domingo, 31 de janeiro de 2010

À LUTA DOS ENFERMEIROS SEGUIR-SE-Á A EXPRESSÃO PÚBLICA DO DESCONTENTAMENTO DA FUNÇÃO PÚBLICA!


Três dias de greve com adesões a rondarem a totalidade dos enfermeiros e uma manifestação em Lisboa da esmagadora maioria da classe, é o balanço da jornada de luta dos enfermeiros portugueses.
A dimensão do protesto esteve de acordo com a expressão da indignação de uma classe que está a ser tratada pelo poder politico como cidadãos e cidadãs de segunda.
Diminuir salários, manter os actuais níveis de precariedade a toda uma classe profissional em nome de uma certa "poupança" que nunca está presente quando se trata de transferir para o sector privado os dinheiros do Serviço Nacional de Saúde, seja pela contratação de médicos a empresas privadas que "vendem" médicos como se fossem refrigerantes seja, pela desafectação de partes do Hospital de Portalegre para aí instalar mais um serviço dito em parceria "público/privado mas fundamental para premiar mais uns quantos "esforçados defensores da nossa saúde", é no mínimo um atentado à inteligência dos cidadãos.
Dia 5 de Fevereiro Lisboa voltará a ser inundada com o protesto dos trabalhadores.
Os funcionários públicos, dos poderes local e central, vão responder "à proposta" de congelamento dos seus salários.

A dimensão voltará a ser de acordo com a indignação que esta nova tentativa de impor aos mesmos o pagamento das burrices de uns tantos e do esbanjamento dos habituais "utentes" dos dinheiros de todos nós.
Outros, muitos, se lhe seguirão.
Cada vez está mais claro que a luta é o caminho para travar esta nova versão de um Governo PS,sózinho mas, de facto aliado à direita.
Já conhecemos as peças e os resultados que daí virão. É preciso travá-los.
Não nos rendemos!

domingo, 24 de janeiro de 2010

A Finos fechou há 6 anos


"As dificuldades financeiras da Empresa foram especialmente sentidas pelos trabalhadores e alguns credores". Sem embargo do Estado Português ser um dos principais credores da Sociedade, pena é que, ao longo dos anos e atravessando algumas legislaturas, não configurando esta asserção qualquer crítica a qualquer entidade pública, o Executivo governamental em particular, o poder executivo e político, não tenha contribuído de forma positiva para a reabilitação da Empresa e permitisse que, por inércia, um dos gigantes da indústria do Norte Alentejano "caminhasse para o abismo financeiro e, consequentemente, tivesse sido sujeito a uma morte lenta"."Sentença lida pelo Meritíssimo Juiz José Manuel Costa Galo"

TRABALHADORES DA FINOS RECEBERAM SALARIOS QUE HÁ SEIS ANOS LHE SÃO DEVIDOS!


na sexta-feira os ex-trabalhadores da Fino‘s formaram bicha para receber os cheques e, naturalmente, evidenciaram a sua satisfação. Tanto assim que para alguns foi mesmo uma surpresa, dado que este processo tem de seguir diversas directrizes com decisão final (ordem de pagamento) do Tribunal Judicial de Portalegre. Recorde-se que foi neste local onde, em 2003, foi lida a sentença da falência da Fábrica de Lanifícios de Portalegre "com 340 trabalhadores no activo, a 7 de Novembro estava reduzida a 267".

As centenas de trabalhadores da Fino‘s tiveram, a partir do dia negro do desemprego, vários destinos a saber. Uns foram para a reforma, outros para o desemprego em alguns casos prolongado através de Cursos de Formação, e outros actualmente "estão sem trabalho, vivendo uma situação ingrata e preocupante". Segundo opinião que recolhemos, depois da falência da Empresa "quem mais pessoas empregou foi o Hospital Doutor José Maria Grande e o Município de Portalegre". Seja como for, a verdade é que o fecho da Lanifícios, em outros tempos também conhecida por "Fábrica Pequena", foi um profundo golpe para os seus trabalhadores, e por óbvias razões para esta cidade e Região.



construído com textos de João Trindade publicados no Jornal Fonte Nova
Fotos: Jornal Fonte Nova

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Trabalhadores da Câmara de Nisa em protesto



Cerca de 50 trabalhadores da Câmara de Nisa concentraram-se quarta-feira em frente aos Paços do Concelho para exigir o direito à sua valorização profissional e estabilidade, numa iniciativa apoiada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL).

De acordo com António Carreiras, dirigente do STAL, o protesto surgiu na sequência de uma tomada de posição “contrária” dos vereadores da oposição (PS e PSD) naquele município alentejano, liderado em minoria pela CDU.

De acordo com o sindicalista, os vereadores da oposição “opõem-se à dotação das verbas necessárias, no orçamento da câmara para este ano, para a mudança de posicionamento remuneratório, por via da opção gestionária, de 49 trabalhadores".

António Carreiras explicou ainda que os vereadores do PS e do PSD "recusam também a criação de postos de trabalho" no Mapa de Pessoal para o ano de 2010 referentes a contratos de trabalhadores, cuja duração ultrapasse os cinco anos.

Os trabalhadores estiveram concentrados em frente ao edifício da autarquia, deslocando-se depois para a reunião pública de câmara, onde discutiram a matéria com o executivo camarário, porém as dúvidas e incertezas persistem.

Durante a reunião, os trabalhadores entregaram ao executivo camarário uma resolução na qual exigem que lhes sejam reconhecidos os seus direitos.

Na mesma resolução, os trabalhadores ameaçam ainda, caso a situação não seja invertida, "adoptar outras formas de luta que considerem necessárias ao cumprimento dos seus direitos".

In Rádio Portalegre
20-Jan-2010

domingo, 17 de janeiro de 2010

Sindicatos fazem balanço assustador de 2009


As três cidades do nosso Distrito estão a atravessar dificuldades, as taxas de desemprego, segundo a União de Sindicatos do Norte Alentejano (USNA) estão "muito elevadas" e não há perspectivas de investimento.
"Preocupados" os sindicatos condenam o Governo, culpando-o de "estar a empurrar o Distrito para a destruição".
Ultrapassado que está um ano que impôs aos norte alentejanos "duras provações", a USNA inicia 2010 com a convicção de que "não poderemos" continuar a "adiar as medidas necessárias a travar e inverter" o caminho que "nos tem empurrado" para uma "cada vez maior debilidade" do tecido produtivo regional, para "níveis escandalosos" de desemprego e precariedade, para "patamares insustentáveis" no que respeita ao rendimento das famílias e bem-estar da população.
Defendendo que "é hora de mudar" e da sociedade se "mobilizar e lutar por tudo a que temos direito", o coordenador da União de Sindicatos, Diogo Júlio, alerta que "a região corre o risco" de ver aumentada a sua interioridade e desertificação "ao persistirem as políticas de desmantelamento" do sistema produtivo, de "redução" do poder de compra da população em geral, e em particular dos trabalhadores por conta de outrem e reformados. "É uma situação insustentável que não queremos nem podemos permitir", defende.
Esta terça-feira, e a seu pedido, a USNA foi recebida pelo Governador Civil Jaime Estorninho para lhe transmitir a sua preocupação, mas também para "lhe pedir que assuma ser protagonista da convocatória de um grande plenário" com todos os actores regionais que possa "pensar o futuro do Distrito" e "agir em unidade para obrigar o Governo central" a "olhar Portalegre com olhos de governo do País", explica o coordenador da USNA.
Lamentando que o Alentejo esteja a "pagar um preço alto" por esta "crise fabricada" que "veio salvar o Governo de ter que se confrontar com este desastre que ele próprio fomentou", Diogo Júlio a crise internacional "não tem nada a ver" com a destruição do aparelho produtivo e de todo o interior do Pais. No seu entender, "só serviu para que alguns se aproveitassem dela e despedissem, encerrassem e se deslocalizassem, ou outros, como os bancos, para se encherem de dinheiro".
E para o sindicalista, o Distrito de Portalegre está no Alentejo como o "parente pobre", uma vez que "não temos qualquer investimento". Na sua opinião, o primeiro-ministro não vem ao Distrito porque "sabe que não fez rigorosamente nada" e que "está deliberadamente a deixá-lo morrer".
Diogo Júlio chama ainda a atenção, referindo que o Distrito de Portalegre está "deliberadamente a ser entalado" entre dois corredores de possível desenvolvimento que "se não forem alteradas políticas é mesmo para fechar". Assim, lembra que existe o corredor da A6 que vai de Lisboa para Madrid e que "nos toca em Elvas, porque era difícil fazer uma ponte que fosse de Évora directamente a Badajoz"; e o corredor que tem a ver com a A23 e que passa por Castelo Branco.
Frisando ainda que existem "algumas mexidas na área de Abrantes que podem tocar ao de leve em Ponte de Sor", Diogo Júlio lamenta que, em Portalegre, "aqui ficamos só porque há má vontade, para além de incompetência pura, do Governo e dos seus representantes no Distrito" que, segundo diz, "estão deliberadamente a asfixiar" o nosso Distrito.
Lançando ainda críticas aos representantes do partido do Governo, o coordenador declara que "ou não vêm as necessidades que temos ou se acomodaram à ideia de que mais vale terem o seu lugar seguro do que mexer no Distrito". Assim defende que "têm de se empenhar", até porque, no seu entender, "o governo está a empurrar o Distrito para a destruição".

Portalegre e Ponte de Sor em "situação complicada"

Os últimos meses de 2009 ficaram marcados por dificuldades de muitos trabalhadores de Ponte de Sor. Além do encerramento da Delphi que conduziu para o desemprego cerca de 430 pessoas, a corticeira Subercentro tem um processo de insolvência que ainda não foi resolvido. Os mais de 200 trabalhadores suspenderam o contrato e estão a receber subsídio de desemprego, "mas não acreditamos que vá haver outra decisão que não seja encerrá-la", lamenta Diogo Júlio.
Também a Dyn`Aero está, há já algum tempo a atravessar dificuldades. "Começou logo mal", dado que "foi inaugurada com pompa e circunstância em Novembro e em Dezembro desse ano já não pagou o subsídio de Natal" e a partir daí "tem andado com balões de oxigénio". Actualmente tem alguns trabalhadores em lay-off e outros suspenderam o contrato. "São mais 55 que, na prática, estão no desemprego", lamenta o coordenador da USNA, salientando que, em Ponte de Sor, começa a haver "algum dramatismo" até porque, neste momento, só a "Amorins e Irmão" se encontra a laborar "mas também a meio gás".
Assumindo que Ponte de Sor "deixou de ser um referencial de empregos" para ser uma das cidades que está neste momento com "problemas gravíssimos", Diogo Júlio realça que apenas a economia social, as Misericórdias e a Câmara são, agora, os maiores empregadores. No entanto, essas áreas "não são capazes de fazer esquecer os empregos perdidos". Para o coordenador da União de Sindicatos, Portalegre encontra-se numa situação semelhante, porque "por mais emprego que nasça, e não tem nascido nenhum, não conseguiu nunca compensar" os cerca de 500 trabalhadores aquando do encerramento da Fino`s, da Jonhson Controls e da Robinson
Considerando que estas duas cidades se encontram numa situação "muito complicada", o sindicalista não esconde que "não há nenhuma terra do nosso Distrito imune a esta situação", até porque as taxas de desemprego estão "muito elevadas", ultrapassando cerca de 18% nos jovens até aos 34 anos. "E isto é mais grave do que os números, porque esta faixa etária só tem uma saída que é ir embora", lamenta.
Também a cidade de Elvas, e de acordo com Diogo Júlio, "tem muitos problemas", nomeadamente de desemprego.
"Elvas não perdeu grandes indústrias, mas tem visto deslocalizar e fechar serviços. Os problemas aqui têm a ver com o Estado, onde têm encerrado muitos serviços e não têm conseguido honrar os compromissos que têm feito com Elvas", desde a saída dos militares, o fecho da maternidade, e a não construção da prisão modelo no colégio de reinserção social de Vila Fernando.
Segundo Diogo Júlio, Campo Maior ainda é "uma ilha no meio de tudo isto", graças às empresas do Grupo Nabeiro. Segundo conta é um município que "se mantém equilibrado".

Medidas de urgência

Defendendo que é "fundamental" para o nosso Distrito "o eixo vertical que liga a A23 à Plataforma Logística do Sudoeste Europeu", o coordenador da USNA vinca, mais uma vez, que "queremos também investimento", na medida em que "há necessidades que têm de ser supridas".
Confiante, e ainda mais após o encontro com o Governador Civil, de que "há condições" para os actores regionais construírem uma "proposta viável e debatermo-nos por ela", Diogo Júlio adianta que a USNA tem uma "proposta concreta" para a sociedade do norte alentejano.
"Achamos que o desenvolvimento do Distrito passa pela construção de um pacto territorial para o emprego e desenvolvimento, assente numa operação integrada de desenvolvimento que garanta o financiamento necessário para que seja feito tudo quanto é necessário", adianta o coordenador, acrescentando que, para além das infra-estruturas e da renovação das linhas de caminho-de-ferro, é preciso "criar condições" para transformar os nossos recursos endógenos. As cortiças, as rochas ornamentais, a agro-alimentar e o turismo são os sectores que, para a USNA, "nos podem tirar do buraco para onde outros nos empurraram". Mas para tal, "é preciso tomar medidas e investir".
Defendendo que "temos de caminhar em conjunto porque a altura é aflitiva", Diogo Júlio realça que é preciso "pensar o Distrito e numa perspectiva nacional". "Não queremos nada de benesses, queremos que o governo central e os seus representantes no Distrito olhem para nós com uma lógica de governo da nação", manifesta.

Selenis com indicadores "muito preocupantes"

Mostrando-se "muito preocupado" com a Selenis, Diogo Júlio frisa que além do não pagamento pontual do subsídio de Natal aos trabalhadores, começam a aparecer indicadores "muito preocupantes" que têm a ver "com a própria La Seda e com o investimento em Sines que não está a ser feito", mas também com "grandes dificuldades" da empresa de Portalegre em "pagar fornecimentos do dia-a-dia, desde a água ao transporte".
Recordando que havia um "investimento significativo" entre a Selenis e a Transnil, Diogo Júlio conta que "ao que parece" a indústria de polímeros "já informou que não vai honrar o compromisso, e todo esse investimento é para perder". Segundo Diogo Júlio, se tal acontecer, serão criados dois problemas. "Mostra que há dificuldades na Selenis e que vai criar grandes dificuldades à Transnil que tinha uma parte significativa da sua frota adstrita ao transporte de produtos para a Selenis", explica.

Textos e fotos: Catarina Lopes
in Jornal Fonte Nova

sábado, 16 de janeiro de 2010

SALÁRIO MINIMO NACIONAL COM NOVO VALOR A PARTIR DE 1 DE JANEIRO



Foi publicado hoje, no Diário da República, 1.ª série, n.º 10, de 15 de Dezembro de 2010, o Decreto-lei n.º 5/2010, que estabelece a Retribuição Mínima mensal Garantida em 475€, a partir do dia 1 de Janeiro.

A efectivação desta reivindicação constitui uma vitória da persistência e da luta que, desde 2006, vimos travando para que o Acordo então estabelecido sobre o SMN seja concretizado.

Importa, agora, intensificar a dinâmica reivindicativa em torno da contratação colectiva, para que as grelhas imediatamente superiores sejam actualizadas, no mínimo 25€. Esta é uma medida indispensável para manter o equilíbrio do leque salarial e assegurar a evolução das carreiras profissionais, pelo que o Movimento Sindical deverá centrar a sua atenção quer no atingir desse objectivo, quer na necessária mobilização que possa garantir que o SMN seja fixado nos 500€ em Janeiro do próximo ano, conforme o acordado em sede de concertação social.

É igualmente necessário, não descurar a mobilização dos trabalhadores e a sensibilização da opinião pública para que o SMN atinja os 600€ em Janeiro de 2013.
No momento em que, a pretexto da crise e da redução do défice, a contenção e a moderação salarial são, uma vez mais, esgrimidas pelo Governo e o patronato, é necessário unir esforços, também no Norte Alentejano, para combater esta política e assegurar o aumento real dos salários dos trabalhadores da Administração Pública e do sector privado,

O Departamento de Informação da USNA

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

A CGTP responsabilizou hoje a precariedade pelo aumento do desemprego em Portugal


"A precariedade continua a ser uma das responsáveis pelo aumento do desemprego, originando que neste momento, em Portugal, um em cada cinco jovens até aos 25 anos esteja desempregado", diz a Intersindical num comunicado emitido após a divulgação dos dados do EUROSTAT sobre desemprego.
Para a CGTP este dado "confirma que o modelo de desenvolvimento assente na precariedade, trabalho desqualificado e mal remunerado precisa de ser abandonado, sob pena de levar ao agravamento das desigualdades e injustiças sociais".
Segundo o EUROSTAT, a taxa de desemprego em Portugal foi de 10,3 por cento em Novembro enquanto a média da União europeia foi de 9,5 por cento.
A Inter considerou que, "mais uma vez, Portugal está acima da média da União Europeia pelos piores motivos" e defendeu "a urgência de uma política que combata o desemprego e a precariedade e ponha a economia ao serviço dos trabalhadores, da população e do país".

Município de Lisboa expõe tapeçarias de Portalegre



A exposição pretende desenvolver e valorizar esta diferente e invulgar forma de arte, vista actualmente como património nacional.
As Tapeçarias de Portalegre partem sempre de um original de um pintor transposto para um outro suporte.
Nesta mostra podem admirar-se obras de uma grande variedade de autores que têm feito tapeçaria em Portalegre, de entre os quais destacamos: Almada Negreiros, António Lino, Carlos Botelho, José de Guimarães, Menez, Júlio Pomar, Graça Morais, Costa Pinheiro, António Charrua, Luís Filipe de Abreu, Guilherme Camarinha, António Dacosta, Manuel Cargaleiro, Armando Alves, Vieira da Silva, Marcello Moraes, Vítor Pomar e Jorge Martins.
No Átrio do Edifício Central do Município há um tríptico de Almada Negreiros, "A Nau Catrineta", executada a partir dos painéis da Gare Marítima de Alcântara, uma obra de António Lino, "A Glória de Lisboa" e uma obra de Carlos Botelho "Lisboa".
Neste espaço pode ainda observar-se um desenho de tecelagem cedido pela Manufactura de Tapeçarias de Portalegre e conhecer-se um pouco do processo de fabrico destas peças.
Ainda no Edifício, no primeiro e segundo piso estão as tapeçarias de José de Guimarães, Graça Morais, Júlio Pomar e Menez pertencentes ao acervo do Museu da Cidade, mas colocadas no Edifício Central do Município desde 1997.
A originalidade desta exposição é que não está restringida a um só espaço. O visitante pode percorrer outros locais na cidade onde as tapeçarias de Portalegre podem ser admiradas.
Pertencentes ao acervo da Câmara Municipal de Lisboa, existem na Casa Fernando Pessoa, as peças de António Costa Pinheiro, "O Poeta Fernando Pessoa e uma Janela" e "Espaço Poético", aqui colocadas desde 1993, e na Biblioteca Municipal de São Lázaro, patente a tapeçaria "Natureza Morta" de Almada Negreiros.
As Tapeçarias de Portalegre podem ainda ser apreciadas em edifícios de acesso público de várias instituições na cidade de Lisboa, como Caixa Geral de Depósitos, Banco Espírito Santo, - Banco de Portugal, Biblioteca Nacional, Cimpor, Petrogal, Solar do Vinho do Porto, Companhia de Seguros Victoria, Tribunal de Contas, Fundação Calouste Gulbenkian ou Museu da Presidência.
(nota do município)

Texto e fotos retirados do blog Hardmusica

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

O NÚMERO DE PESSOAS DESEMPREGADAS QUE NÃO TÊM QUALQUER APOIO CRESCEU EM 2009, MAIS DE 10% FACE A 2008.*


Em Portugal, há 170 mil desempregados que não recebem qualquer subsídio, quase mais 16 mil pessoas (10%) que há um ano. Porque não trabalharam o número de dias mínimo para ter acesso aos apoios ou estão sem trabalho há tanto tempo que já os esgotaram.
Segundo o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), o número de desempregados inscritos nos centros de emprego subiu, em Novembro, para 523 680, mais 28,2% que há um ano; a Segurança Social, por seu lado, revela que só 353 387 pessoas eram, nessa data, beneficiários do subsídio de desemprego. Um terço dos quais recebe o subsídio social de desemprego, destinado a pessoas de baixo rendimento e que já esgotaram o prazo normal do subsídio sem encontrar trabalho.
Mesmo assim há mais 99 mil (39%) de-sempregados a receber esta prestação que em Novembro de 2008.
Do total de beneficiários do subsídio, a maioria são mulheres (mais de 183 mil), operárias não qualificadas afectadas, sobretudo, pela falência de muitas das indústrias tradicionais, como o têxtil e o calçado. Por isso, pouco menos de metade (66 mil) recebe o subsídio social. Os homens beneficiários da prestação de desemprego são menos - 170 mil. Com uma particularidade preocupante: a maior fatia, mais de 68 mil, está na faixa etária entre os 45 e os 64 anos.
O Norte é a região do País mais abalada pela vaga de despedimentos e encerramentos de empresas. E os resultados estão à vista: há 128 mil pessoas a receber subsídio de desemprego, com destaque para o Porto (78 661) e Aveiro (36 626). Lisboa e Vale do Tejo surge bem atrás, com 106 mil beneficiários desta prestação social. Pela positiva, destaca-se a região dos Açores, onde apenas 4267 pessoas recebem subsídio de desemprego.
Sintoma do agravamento do mercado do trabalho nos últimos meses, depois de umas pequenas tréguas no Verão, os novos pedidos de subsídio de desemprego não param de crescer. Em Novembro foram deferidos nada menos de 24 125 pedidos, mais 9,8% que no mesmo mês de 2008. Destes, 6600 eram subsídios sociais de desemprego, que têm vindo a ganhar peso desde que o Governo alargou os critérios de acesso - passaram a ter direito todos os agregados familiares com um rendimento mensal por pessoa de 461 euros, em vez dos 365 euros anteriores.
O Alentejo e em particular o Norte Alentejano não estão imunes a esta situação. Com a maioria das principais empresas encerradas ou em processo de encerramento e sem perspectivas de outras se virem aqui instalar, os norte alentejanos são empurrados para a miséria ou a procurarem fora da região e do país o trabalho que aqui lhes é negado.
O ano que agora se inicia tem de ser, também por esta razão, um ano de mudança.
Um ano de mudança nas políticas e nas posturas de cada um face a elas.
Um ano de luta intensa pela dignidade de viver e trabalhar no Norte Alentejano.
* foto e texto a partir da noticia do DN de 4-1-2010