
Dois dirigentes sindicais, foram detidos ontem, 18 de Janeiro, junto à residência oficial do primeiro-ministro, após o plenário que ali decorreu, da parte da tarde, por iniciativa da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública. O cordão policial foi-se reforçando ao longo do plenário sindical, realizado a cerca de 100 metros da residência oficial do PM, em São Bento.
Os dirigentes sindicais, levados para uma esquadra de Lisboa, só foram libertados quase três horas depois.
Os dirigentes sindicais que foram algemados pela polícia e levados para a esquadra de Alcântara estavam a dirigir-se para a Assembleia da República, onde iriam integrar a delegação de representantes da comunidade educativa que tinha reunião marcada com a comissão parlamentar de educação e ciência.
Cerca de 150 manifestantes decidiram manter-se no local até que aqueles dirigentes
fossem libertados, o que só veio a acontecer quase três horas depois. Vários deputados manifes-taram já a sua solidariedade com os sindicalistas, garantindo mesmo uma interpelação ao Governo
A concentração/plenário de dirigentes, delegados e activistas sindicais da administração pública, em que se incluíam vários dirigentes desta União, destinou-se a contestar os cortes salariais. Durante duas horas, numa das ruas das imediações, registaram-se várias intervenções, entre os quais, o do Secretário-geral da CGTP-IN, Manuel Carvalho da Silva.
O plenário reuniu centenas de activistas, entre os quais várias dezenas de dirigentes do distrito que aprovaram, por unanimidade e aclamação, uma Resolução em que se denuncia – em consonância com as intervenções que marcaram esta iniciativa – a política que tem vindo a ser seguida por sucessivos governos “e que está a permitir uma brutal acumulação de lucros ao grande capital enquanto retira direitos aos trabalhadores e degrada as suas condições de vida”.
A União dos Sindicatos do Norte Alentejano condena energicamente esta postura das forças policiais e sobretudo, de quem lhes ordena a acções violentas e repressivas contra os trabalhadores, os seus direitos e a legalidade democrática.
Exorta os trabalhadores e a população do distrito a continuarem e a reforçarem a luta na rua e a levarem o protesto e a luta até à mesa de voto, como a melhor e mais eficaz forma de responder aos traços de “antigamente” que começam a espreitar a sociedade portuguesa.
Portalegre, 2011-01-19
A Comissão Executiva da USNA/cgtp-in