terça-feira, 27 de outubro de 2009

PONTE DE SOR ESTÁ DE LUTO - A DELPHI VAI FECHAR


A fábrica da Delphi de Ponte de Sôr vai encerrar a 31 de Dezembro e deixar 430 pessoas sem emprego.
Os sindicatos confirmaram a decisão de despedir 430 trabalhadores com o encerramento da fábrica e dizem que vão pedir a ajuda da autarquia e do Governo para a criação de empregos alternativos.
"Foi-nos confirmado que a empresa vai encerrar a 31 de Dezembro e que os seus 430 trabalhadores vão ser despedidos e, infelizmente, não temos hipótese de fazer nada para inverter esta situação", disse à agência Lusa Delfim Mendes, da Federação Intersindical da Quimica, Metalurgia e Indústrias Eléctricas, após uma reunião com a administração da empresa.
A Federação sindical vai pedir audiências ao ministro da Economia e ao presidente da Câmara de Ponte de Sôr para pedir que façam diligências no sentido de serem instaladas outras indústrias nas instalações da Delphi para criar novos empregos.
Os trabalhadores vão ser dispensados no âmbito de um despedimento colectivo e receberão uma indemnização que já tinha sido acordada em 2008.
Em 2008, aquando do anúncio da decisão de encerramento da fábrica, entidades sindicais e administração acordaram um valor de 2,3 salários por cada ano de trabalho, em termos de indemnização.
A unidade industrial, sedeada em Ponte de Sor há 29 anos, é a maior do distrito de Portalegre, empregando 2,5 por cento da população do concelho.
A empresa produz apoios, volantes e airbags para vários modelos de veículos automóveis.
A administração da empresa não quis fazer comentários.

Lusa

A USNA/cgtp-in está solidária com os trabalhadores e trabalhadoras da Delphi e disponível para com eles darem corpo as movimentações necessárias a garantirem a minimização dos efeitos que a decisão da Delphi irá ter na vida dos trabalhadores e exige do governo e do Municipio de Ponte de Sôr a tomada de medidas que ajudem a ultrapassar esta situação de grande dificuldades para os trabalhadores, para o concelho e a região.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

É PRECISO DIZER BASTA!



Em Portugal, 18 em cada 100 pessoas têm um rendimento inferior a 406 euros mensais.
Vivem na pobreza.
Em 2008, os 20 por cento da população com maior rendimento recebia aproximadamente 6,1 vezes mais que os 20 por cento com o rendimento mais baixo.
Ao mesmo tempo, o imposto sobre as grandes fortunas, que permitiria financiar políticas de combate à pobreza, e uma legislação laboral e um modelo económico capaz, simultaneamente, de conferir dignidade à vida de quem trabalha e de obrigar as empresas a implementarem melhorias na sua eficiência organizacional, continuam a ser vistos como ideias radicais.
Entre nós, é sabido que a pobreza e a riqueza é que podem ser radicais sem que a maioria se importe demasiado com o seu extremismo.
Maioritariamente, a incomodidade causada pela pobreza despeja-se num sentimento de pena, ao passo que a riqueza vai despertando venerações várias.
"in pontedosor"

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

CGTP-IN 39 anos com os trabalhadores




Celebrar o 39.º aniversário da CGTP-IN é continuar, de forma abnegada, a mobilização contra as chagas sociais que são a precariedade e o desemprego, a exclusão social e a pobreza.
As soluções podem e devem ser à Esquerda. Com a Direita e/ou com políticas de direita, não haverá saídas para os bloqueios com que o país se depara, continuará adiado o futuro dos que como nós teimam em trabalhar e viver no interior do país. As soluções para o futuro não passam por continuar a satisfazer-se as exigências do grande patronato e a submeter as políticas aos interesses dos grandes grupos económicos e das transnacionais, sendo imprescindível a mobilização, a participação e responsabilização – pela participação na definição das soluções – dos trabalhadores e dos cidadãos.
Nesta evocação dos 39 anos da CGTP-IN e tendo presente o tempo político que estamos a viver, queremos deixar bem expresso o nosso apoio às prioridades apresentadas pela CGTP-IN para um Programa de Governo, assentes em 10 eixos estratégicos:

1.º Evitar despedimentos e investir na criação de empregos estáveis, designadamente dinamizando as actividades económicas para permitir um desenvolvimento sustentado.

2.º Garantir o direito constitucional de contratação colectiva, reassegurando esse direito fundamental, o que, no imediato, passa pela suspensão dos avisos de cessação de convenções colectivas e a reposição do princípio do tratamento mais favorável.

3.º Valorizar o trabalho e os direitos dos trabalhadores porque os direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras são compatíveis e favorecem o crescimento económico, e constituem condição prévia ao desenvolvimento.

4.º Combater a precariedade como prioridade absoluta nas políticas laborais e sociais e factor fundamental na definição das condições de vida dos portugueses e do próprio modelo de sociedade.

5.º Alargar o subsídio de desemprego para que mais desempregados possam ser abrangidos pela prestação.

6.º Promover o aumento real dos salários e das pensões, assim como do Salário Mínimo Nacional, de modo a alcançar 500 euros em 2011 e 600 euros em 2013.

7.º Reforçar a solidariedade, promover a coesão social e combater as desigualdades, factores estruturantes do desenvolvimento.

8.º Reforçar os serviços públicos e a protecção social porque constituem eixos fundamentais para responder aos problemas da população, os quais se agudizaram com a crise.

9.º Reorientar as políticas económicas, pois a crise económica e financeira e as opções de desenvolvimento debatidas nas eleições assim o exigem.

10.º Tornar o sistema fiscal mais equitativo e combater o endividamento do país. A quebra das receitas fiscais tem sido um dos factores que mais tem contribuído para esse endividamento e os trabalhadores não podem ser mais penalizados e sacrificados pelas chamadas políticas de combate ao défice.

Mas queremos igualmente reafirmar a absoluta necessidade de o país assumir a necessidade de pagar um custo pela interioridade que nos impôs e dotar a região dos meios e das políticas necessárias ao desenvolvimento que queremos e merecemos.
Neste momento importante para os trabalhadores e o seu movimento sindical renovamos a disponibilidade para a concretização de um Pacto para o Emprego e o desenvolvimento que abra caminho a uma estratégia de desenvolvimento da nossa região.
E porque certos de que para essa solução não será indiferente o governo de cada município a USNA reafirma a necessidade de o voto dos trabalhadores e trabalhadoras contribuir para a eleição de autarcas que apoiam a nossas reivindicações e estão dispostos a baterem-se pela sua concretização.
Afirmar e lutar por estes objectivos é a melhor forma de comemorar os 39 anos da CGTP-IN e dar conteúdo, a favor dos trabalhadores, da região e do país, ao seu
40.º ano de vida.