quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Greve Geral - Os primeiros resultados



Os resultados do primeiro turno de trabalho em vários locais mostram-nos uma forte adesão também no Norte Alentejano:
Hospital Dr. José Maria Grande - 80,5%
Hospital Distrital de Stª Luzia (só função publica) 100%
Não sairam os carros de recolha do lixo em:
Portalegre, Avis e Marvão.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

A PREPARAÇÃO DA GREVE GERAL ESTÁ A CAUSAR ENGULHOS A ALGUNS!



O desespero de alguns sectores leva-os a dar tiros no seu próprio pé!
Um “comentador” de uma rádio local a trabalhar à peça para a rádio e acumulando com o vencimento que lhe é pago na USLNA tem-se afadigado em atacar a Greve Geral, as organizações que a convocam e os dirigentes regionais das Centrais sindicais.

Nas últimas duas semanas o “comentador” da Rádio Local através de um seu programa que vende a esta rádio tem vindo a atacar a greve geral e os seus promotores e a tecer considerações, no mínimo, deselegantes acerca dos principais dirigentes regionais da UGT e da CGTP-IN.

Na última segunda feira as diatribes continuaram mas desta vez passou das “marcas” quer utilizando uma atitude “pidesca” intimando uma jornalista a dizer se vai ou não fazer greve, quer nas insinuações feitas de que as centrais sindicais iriam obrigar os trabalhadores a fazerem greve e, a exercer represálias sobre os que não a façam.

Repetiu depois as provocações e os apelos para que os seus ouvintes não façam greve, intercaladas com a afirmação de que ele não a irá fazer.

Que o senhor em causa não faça greve não nos merece como é óbvio quaisquer reparos: a decisão de fazer ou não fazer esta e qualquer outra greve é uma decisão que cabe a cada trabalhador abrangido pelo respectivo pré-aviso. Aliás, no caso em apreço, até lhe louvamos a coerência. O “comentador” demonstra com a sua decisão que não “morde a mão que lhe dá de comer”: é que todos sabemos como foi a sua entrada para a ULSNA e adivinhamos as tarefas que lhe foram destinadas.

Quanto às provocações aos dirigentes sindicais, à greve geral e aos trabalhadores, essas não lhe permitiremos!

Viva a Greve Geral!

A Direcção Regional da União dos Sindicatos do Norte Alentejano

A GREVE GERAL ESTÁ EM MARCHA!



As razões para a Greve Geral
No Norte Alentejano existem sobejas razões para cumprirmos a Greve Geral.
A acrescer às inúmeras razões nacionais importa travar:
1ª. A destruição do tecido produtivo regional e em particular as empresas industriais.
Importa ter presente que o distrito de Portalegre está a ser vítima do encerramento formal, da situação de insolvência, do não pagamento de salários de empresas que no seu conjunto atingem mais de 3.000 famílias em praticamente todos os concelhos do distrito.
AZEMO e GASL em Arronches, Lactogal em Avis, Hotel Garcia d´Orta em Castelo de Vide, Industria extractiva de Granitos e dezenas de comércios em Elvas, Golfe Hotel em Marvão, Ind. Extractiva de Granitos em Monforte, Singranova em Nisa, Delphi/Inlan, Subercentro em Ponte de Sôr, Fino’s, Soc. Corticieria Robinson, Robinson S. A., a Invicar e dezenas de estabelecimentos comerciais em Portalegre, a Enasel em Sousel..

A estas há que juntar o contributo do Estado:
O Encerramento da Maternidade Mariana Martins e do Colégio de Inserção de Vila Fernando bem como a retirada das forças militares do concelho de Elvas; o despedimento de trabalhadoras pela Segurança Social, os despedimentos (chamam-lhes disponíveis) no Ministério da Agricultura e da Justiça, o romance que envolve a escola da GNR em Portalegre.

2ª. O desemprego existente que atinge números insustentáveis.
O desemprego no distrito não pára de aumentar. Estando hoje perigosamente perto dos 10 mil desempregados.
A taxa de desemprego atinge hoje os 15,8% apesar da perda contínua de população activa.
Os números oficiais de desemprego representam já 22% dos trabalhadores por conta de outrem.

3ª. A intenção do governo central em fomentar a pobreza e a exclusão social.

O governo assume-se, no ano internacional de combate à pobreza e à exclusão social como o maior inimigo desse combate.
No Norte Alentejano, uma região onde 60% da população obtém os seus rendimentos directa ou indirectamente do Orçamento de Estado (reformados e pensionistas, funcionários públicos, desempregados subsidiados, beneficiários do RSI) é particularmente visado pela decisão governamental de retirar subsídios às crianças, reduzir as reformas e pensões, reduzir inconstitucionalmente os salários dos trabalhadores da função pública.

4ª. Redução dos orçamentos das IPSS

Seja por não actualização dos montantes por utente e demora na contratualização, seja por aumento dos impostos aplicados.
Numa altura e numa região em que são já diversos os sectores da sociedade a denunciarem os casos de pobreza (visível e escondida) que atinge um número alarmante de famílias e em que dispara o número de famílias a procurarem ajuda junto das diferentes entidades com actividade no território (seg. social, caritas, igreja, autarquias, etc…)

5ª. Cortes brutais nas transferências para as Autarquias Locais

O governo invocando a crise que ele próprio criou (usando o dinheiro de todos para tapar os buracos originados pela incompetência e/ou fraudes de banqueiros sem escrúpulos) decidiu cortes significativos nas transferências para o poder local.
Não tratou todos por igual. Enquanto o corte médio nacional foi de 30 euros por habitante, para o distrito de Portalegre esse corte de verbas correspondeu a 90 euros por habitante.
O mesmo sucede com o investimento inscrito no PIDAC em que para o Distrito de Portalegre receberá apenas 900 mil euros o que é muito menos que os distritos à volta e menos do que é atribuído a um dos concelhos; Portel.

É neste contexto que decidimos, preparámos e iremos cumprir a Greve Geral.

Nesta acção que se iniciou com a ratificação da Greve numa enorme Assembleia comemorativa do 40º aniversário da CGTP-IN forma mobilizados cerca de 50 dirigentes e activistas sindicais – 13 dos quais a tempo inteiro, que contactaram os trabalhadores e trabalhadoras de mais de uma centena de empresas e serviços nos quinze concelhos do distrito:
Em todas as autarquias e em todas as frentes de trabalho, em todos os supermercados, nas Pousadas e hotéis, nas principais empresas industriais e com os trabalhadores das que entretanto encerraram, nas principais unidades de saúde, nas IPSSs e nas escolas, nas finanças e na segurança social, os trabalhadores e trabalhadoras ouviram e discutiram quer as razões quer a importância da greve.

Do trabalho realizado e da reacção encontrada é justo esperar que o resultado irá ser muito positivo.
Sem podermos antecipar-nos aos resultados da Greve não temos dúvidas em afirmar que dia 25 constataremos que muito lixo não foi retirado, que muitos transportes não foram efectuados que na maioria das empresas a laboração não teve lugar, que nos sectores vitais do distrito estabelecimentos de saúde, transportes e outros, o seu funcionamento foi assegurado no âmbito dos serviços mínimos, por trabalhadores em greve.

O QUE ESPERAMOS ALCANÇAR!

Como já por diversas vezes o declarámos esta não é uma luta por satisfação imediata de reivindicações laborais. Esta não e uma qualquer luta laboral que diz respeito apenas aos trabalhadores que a decidiram e irão cumprir.
A Greve Geral de dia 24 de Novembro é no País e em particular no Norte Alentejano uma luta de Todos e para Todos!
A Greve Geral é, vai ser, uma afirmação de que os norte alentejanos/as não baixam os braços nem se rendem perante os crimes contra nós cometidos.

A Greve Geral vai ser:
Uma atitude colectiva de afirmação da vontade em continuar a viver e a trabalhar nesta região.
Uma afirmação da vontade de assumir uma acção reivindicativa mais forte exigindo que parem as politica de marginalização do nosso distrito, pela exigência de que o distrito seja dotado das infra estruturas que só aqui não chegaram: transportes ferroviários deste século circulando em vias electrificadas, a velocidades e com horários que os tornem apetecíveis, uma auto-estrada que sirva a capital do distrito e nos ligue a Elvas e a Badajoz, condições atractivas para os técnicos de saúde que nos faltam, investimento público que funcione com alavanca de desenvolvimento. Politicas que possam potenciar a utilização racional da terra e dos produtos a ela ligados, sejam produtos agro-alimentares sejam produtos turísticos.
A Greve Geral é de Todos e para Todos porque também ela irá reafirmar a nossa posição de território que não é, ao contrário do que afirmam e praticam, um território do interior. O norte alentejano é o território que está na linha da frente da nossa ligação à Europa, o mais próximo dos nossos principais mercados, bem incrustado no triângulo de desenvolvimento ibérico cujos vértices assentam em Sevilha, Lisboa e Madrid.
POR tudo isto porque a Greve Geral é de Todos!
Todos vamos construi-la e cumpri-la!

Viva o Norte Alentejano!
Viva a Greve Geral!

Portalegre, 2010-11-22

A Direcção Regional da USNA/cgtp-in

domingo, 21 de novembro de 2010

PELO PÃO E PELA PAZ!


Uma delegação de norte alentejanos integrou-se na Manifestação PAZ SIM! NATO NÃO! que nas ruas de Lisboa gritou o seu protesto contra a NATO e exigiu políticas que garantam o Pão e a Paz!
Integrados na acção que reuniu mais de 35 mil manifestantes a delegação norte alentejana era integrada por activistas e dirigentes da União (USNA/cgtp-in), do Sindicato da Função Publica, dos Professores, do Stal, da InterJovem,Autarcas e dirigentes do PCP/Portalegre.
Enquanto esta delegação desfilava pela PAZ, dezenas de outros dirigentes e activistas sindicais mantinham, no distrito uma intensa acção para levar a Greve Geral a todos os cantos do distrito.
No sábado essa acção recaíu junto aos supermercados nas cidades de Elvas, Ponte de Sôr e Portalegre.
Pela PAZ e Pelo Pão os norte-alentejanos continuam a agir, a organizar e a lutar.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O Norte Alentejano em defesa da Paz!



A USNA/cgtp-in integra, com a CGTP-IN, a Comissão Promotora da Manifestação do próximo dia 20 de Novembro, a realizar em Lisboa – com saída às 15H00 do Marquês de Pombal para os Restauradores – em defesa da paz e contra a cimeira da NATO em Portugal.

Para a União , a defesa dos direitos e interesses dos trabalhadores e do Norte Alentejano é inseparável da acção prática nos domínios da solidariedade internacionalista e da defesa da Paz no Mundo.

Neste contexto e perante a violenta ofensiva que – primeiro a pretexto da crise e agora do combate ao défice e à dívida pública – atinge, fundamentalmente, os trabalhadores e as camadas mais pobres da nossa sociedade e justifica a convocatória da GREVE GERAL de 24 de Novembro, a USNA/cgtp-in salienta que o aumento das despesas militares e a participação de Portugal na NATO só contribuirão para agravar, ainda mais, as condições de quem trabalha.

Para além disso, a Cimeira da NATO propõe-se rever o seu chamado Conceito Estratégico. Na verdade, a NATO pretende auto justificar a legitimidade – que nada nem ninguém lhe atribuiu - de intervir onde e quando entender, pelos mais diversos motivos, reais ou fabricados.

A USNA/cgtp-in, fiel aos princípios inspiradores da Revolução de 25 de Abril de 1974, sempre defendeu a dissolução da NATO, aliás, de acordo com a formulação expressa na Constituição da República Portuguesa, que preconiza, de forma clara e inequívoca, a dissolução simultânea e controlada dos blocos político-militares.

A Campanha “ Paz Sim, NATO Não! “, que a USNA e a CGTP-IN integram desde a primeira hora, tem sido importante no esclarecimento, sensibilização e mobilização da opinião pública portuguesa para os perigos que representa este “ novo “ papel que a NATO pretende desempenhar na cena internacional.

Por tudo isto, a União dos Sindicatos do Norte Alentejano apela aos trabalhadores e trabalhadoras do nosso distrito para que participem na MANIFESTAÇÃO DE 20 DE NOVEMBRO, de forma a dar expressão à luta pela paz, pela solidariedade entre os povos, contra o belicismo e as ingerências externas, pelo progresso económico e social.
PAZ SIM! NATO NÃO!

A Comissão Executiva

domingo, 7 de novembro de 2010

Isto vai camaradas, isto vai!



A manifestação da função pública ontem (6-11-10) realizada em Lisboa colocou na rua cem mil trabalhadores e trabalhadoras de todos os sub-sectores da função pública.
Trabalhadores e trabalhadoras da Administração Local e Central, da saúde, do ensino, das polícias, dos impostos... quiseram reafirmar a sua vontade em travar as políticas de desastre e impôr um novo rumo para o país.
Conforme ficou claro nas ruas de Lisboa os trabalhadores e trabalhadoras da função pública quiseram dar ao governo e ao país um "cheirinho" do que vai ser a Greve Geral.
O Norte Alentejano, como sempre, esteve presente no protesto e no compromisso de que a Greve Geral será, também aqui, cumprida com entusiasmo.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O "dominó" da Desindustrialização!



"O director geral da Selenis Serviços, em Portalegre, admite que “há uma forte probabilidade” dos trabalhadores da empresa não receberem os salários de Novembro, devido às dificuldades de tesouraria que a fábrica vem enfrentando nos últimos tempos.
Em comunicado enviado às chefias da Selenis Serviços, Emanuel Lopes alerta os colaboradores da empresa para se prepararem para essa situação e para “adaptarem, com tempo, a sua tesouraria familiar a essa forte probabilidade”.
O mesmo responsável promete fazer um comunicado à totalidade das pessoas da Selenis Serviços, na quinta feira, até lá, apela à serenidade dos trabalhadores, considerando que “posições extremadas” não favorecerão os funcionários da empresa.
A empresa, que emprega actualmente cerca de 80 trabalhadores, presta serviços a outras empresas nas áreas da manutenção, controle de qualidade, segurança e higiene no trabalho e administrativos" in rádio portalegre.
Trata-se da preparação para novo encerramento?
Em Portalegre (cidade) foram destruidos milhares de postos de trabalho e praticamente destruída a sua capacidade produtiva, em particular a sua industria.
Nos tempos mais recentes encerraram em Portalegre as seguintes empresas:
A Fino's - Fabrica de Lanifícios de Portalegre; a Sociedade Corticeira Robinsom Bros e a Robinson S.A.; a Jonshon Control's; está "paralisada" e com salários em atraso a Invicar.
A Selenis, a herdeira da "antiga" Finicisa era até agora, a par da Serraleite, as únicas empresas "antigas" a laborarem em Portalegre, começa a dar sinais de querer deixar apenas a SERRALEITE a ostentar tal título.
Desde há muito temos vindo a defender a necessidade de serem criadas condições de excepção para garantirmos a actividade industrial no concelho ( e no distrito) o que passa por garantir a continuidade das empresas existentes e a fixação de novas empresas.
Tal passa, também, por investimento público e políticas que valorizem o interior o que não tem sido feito por sucessivos governos distantes politica e geograficamente do nosso distrito e das nossas gentes.
Por isso é preciso mudar de rumo e para isso é fundamental que seja "a raia miúda" a levantar a voz e o braço para nos recolocar nos caminhos que queremos e merecemos.
A greve Geral marcada para dia 24 de Novembro e a participação de todos e de todas pode ser (vai ser) um bom contributo para travar o saque, para abrir novos caminhos para o Norte Alentejano e as nossas gentes.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Nem tudo é mau...



Desde o início do ano seis pessoas já perderam a vida em acidentes de trabalho no Alentejo. Cinco no distrito de Beja e uma no distrito de Évora. Portalegre escapa à amarga estatística, sendo o único distrito português em que não se registaram mortes no trabalho em 2010.
Os dados foram agora revelados pela Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT), que aponta a construção civil e a indústria transformadora como os dois sectores de actividade onde predomina o maior risco de acidente grave. Ainda assim, a agricultura continua a merecer atenções redobradas na região alentejana, sobretudo para os trabalhadores rurais que operam com máquinas.
As estatísticas da ACT alertam que a queda em altura continua a ser a principal causa dos sinistros mortais na região, sendo as terças e as sextas-feiras os dias da semana que registaram a maioria dos acidentes fatais