com a força da razão e da luta, impedir a

concretização desta medida e demonstrar que vale sempre a pena lutar.



NÃO AO RETROCESSO SOCIAL!

O “acordo” celebrado pelo Governo do PSD-CDS com as confederações patronais e a UGT constitui o maior atentado aos direitos dos trabalhadores e um retrocesso social sem precedentes nas relações de trabalho em Portugal. Sendo bom para o grande patronato, é inaceitável para os trabalhadores e as suas famílias porque acentua a exploração, as desigualdades e o empobrecimento.

Este é um compromisso que coloca o Estado e o dinheiro dos nossos impostos ao serviço dos grandes grupos económicos e financeiros e fragiliza a segurança social, ao forçá-la a financiar as empresas para baixar salários, generalizar a precariedade e, de seguida, enviar os trabalhadores para o desemprego.

Este é um “acordo” da capitulação que subverte o princípio constitucional de proibição de despedimento sem justa causa, abrindo a porta de par em par aos despedimentos por inadaptação, decorrentes da “quebra de produtividade ou de qualidade”, sempre associada a objectivos definidos e impostos pelo patronato aos trabalhadores.

Este é o “acordo” que pretende: reduzir as indemnizações e o valor do subsídio de desemprego; atacar a contratação colectiva procurando substitui-la pelas relações individuais de trabalho; obrigar os trabalhadores a trabalhar gratuitamente em 4 feriados e 3 dias de férias; apostar nos bancos de horas individuais e grupais, para pôr os trabalhadores a trabalhar mais e a receber menos, em simultâneo com a possibilidade de gerir os dias de férias destes, nas pontes, de acordo com os interesses e objectivos das empresas; reduzir a 50% o pagamento de horas extras e eliminar o descanso compensatório; subverter o papel da ACT, pondo-a a servir os objectivos das empresas, em vez de assegurar o cumprimento dos direitos dos trabalhadores.

Ao contrário do que o Governo e os subscritores de tão macabro documento invocam, estas propostas não só não resolveriam as questões relacionadas com a competitividade como, caso fossem implementadas, agravariam os problemas estruturais do país e as condições de vida dos trabalhadores e das suas famílias.

Contudo, este “acordo” não é lei! Grande parte das matérias tem de ser sujeitas a discussão na Assembleia da República.

Neste quadro, a CGTP-IN tudo fará para combater os que pretendam substituir o “direito de trabalho” como um elemento de protecção da parte mais desprotegida nas relações de trabalho, pelo “direito de trabalho do patronato”, assumindo a continuação da denúncia e do combate à política que rouba aos trabalhadores e ao povo ao mesmo tempo que empurra o país para o precipício.



COM A LUTA OBTEREMOS OUTRAS VITÓRIAS!

Foi a luta dos trabalhadores que derrotou o aumento do horário de trabalho. Só a luta dos trabalhadores pode fazer frente àquela que é a maior declaração de guerra feita a quem trabalha, depois da Revolução de Abril.

Porque a ofensiva anti-social a que os trabalhadores do sector privado e da Administração Pública estão a ser sujeitos exige uma resposta forte e empenhada de todos, sem excepção, os activistas sindicais e membros de CT’s presentes nesta concentração decidem:

Reclamar dos deputados da AR a rejeição das propostas de lei do Governo que atentam contra os direitos dos trabalhadores e diminuem ou violam os direitos constitucionais e contratuais;

Saudar todos os trabalhadores, exortando-os a prosseguir e intensificar a luta pelo emprego com direitos, contra o desemprego e a precariedade, pelos aumento dos salários e das pensões, contra o custo de vida, contra o roubo dos subsídios de férias e de Natal, pela defesa das funções sociais do Estado na saúde, educação e segurança social e os serviços públicos;

Desenvolver uma forte mobilização dos trabalhadores, jovens, desempregados e reformados, para a grande Manifestação nacional de 11 de Fevereiro, em Lisboa, de forma a exprimirem todos os descontentamentos, protestos e indignações contra a exploração, as desigualdades, o empobrecimento e a política que rouba aos trabalhadores e ao povo, ao mesmo tempo que empurra o país para o precipício.

Com determinação e confiança vamos prosseguir a luta com todas as nossas forças contra o acordo de agressão aos trabalhadores e às suas famílias. Uma luta que é indissociável da exigência de uma nova política que valorize os trabalhadores e promova o desenvolvimento económico e social do país.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

CGTP-IN REPUDIA AS DECLARAÇÕES INJURIOSAS E DIFAMATÓRIAS


A CGTP-IN repudia as declarações injuriosas e difamatórias, hoje proferidas pelo Secretário Geral da UGT – João Proença – à Antena 1, afirmando que tinha sido “incentivado por altos dirigentes da CGTP-IN a negociar e assinar o acordo, uma vez que a Intersindical não o podia fazer”.

Tais declarações, para além de falsas, demonstram que perante o repúdio generalizado da opinião pública, o Secretário-Geral da UGT não olha a meios para tentar justificar um vergonhoso acordo de agressão aos trabalhadores.

Este é um “acordo” que visa entregar aos patrões todo o poder para despedir, para alterar os horários a seu belo prazer, generalizar a precariedade, para voltar a colocar o trabalho ao Sábado, reduzir os salários e outras formas de retribuição, destruir a contratação colectiva substituindo-a pela relação individual de trabalho, diminuir ainda mais a protecção social dos desempregados.

Um “acordo” que constitui o maior atentado aos direitos dos trabalhadores que se propõe eliminar feriados e dias de férias, que fragiliza a Segurança Social e provoca um retrocesso social sem precedentes nas relações de trabalho em Portugal, que contribuirá, desgraçadamente, para que o país continue a afundar-se.

Perante a gravidade de tais declarações a CGTP-IN decidiu já adoptar as medidas conducentes à apresentação de uma participação criminal contra o autor de tais declarações.

E tal como a luta dos trabalhadores derrotou a meia hora de aumento do horário de trabalho, será a luta que impedirá a aplicação concreta de muitos dos vergonhosos conteúdos de tal acordo.

Lisboa, 19.01.2012

DIF/CGTP-IN

Não à exploração, as desigualdades e o empobrecimento


Estamos perante uma política de terrorismo económico e social que exige uma resposta de grande dimensão a nível nacional.

O Governo do PSD-CDS e o grande patronato pretendem:

  • ·         colocar o Estado ao serviço das empresas;
  • ·         pôr a segurança social a financiar os patrões para pagar menos e precariezar as relações de trabalho;
  • ·         facilitar os despedimentos e diminuir as indemnizações e o valor do subsídio de desemprego;
  • ·          flexibilizar os horários de trabalho e reduzir a retribuição;
  • ·        atacar a contratação colectiva e promover o trabalho gratuito com a redução de feriados e dias de férias.

Esta é uma política que é preciso combater. Dia 11 vamos manifestar todos os descontentamentos, protestos e indignações contra a política que rouba aos trabalhadores e ao povo ao mesmo tempo que empurra o país para o precipício.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Os trabalhadores dizem NÃO! Ao acordo do Patrão!


·                                 Os patrões, o seu governo e os seus "rapazes" concretizaram ontem uma roubalheira, mascarada de acordo, que impõe o maior retrocesso social de que há memória desde a implantação da República.
Os patrões, os seus serventuários no governo e a secção que criaram para enganar trabalhadores, consagraram (se o "acordo" passar a lei) a Liberdade de despedimentos individuais, redução de salário, redução d...e dias de férias, pontes coercivas e desconto forçado do respectivo salário, eliminação quase total do pagamento do trabalho extraordinário e em dias de férias e de descanso, enfraquecimento do poder negocial dos sindicatos, etc... etc.... Hoje três mil dirigentes da CGTP-IN foram levar à Assembleia da Republica milhares de pareceres recolhidos por todo o país e que dão conta da nossa vontade em impedir a concretização dos roubos "acordados.
Conforme foi gritado os trabalhadores dizem Não ao acordo do Patrão!
 
 

Ficou clara a juteza da posição da CGTP-IN ao recusar-se a participar nesta palhaçada. Ficou ainda mais claro a distância existente entre o sindicalismo de classe e esta coisa criada pelo capital.
A LUTA É QUE PODE PARÁ-LOS! A LUTA VAI CONTINUAR!


quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Viver, Trabalhar e Lutar num território que o Poder Politico teima em destruir!


     O ano de 2011 foi, no plano sindical um ano de grande significado para o Movimento Sindical do Norte Alentejano. Foi o ano do Congresso da União, de reforço da organização e da acção sindical em diferentes e importantes empresas e serviços, da constatação da nossa capacidade de mobilização, de luta intensa e de algumas expressivas vitórias de que se destacam a luta dos trabalhadores da Dyn’aero contra os despedimentos ilegais e a vitória alcançada; a luta das trabalhadoras da Manufactura pelo salário, a luta dos trabalhadores do Poder Local por melhorias profissionais; a Greve Geral que realizámos e o seu enorme significado.
     O ano que terminou caracterizou-se ainda pela luta contras as politicas de destruição do distrito promovidas pelos governos de José Sócrates e o que se lhe seguiu do PPD e do CDS.
     Mas, para o distrito e sua população foi um ano terrível durante o qual se intensificaram as politicas de roubo aos direitos dos trabalhadores e das populações, se intensificaram os encerramentos de empresas e serviços, se intensificou o desemprego, cresceram os salários em atraso e foram destruídos serviços fundamentais para a população do Distrito foi montada uma brutal operação de assalto aos direitos constitucionais e laborais e as tentativas de destruição da própria democracia.
      Apesar da intensa luta que travámos o ano terminou com a manutenção da alta taxa de desemprego cujo número estimamos em 10 mil desempregados, com a destruição de mais empresas e serviços: Selenis em Portalegre, GASL em Arronches, Domingos & Cª em Portalegre, dezenas de comércios em Portalegre, Elvas e Ponte de Sôr , com centenas de trabalhadores a serem dispensados de serviços públicos depois de 6,7 e mais anos com contratos a termo e com um conjunto de ameaças concretizadas já em 2012, com populações privadas do direito à saúde, porque lhes encerraram os centros de saúde e lhes retiraram o transporte, e privadas do serviço ferroviário entre Abrantes e Espanha.
      O Ano de 2012 começou com a continuidade desta situação: Nos primeiros quinze dias do ano encerrou em Portalegre o Hotel S. Mamede; registam-se situações de não pagamento de salários na Pastelaria Fonte Nova; o Charcas Hotel de Ponte de Sôr despediu 60 trabalhadores, a empresa Pinto & Bentes tem salários em atraso. Aumentam os despedimentos disfarçados ou não de comum acordo.
      Este ano que agora se inicia irá também ser marcado pela intensa luta dos trabalhadores e da população.
      A luta já anunciada pelos médicos e pelos utentes da saúde pressupõe que também aqui ninguém abdica da luta em defesa da saúde e dos serviços que a Constituição consagra.
      A Luta em defesa do caminho-de-ferro no distrito e na região já iniciada em 2011 com expressão de um e outro lado da fronteira irá continuar.
      A luta por um ensino público de qualidade para todos é aposta que se irá manter e intensificar.
      A luta contra os roubos nos direitos e as tentativas para impor trabalho escravo, como é o caso dos projectos do governo e dos patrões visando aumentar a jornada de trabalho laboral, retirar feriados e tempo de descanso receberão, também aqui, a resposta adequada.
      As acções e lutas já agendadas para o primeiro trimestre contarão com o apoio e participação empenhada dos trabalhadores do distrito e do seu movimento sindical.
      Dia 18 de Janeiro uma delegação dos sindicatos do distrito participará na manifestação em Lisboa e entregará na Assembleia da Republica os pareceres estão a ser recolhidos sobre o projecto lei/roubo do tempo de não trabalho.
      Dias 27 e 28 uma delegação do distrito – em representação dos diferentes sindicatos e da União – participará no XII Congresso da CGTP-IN.
      Dia 11 de Fevereiro o distrito participará com uma participação de centenas de trabalhadores, na Manifestação Nacional convocada para Lisboa.

Portalegre, 2012-01-12

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Portugal no sabe quién tiene que pagar los partos a Extremadura


El Sistema de Salud luso traslada la factura a un organismo del Alentejo, a pesar de que había asumido el gasto cuando firmó el acuerdo

Quieren pagar, pero no saben quién tiene que hacerlo. Portugal adeuda 2,3 millones a Extremadura por los partos de mujeres portuguesas de la zona de Elvas que desde el año 2006 dan a luz en el Hospital Materno Infantil de Badajoz, según confirmó el pasado viernes la vicepresidenta de la Junta, Cristina Teniente. En concreto, incidió en que no se había pagado nada en los años 2008 y 2009, y la cantidad había sido prácticamente simbólica en el año 2010. Todos pensaban que la causa del impago estaba en la profunda crisis que atraviesa el vecino país, que ha hecho incluso que tengan que pedir rescate financiero a la Unión Europea.

Sin embargo existe la posibilidad de que la causa sea también burocrátrica. Después de que la noticia de la deuda llegara a la opinión pública al otro lado de la Raya, la Unidad Local de Sanidad del Norte del Alentejo (Ulsna), que coordina los cuidados de salud en esta región fronteriza, emitió una nota en la que dio a entender que no saben exactamente a quién hay que pasarle la factura. Explicó que desde que se firmó el protocolo de colaboración entre los dos países para permitir los partos en Badajoz la responsabilidad financiera había sido asumida por el Ministerio de Sanidad portugués, a través de la Administración Central del Sistema de Salud (ACSS), que vendría a ser algo parecido a lo que antiguamente era el Insalud en territorio español.

Sin embargo, el órgano territorial asegura que en abril pasado ACSS le imputó la responsabilidad de pagar los gastos de 2010.

Al no tener previstos esos encargos en su presupuesto, la Ulsna reveló que en agosto de 2011 pidió aclaraciones a un tercer organismo público, la Administración Regional de Salud (ARS) del Alentejo, que es la entidad que físicamente había firmado el acuerdo con Extremadura. Por eso, Ulsna se encuentra en estos momento aguardando instrucciones de alguna autoridad superior al respecto.

Sea como fuere, lo que tienen claro en Portugal es que van a pagar al SES.

«El Consejo de Administración de la Ulsna tiene la firme convicción de que las responsabilidades que se han asumido serán oportunamente cumplidas en su integridad», explica la entidad en el comunicado, donde sin embargo no se explica quién pagará al final.

No obstante, y con independencia de cuándo se pague, lo cierto es que la Junta de Extremadura ha asegurado que no se dejará de asistir a las mujeres portuguesas que lleguen a Badajoz, ya que de lo que se trata es de «solventar una situación financiera que no se está cumpliendo».

 Publicado no Jornal Hoy de Extremadura de dia 05/01/2012

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

O Hotel acumulou dívidas e corre o risco de Parar.


   Os 22 trabalhadores do hotel São Mamede, em Portalegre, não resistiram aos salários em atraso e suspenderam os contratos de trabalho.
    De acordo com o coordenador da União de Sindicatos do Norte Alentejano (USNA), Diogo Júlio, a unidade hoteleira tem agora oito dias para regularizar a situação dos salários.
    O dirigente sindical esclareceu que no final do ano de 2011, sete dos trabalhadores já tinham suspendido o contrato de trabalho e que os restantes fizeram-no na segunda feira. Diogo Júlio adiantou que a maioria dos trabalhadores tem quatro meses de salários em atraso a que se juntam o subsidio de Natal de 2010 e os subsídios de Férias e Natal de 2011.
   A Rádio Portalegre tentou contactar a administração do Hotel São Mamede que se mostrou indisponível.
   O hotel São Mamede, inaugurado em 2009, pertence a uma família com tradição na hotelaria, responsável pelo antigo hotel D. João III, que esteve em actividade durante largos anos na cidade de Portalegre.

Gabriel Nunes

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Acabar um ano começar outro em Luta pelo Emprego e pelos salários!


O Congress Hotel and Spa, Turismo S. Mamede procurou suceder ao Hotel D. João III, um hotel que durante quase quatro décadas cumpriu o papel de Hotel único na cidade de Portalegre.

Ao fim de cerca de 38 anos da abertura do D. João III, António Sanchez Jorge filho do propietário do D. João III ergueu em Portalegre um novo hotel que, parece, irá durar bem menos do que aquele que pertenceu ao seu pai.
Apesar da sua recente abertura o Novo Hotel não tem conseguido honrar os seus compromissos devendo salários e subsídios aos seus trabalhadores.
Estes, a quem são devidos quatro salários mais os subsídios de férias e de Natal, não conseguiram continuar por mais tempo a trabalhar sem receber e accionaram a suspensão dos respectivos contratos alegando o não pagamento de salários.
Para o sector davinha-se menos uma unidade na região. Para os trabalhadores o caminho do desemprego e para a região um início de ano que não difere do anterior: encerramento de empresas, dívidas aos trabalhadores, desemprego.

O Hotel S. Mamede, tem três estrelas, embora a Direcção Geral de Turismo já tenha proposto que fossem colocadas, no mínimo 4 estrelas, teve um investimento de nove milhões de euros e vai manter os 25 postos de trabalho que herdou do Hotel D. João III, tem 85 quartos, três salas de congressos, um SPA, piscina, espaço de lazer junto à piscina, restaurante, bar e tapas.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Os comboios já não circulam no distrito que algúns querem PARADO.


O ano de 2011 terminou para a União e os trabalhadores, da mesma forma que havia começado: em Luta.
Dia 29 de Dezembro dirigentes e activistas sindicais integrando uma delegação chefiada por José Janela da Comissão Executiva, deslocaram-se a Valência de Alcantara para com sindicatos extremenhos e activistas de defesa da natureza, reafirmarem o seu protesto pela desactivação do caminho de fero da região.
Tratou-se de mais uma iniciativa que a exemplo do que já sucedera em Portalegre e Elvas pretende levar o governo e a empresa a fazerem marcha atrás de uma decisão que afecta gravemente o viver das populações raianas.
A partir de 31 de Dezembro não circulam comboios de passageiros no distrito de Portalegre mas mantem-se a vontade dos norte alentejanos em continuarem a luta.