Os jornais têm vindo a alertar-nos para a situação que se vive em Portugal e que, comparativamente com outros países nossos parceiros, é ilustrativa das dificuldades com que nos defrontamos. Um dos últimos desses alertas tem a ver com a capacidade do governo recolher impostos. As notícias vinculadas dão-nos conta que o imposto sobre os combustíveis, baixou e o mesmo sucedeu com o imposto sobre o consumo, pelo que o equilibriu nas contas públicas tem sido conseguido pela "politica de rigor" do Ministério do Trabalho. Dito de outra maneira o estado arrecadou menos impostos porque os portugueses estão cada vez mais pobres e o Ministério do trabalho conseguiu os tais bons resultados porque ele próprio contribui para que os portugueses estejam na situação em que estão. De facto, o consumo de combustíveis baixou, porque os portugueses não conseguem acompanhar os brutais aumentos verificados e porque, em toda a zona raiana os depósitos se enchem do lado de lá da "fronteira". Também o IVA baixou significativamente porque a situação vivida pelos portugueses os obriga a cortar em todos os consumos, incluindo nos produtos de primeiríssima necessidade como o são o pão e o leite. Por outro lado os ganhos verificados nos cofres do Ministério do Trabalho foram conseguidos agtravés de medidas que fragilizaram ainda mais aqueles que estão mais frágeis. Os ganhos foram conseguidos à custa de reduções das pensões dos beneficiários das mais baixas pensões, do empurrar dos desempregados para fora do sistema de apoio, pelo impedir que muitos dos desempregados consigam atingir os tempos de garantia obrigatórios para atingirem o direito aos apoios necessários. É neste quadro de aumento de desemprego, da precariedade e da pobreza que o governo em conluiu com os patrões pretende legalizar as práctigas ilegais que tem empurrado os trabalhadores portugueses para os patramares de pobreza e de precariedade que deviam envergonhar os governantes e em particular o partido que suporta politicamente o governo. É igualmente neste quadro que os trabalhadores voltam a ser chamados a lutarem e a vencerem uma nova malfeitoria dos governantes: a tentativa de alterar para pior o já mau Código do Trabalho. Como sempre respoderemos Presente!Não o podemos permitir.
domingo, 24 de agosto de 2008
Não o podemos permitir...
Os jornais têm vindo a alertar-nos para a situação que se vive em Portugal e que, comparativamente com outros países nossos parceiros, é ilustrativa das dificuldades com que nos defrontamos. Um dos últimos desses alertas tem a ver com a capacidade do governo recolher impostos. As notícias vinculadas dão-nos conta que o imposto sobre os combustíveis, baixou e o mesmo sucedeu com o imposto sobre o consumo, pelo que o equilibriu nas contas públicas tem sido conseguido pela "politica de rigor" do Ministério do Trabalho. Dito de outra maneira o estado arrecadou menos impostos porque os portugueses estão cada vez mais pobres e o Ministério do trabalho conseguiu os tais bons resultados porque ele próprio contribui para que os portugueses estejam na situação em que estão. De facto, o consumo de combustíveis baixou, porque os portugueses não conseguem acompanhar os brutais aumentos verificados e porque, em toda a zona raiana os depósitos se enchem do lado de lá da "fronteira". Também o IVA baixou significativamente porque a situação vivida pelos portugueses os obriga a cortar em todos os consumos, incluindo nos produtos de primeiríssima necessidade como o são o pão e o leite. Por outro lado os ganhos verificados nos cofres do Ministério do Trabalho foram conseguidos agtravés de medidas que fragilizaram ainda mais aqueles que estão mais frágeis. Os ganhos foram conseguidos à custa de reduções das pensões dos beneficiários das mais baixas pensões, do empurrar dos desempregados para fora do sistema de apoio, pelo impedir que muitos dos desempregados consigam atingir os tempos de garantia obrigatórios para atingirem o direito aos apoios necessários. É neste quadro de aumento de desemprego, da precariedade e da pobreza que o governo em conluiu com os patrões pretende legalizar as práctigas ilegais que tem empurrado os trabalhadores portugueses para os patramares de pobreza e de precariedade que deviam envergonhar os governantes e em particular o partido que suporta politicamente o governo. É igualmente neste quadro que os trabalhadores voltam a ser chamados a lutarem e a vencerem uma nova malfeitoria dos governantes: a tentativa de alterar para pior o já mau Código do Trabalho. Como sempre respoderemos Presente!Não o podemos permitir.
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Não começou bem a "Reentré"
O primeiro ministro recomeçou o trabalho pós férias da maneira como nos habituou: utilizando o ar mais firme e convicto para anunciar o que ele sabe serem, na melhor das hipóteses, meias verdades. Face à necessidade de mostrar serviço foi ao norte do país apadrinhar o anuncio de um novo call center da Telecon e, entusisamado não abdicou de informar tratar-se da criação de 1200 postos de trabalho e disse, trabalho qualificado. Dava assim cobertura ao afirmado pela empresa de que iriam ser admitidos "só" trabalhadores e trabalhadoras com, pelo menos o 12º ano. O que foi escondido, nem o ministro nem a empresa deram quaisquer informações, foi quer o tipo de contratos quer os salários a praticar. E nada sendo dito é legímo presumir que este "espalhafatoso" call center não vai ser diferente dos outros que por aí se disseminam: trabalho a termo, horários reduzidos, com um ainda mais reduzido salário e com o recrutamento centrado em jovens com elevadas qualificações a recrutar de entre o cada vez maior número de desempregados com licenciatura. A ser assim não é o emprego que é qualificado, qualificados são os trabalhadores. Qualificados e... mal pagos.
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