sábado, 30 de abril de 2011

DISTRITO DE PORTALEGRE: 20 trabalhadores perderam a vida, em acidentes de trabalho, entre 2000 e 2008

28 de Abril - Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho
Neste dia 28 de Abril em que se comemora o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho e o Dia Nacional da Prevenção e Segurança no Trabalho, a USNA/cgtp-in começa por lembrar que, neste ano de 2011, Portugal comemora também o 20.º aniversário da publicação do primeiro regime jurídico da segurança, higiene e saúde no trabalho – o Decreto-Lei 441/91, de 14 de Novembro, que transpôs para o nosso ordenamento jurídico a Directiva 89/391/CEE, do Conselho, de 12 de Junho, a directiva-quadro em matéria de segurança e saúde nos locais de trabalho.
Este diploma, entretanto revogado, constitui ainda hoje a base do regime de segurança e saúde no trabalho em vigor – a Lei 102/2009, de 10 de Setembro, que dele guarda a estrutura, a filosofia e os princípios gerais de aplicação.
Ao longo destes 20 anos, muita legislação foi publicada, regulando diversas matérias na área da prevenção e promoção da segurança e saúde no trabalho, grande parte em transposição de directivas comunitárias, que tinham como objectivo completar as disposições da directiva quadro em matérias e situações específicas.
Este período, tão fértil em produção legislativa e durante o qual foram inclusivamente celebrados dois acordos de concertação social relativos à prevenção e à segurança e saúde no trabalho, representou uma oportunidade impar de trazer para o centro do debate político, social e económico a prevenção dos riscos laborais como importante factor de desenvolvimento de relações de trabalho mais saudáveis e mais respeitadoras da condição humana dos trabalhadores.
Porém, este foi também um período de oportunidades perdidas a diversos níveis.
Ao cabo destes 20 anos, Portugal continua a ocupar um lugar nada honroso, no quadro da União Europeia, no que respeita aos índices de sinistralidade laboral – em cada ano, continuam a ser vítimas de acidentes de trabalho e doenças profissionais milhares de trabalhadores e trabalhadoras, para os quais o trabalho não representou a tal oportunidade de valorização profissional, social e pessoal de que fala a nossa Constituição; muito pelo contrário foi o factor que determinou a destruição ou interrupção da sua vida e das suas esperanças, bem como das respectivas famílias.
A USNA/cgtp-in considera que a crise económica e acima de tudo, social, que estamos a viver, não pode servir como justificação para a falta de investimento na prevenção.
É inaceitável que, no momento que vivemos, a parcela da taxa social única destinada à prevenção e à promoção da segurança e saúde no trabalho seja objecto de cortes sucessivos, que resultam na redução da capacidade de intervenção da ACT na construção de uma cultura de prevenção.
Passados que são 20 anos da publicação da primeira Lei da Segurança e Saúde no Trabalho, para além da implementação séria de políticas de promoção da segurança e saúde no trabalho, é tempo de promover, quer através da inspecção, quer através da criminalização, a efectiva responsabilização daqueles que, conhecendo a lei e os seus deveres continuam intencionalmente a prevaricar e a não cumprir, contando com a negligência, anuência e cumplicidade de todos os que, tendo a responsabilidade de denunciar e punir semelhantes actuações, persistem em nada fazer.
A prevenção é, antes de tudo, um dever moral para com o país. Façamos deste dia o ponto de partida para um trabalho mais digno, mais seguro e mais humano.
A SITUAÇÃO NO DISTRITO DE PORTALEGRE
Entre 2000 e 2008 houve 14,6 mil acidentes de trabalho no distrito de Portalegre.
Mais de 20 trabalhadores perderem a vida.


Mais de metade dos acidentes de trabalho (53,3%) verificam-se entre os trabalhadores com idades compreendidas entre os 25 e os 44 anos.
A maioria dos acidentes ocorre no sector dos serviços (44,2%), destacando-se o comércio (com 14,4%), a administração pública (com 10,8%) e a saúde e a acção social (com 6,5%).
Na indústria ocorreram 42,4% dos acidentes do distrito, designadamente na indústria transformadora (23,3%) e na construção (18,3%). Na indústria transformadora destacam-se as indústrias alimentares, de bebidas e tabaco (9,1%) e a indústria da madeira e da cortiça (3,8%).
Os restantes acidentes de trabalho (13,5%) verificaram-se na agricultura.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Bloco de Esquerda, recebido pela USNA/cgtp-in




Uma delegação da direcção regional do Bloco de Esquerda foi hoje, recebida, a seu pedido, na sede da União dos Sindicatos do Norte Alentejano.



A delegação do B.E. que incluía Paulo Cardoso foi recebido por uma delegação da USNA/cgtp-in que incluía o Coordenador da USNA e membros da executiva e da direcção regional.



Diogo Serra, coordenador da USNA/cgtp-in, presente na reunião deu a conhecer a decisão de adiamento do Congresso da USNA/cgtp-in, para o próximo dia 17 de Junho e reafirmou o convite para que o B.E. esteja presente.


A reunião permitiu uma troca de pontos de vista sobre a situação social e politica vivida no distrito e mostrou a existência de convergências em diferentes propostas para a sua resolução.















terça-feira, 26 de abril de 2011

Comemorar ABRIL, falando de Maio!

A União dos Sindicatos do Norte Alentejano foi a Arronches falar de Maio no dia da Revolução.



No âmbito do projecto "Conversas de Maio" O Coordenador da União - Diogo J. Serra e o Prof. Daniel Balbino, membro da comissão organizadora do 1º de Maio de 74 em Arronches, estiveram à conversa com uma plateia composta por homens e mulheres que viveram Abril e participaram nas primeiras manifestações populares realizadas no seguimento da Revolução de Abril.

Tendo por "mote" "o primeiro" 1º de Maio em Liberdade falou-se de Abril, dos sonhos cumpridos e dos que ainda aguardam concretização, da situação politica e social que vivemos e, sobretudo, da importância de continuar Abril, já no Maio que aí vem.


Foi também, como foi referido por um dos participantes, uma forma bonita de comemorar Abril e suprir a enorme lacuna deixada pelo Município que se ficou pelo hastear da bandeira e a passagem da banda pelas freguesias.

Esta foto foi publicada por Emílio Moitas no Arronches em Notícias
















domingo, 24 de abril de 2011

Foi há 37 anos!

MENSAGEM da ASSOCIAÇÃO 25 DE ABRIL

Foi há 37 anos!
A ditadura foi lançada borda fora, a liberdade despontou e a democracia iniciou-se.
A guerra começou a viver os seus últimos dias, a paz acabou com o colonialismo e deu origem a novos países independentes.
O regime despótico e repressivo e o atraso atávico que trazia no seu ventre viam os seus dias contados. Abriam-se as portas ao desenvolvimento e à alfabetização para uma caminhada imparável e vitoriosa.
O isolamento internacional desaparecia, o relacionamento com todos os povos do Mundo provocou a nossa transformação em estrela maior da comunidade internacional, a consequente aceitação nos seus organismos foi um facto.
De repente, as portuguesas e os portugueses acordaram livres, incrédulos com tanta felicidade, mas de imediato fizeram sua a festa, influenciando e determinando-lhe o caminho.
Hoje, passados 37 anos, quando muito do conseguido foi abandonado, quando a crise em que mergulhámos nos faz ter saudades dos dias da libertação, é tempo de reafirma os valores que nos fizeram avançar há 37 anos e de proclamar bem alto: Claro que valeu a pena! Claro que não estamos arrependidos!
Isto porque, apesar das enormes dificuldades que atravessamos, apesar de Portugal se afastar cada vez mais do que sonhámos com o 25 de Abril, o país que hoje temos é incomparavelmente melhor do que o que tínhamos há 37 anos.
Não nos venham dizer que os males de hoje são da responsabilidade do 25 de Abril!
Há 37 anos abriram-se as portas aos portugueses, para a construção de um país melhor.
Durante estes anos, não fomos capazes de garantir a unidade de todas e de todos na consolidação de um caminho conjunto, para fazermos mais e melhor. Desbaratámos as nossas potencialidades. Deixámo-nos arrastar para uma crise que, tendo uma enorme componente internacional, é também fruto dos erros cometidos pelos responsáveis políticos, por nós escolhidos.
Hoje poderíamos dizer – é tempo de o afirmar – que há 37 anos estávamos à rasca!
A geração de então conseguiu resolver os problemas e, ao fazer o 25 de Abril, encarou-os numa perspectiva global e não geracional.
É nisso que acreditamos: as novas gerações serão capazes de resolver os problemas que enfrentam, sem que para isso tenham de pôr de parte a experiência dos menos jovens em idade.
É isso que nos ensina a nossa História, de quase mil anos: em tempos de crise, fomos sempre capazes de encontrar soluções. Por isso, vamos consegui-lo novamente.
Desde logo, renovando e aprofundando o sistema democrático, onde o papel dos partidos políticos, sendo indispensável, não é exclusivo.
É necessário que todos aqueles que não se revêem no actual quadro partidário tenham mais do que o voto em branco como forma de expressão da sua vontade política, nomeadamente através da apresentação de candidaturas à Assembleia da República.
É tempo de dizer que os eleitos, ao contrário do que hoje acontece, na generalidade, têm de voltar a representar o povo que os elegeu!
Os males da democracia curam-se com mais democracia, por isso, nas eleições que se aproximam temos de proclamar que não abdicamos do nosso direito de voto!
A abstenção tem de diminuir! Temos de ser capazes de, mesmo com votos de protesto, cumprir o nosso dever de cidadãos em democracia: votar!
Mesmo que, não aceitando votar em nenhuma das propostas apresentadas, se vote em branco!
Isto, porque se a abstenção mostra desinteresse pela democracia, o voto em branco mostra uma crítica violenta aos que deturpam a prática democrática.
Como não se conhece, nós não conhecemos, sistema menos mau que a democracia, temos de ser capazes de afirmar que, não aceitando esta prática democrática, não prescindimos da democracia, nem abdicamos da sua manutenção, custe o que custar.
Por outro lado, temos de reclamar e impor aos nossos representantes todo o esforço para o renascimento e a reconstrução da Europa solidária, que nos levou a nela entrarmos, e não aquela que com a prática que vem adoptando, transforma, dia a dia, o projecto europeu num agrupamento de países, onde cada um olha cada vez mais para o seu próprio umbigo.
Aí cabe, perfeitamente, a não-aceitação de que os financeiros que nos lançaram na crise, possam sair-se dela a rir, sem sofrer as consequências e com ela ganhando.
É tempo de impormos aos que escolhemos para exercerem o poder político que não se deixem comprar e manietar pelo poder económico e financeiro.
É tempo de impormos aos eleitos a responsabilidade de responderem perante os eleitores e não perante o mercado!
É tempo de chamarmos à responsabilidade quem, tendo-a, não cumpre os deveres que essa mesma responsabilidade lhe impõe.
Se tudo continuar na mesma, quer na Europa quer em Portugal, a “revolta dos escravos” que eclodiu no Norte de África, rapidamente chegará ao velho continente e a nosso país!
Por nós, queremos acreditar que se nos agarrarmos aos valores de Abril, conseguiremos restituir a ética, a dignidade, a solidariedade, a justiça social, a verdadeira democracia à nossa sociedade.
Não vai ser fácil! Os interesses instalados, as práticas daqueles em que ciclicamente se aposta e nos desiludem, ao virar da esquina, não podem esmorecer-nos e fazer-nos baixar os braços!
É tempo de sermos capazes, todos e cada um de nós, de promover uma intensa actividade cívica, não esperando que outros nos resolvam os problemas!
Por tudo isto, é tempo de combater o individualismo e o novo corporativismo.
Queremos acreditar que seremos capazes de vencer esta crise.
Tendo permanentemente presente que sem uma efectiva coesão nacional, não haverá solução possível!
A esperança não nos falta, assim não nos falte a convicção e a força!
Viva o 25 de Abril! Viva Portugal!
A Direcção

segunda-feira, 18 de abril de 2011

D. Antonino Dias na USNA/cgtp-in



D. Antonino Dias, Bispo de Portalegre e Castelo Branco,acompanhado pelo Pe Marcelino, esteve hoje na sede da União dos Sindicatos do Norte Alentejano onde foi recebido pelo Coordenador da União,Diogo Serra, pelos membros da Executiva, Jorge Ventura e Manuel Milhinhos e pela Coordenadora do SPZS, Guiomar Dias.

No decorrer de uma agradibilíssima conversa foi possível aos dirigentes sindicais darem a conhecer ao Senhor Bispo as principais preocupações e problemas que se colocam aos trabalhadores e trabalhadoras do Norte Alentejano e ao seu Movimento Sindical.

sábado, 16 de abril de 2011

D. Antonino Dias visita a USNA/cgtp-in



D. Antonino Dias, Bispo da Diocese de Portalegre e Castelo Branco visita, na próxima segunda-feira, dia 18 de Abril, a União dos Sindicatos do Norte Alentejano.
O Senhor Bispo será recebido na União pelo Coordenador e pela Comissão Executiva.
Trata-se da primeira vez que um Bispo visita a estrutura de coordenação e direcção sindical no distrito e é entida no seio do Movimento Sindial como mais um sinal da grande atenção que o Senhor Bispo dispensa às questões sociais e aos problemas que afectam os trabalhadores e populações do Norte Alentejano.
No decorrer da visita procurar-se-á transmitir a D. Antonino Dias as principais preocupações e dificuldades que se colocam aos trabalhadores e ao movimento sindical do distrito de Portalegre.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

HÁ ALTERNATIVAS!



HÁ ALTERNATIVAS!
É PRECISO LUTAR PARA MUDAR
REALIZAR UM EXCEPCIONAL 1º DE MAIO

Na sequência das políticas seguidas por sucessivos governos e das medidas tomadas, nomeadamente, pelo Governo do PS, apoiadas pelos partidos da direita e pelo grande patronato, o País encontra-se numa situação que todos reconhecem difícil. Tal implica a continuação da luta por uma mudança de políticas que valorize os trabalhadores e as trabalhadoras e assegure o futuro da economia do país e as condições de dignidade da vida dos portugueses.
O défice tem uma origem e a crise de hoje acontece porque muito de errado, que sempre fomos denunciando e contra o que sempre lutámos, foi sendo aplicado.
Foram privatizações e destruição do aparelho produtivo, foi desarticulação dos serviços públicos, foi limitação dos salários, da negociação colectiva, da protecção social, dos direitos, levando a uma injustíssima distribuição da riqueza produzida. Foi precariedade generalizada e empregos destruídos em larga escala. Foram negócios e interesses cruzados, mais as duvidosas parcerias público-privado, foi evasão fiscal e economia clandestina a campear.
Estamos, como sempre, com a serenidade e a confiança de quem sabe ter razão!
Porque é possível!
É possível criar emprego estável e com direitos, sem precariedade;
É possível fazer uma distribuição justa da riqueza, aumentando os salários e as pensões;
É possível reindustrializar o País e produzir muito do que se consome;
É possível fazer respeitar quem trabalha, quem representa os trabalhadores, desenvolver a negociação e exigir a contratação colectiva no rumo do progresso;
É possível investir nas funções sociais do Estado e nos serviços públicos
É possível fazer pagar mais a quem mais rendimentos tem e combater a fuga fiscal;
É possível valorizar o trabalho e os trabalhadores e trabalhadoras;
Sim, é possível e necessário evitar o descalabro económico, reduzir as desigualdades e mudar de políticas.
Os tempos são de combate e de esperança! Conhecemos a força de estarmos unidos, de nos mobilizarmos e nos batermos pelo que é justo!
Sabemos todos como vai ser importante assinalar na rua e com a presença de todos o 1º de Maio!
Vamos comemorar, com determinação e confiança, o 1º de Maio em todo o País.
Por ser essa a natureza do trabalho sindical, vamos para os locais de trabalho, fazer o esclarecimento e a mobilização indispensáveis.

Vamos construir um enorme 1º de Maio, o 1º de Maio excepcional para defender o País e os trabalhadores.
Por emprego digno, por salários justos, pelos direitos sociais!
Contra as injustiças, pela mudança de políticas!


HÁ ALTERNATIVAS!
EM 5 DE JUNHO
É PRECISO VOTAR PARA MUDAR

Entretanto, o País vai ser chamado a eleições, num contexto em que os acordos de financiamento podem estar decididos para serem impostos ao Governo que delas venha a sair. Querem transformar as eleições na mera escolha dos executores das políticas que eles previamente definiram. Não aceitamos isso!
Tal, é uma ignóbil violação da soberania nacional e da Constituição da República Portuguesa que a CGTP-IN denuncia e rejeita.
É uma imposição dos poderes dominantes da União Europeia com o apoio empenhado do Governo PS, do PSD, do CDS/PP e do Presidente da República e dos grandes grupos económicos e financeiros.
É inadmissível que um governo de gestão que está impedido de tomar decisões sobre uma ou outra obra ou sobre nova legislação, pretenda assumir compromissos que comprometem por muitos anos e em enorme escala, as condições concretas de vida dos trabalhadores e da população.
Esta é uma violação grosseira do funcionamento das regras democráticas que importa combater.
Compete ao Povo e não às forças políticas e económicas conservadoras a decisão sobre o rumo a seguir e sobre quem e como deve governar!
Neste contexto, mais indispensável se torna a participação dos portugueses nestas eleições, pelo que a CGTP-IN apela à sua participação.
Temos o direito de seguir caminhos alternativos de efectiva mudança e vamos lutar por eles.
É possível votarmos e definirmos as políticas que queremos ver aplicadas, que se identifiquem com os direitos e os interesses dos trabalhadores e garantam o desenvolvimento do País, tomando as propostas dos sindicatos e da CGTP-IN. Em unidade, vamos à luta no dia a dia que nos espera!
É possível e necessário aliar o voto à luta pelo futuro do nosso País e dos seus trabalhadores, numa escolha coerente e livre de quem nos vai representar na Assembleia da República, de que sairá o novo Governo.

O TEMPO É DE PROTESTO E NÃO DE MEDO OU SILÊNCIO



POLÍTICAS ERRADAS, SACRIFÍCIOS INÚTEIS!
EXIGE-SE MUDANÇA DE POLÍTICAS PARA GARANTIR O FUTURO E A DIGNIDADE DOS PORTUGUESES!
TEMPO DE PROTESTO E NÃO DE MEDO OU SILÊNCIO
O país encontra-se numa situação difícil e não podem ser tomadas decisões que comprometam o futuro da economia e do bem-estar dos portugueses.
A CGTP-IN rejeita as políticas da U.E./FMI, com este ou outro Governo.
Exige-se uma prática de governação, da parte de todos os órgãos de soberania assente em informação clara e rigorosa sobre a situação do país e sobre as decisões e compromissos políticos que vão sendo esboçados, na transparência do tratamento dos processos, no diálogo social e político sério com todas as forças políticas e sociais, designadamente com os sindicatos.

terça-feira, 12 de abril de 2011

DEPUTADO JOÃO OLIVEIRA NA SEDE DA UNIÃO



Uma delegação do PCP foi hoje recebida a seu pedido na União dos Sindicatos do Norte Alentejano para análise da situação vivida pelos trabalhadores do Parque Industrial da Quinta de S. Vicente.

A Delegação do PCP, constituída pelo Coordenador da DORPOR, Fernando Carmosino e pelo Deputado João Oliveira, procedeu a uma interessante troca de pontos de vista com a delegação sindical constituída pelo Coordeandor da União, Diogo Serra e pelos dirigentes sindicais e trabalhadores das empresas Evertis e Selénis-Serviços, Luís Paiva e Paulo Cardoso.
Estes fizeram o historial de todo o processo que levou uma empresa de grande potencial e com uma enorme importância na criação de emprego e de riqueza no Norte Alentejano a ser desmantelada e destruída.
A delegação do PCP reafirmou a sua solidariedade e disponibilidade para apoiar politicamente as reivindicações dos trabalhadores e a sua luta em defesa dos postos de trabalho e da empresa.

domingo, 10 de abril de 2011

Rompendo fronteiras



Representantes sindicatos de España y Portugal analizaron en Badajoz la situación laboral a ambos lados de la rayaEl Consejo Sindical Interregional de la zona Extremadura-Alentejo celebró en Badajoz un encuentro en el que participan cerca de un centenar de representantes sindicales de las regiones y el resto de zonas fronterizas hispano-lusas para analizar la situación laborar a ambos lados de la raya.
Las jornadas, que llevaban por título "Seminario de Cooperación Transfronteriza", suponen una continuación de encuentros similares que ya se han mantenido durante años pasados para poner en común los problemas sociolaborales que tienen los trabajadores de los dos países.

En este seminario participan representantes sindicales de CCOO y UGT de Extremadura, Andalucía, Castilla León y Galicia, junto a los de las regiones limítrofes lusas de los sindicatos CGTP y UGT de Portugal.

La secretaria de Cooperación Internacional de CCOO en Extremadura, Cruces Rosado, considera que este tipo de reuniones tienen "mucha importancia" al poner de manifiesto que se trata de organizaciones "coordinadas en los dos territorios para buscar soluciones" a los momentos de crisis.

Rosado señala que se pretende mantener un "hermanamiento" para mejorar la condiciones de trabajo de España y Portugal que comparten en muchos la relación y el espacio laboral, para lo que se establece este espacio de debate donde las organizaciones sindicales establecen "soluciones comunes a una misma problemática".

Por su parte, el secretario general de CGTP, Diogo Julio Cleto Serra, estima que es una satisfacción poder debatir en conjunto "problemas iguales", dentro de una "situación complicada" que vive Portugal "prácticamente sin Gobierno", por lo que se va a "intentar defender las conquistas ya alcanzadas" para los trabajadores con una "garantía de los derechos laborales".

Serra ha añadido que también es importante garantizar las inversiones "estructurales" como el AVE para el desarrollo de ambas regiones, puesto que como Extremadura las zonas lusas están dentro del triángulo de desarrollo que forman Sevilla, Madrid y Lisboa y es importante que se "puedan eliminar distancias".

La vicepresidenta Segunda y consejera de Economía, Comercio e Innovación de la Junta de Extremadura, Dolores Aguilar, destaca la importancia "grande" de este seminario por las "estrategias" y políticas de la Junta de Extremadura en el Pacto Social, en el que se desarrolla un "ámbito compartido con Portugal en lo que es la eurorregión".

Aguilar ha indicado que Extremadura tiene en este campo un "posicionamiento a nivel de Europa importante, por ver como inicia actividades compartidas con regiones de Portugal", que comparten sectores productivos como el corcho y la piedra natural; la llegada de infraestructuras como la plataforma logística y servicios compartidos como la gestión de cuencas.

Sindicatos manifestam-se em Budapeste por uma Europa Social



A Confederação Europeia dos Sindicatos realiza hoje uma manifestação em Budapeste, na qual participam as duas centrais sindicais portuguesas CGTP e UGT, contra as medidas de austeridade no espaço europeu e por uma Europa social.
Sob o lema «não à austeridade - por uma Europa social, pelo emprego e bem-estar, por impostos e leis equitativos», o protesto está convocado para a capital húngara no dia em que se realiza a reunião informal do Conselho Económico dos Assuntos Económicos e Financeiros (ECOFIN).
Presente nesta acção sindical, onde serão exigidos salários mais justos a CGTP far-se-á representar por Mário David Soares, membro do Conselho Nacional, e por Ana Pires, da direcção nacional da interjovem/cgtp.
Mário David Soares disse esperar que esta manifestação alerte para a necessidade da Europa seguir um outro caminho porque a actual situação é insustentável.
«Os sindicatos não se manifestam por serem contra pelo contra mas porque defendem outras soluções assentes no crescimento com sacrifícios repartidos, que aposte na qualidade do emprego e nas pessoas e que não mantenha o mesmo sistema causador da crise», disse.
No seu manifesto referente ao protesto que irá desenvolver em Budapeste, a Confederação Europeia refere que a crise não foi causada pelos trabalhadores e que as medidas de austeridade foram apenas tomadas para acalmar os mercados financeiros.
Estas medidas, adianta a confederação, devem ter como alvo os especuladores e não os trabalhadores e que a Europa deve trabalhar para uma sociedade mais solidária para com os cidadãos

sábado, 9 de abril de 2011

Carvalho da Silva em Ponte de Sor


O Secretário - Geral da CGTP-INTERSINDICAL NACIONAL, Carvalho da Silva, cumpriu ontem, dia 8 de Abril, em Ponte de Sôr um intenso dia de trabalho sindical.
A visita iniciou-se às 09H30 com a chegada de Carvalho da Silva, acompanhado pelo Coordenador da União, ao Centro de Emprego de Ponte de Sôr onde foram recebidos pela Directora do Centro. Ali, a Directora do Centre de Emprego deu a conhecer a situação de emprego e de desemprego vivido na região abrangida pelo Centro de Emprego e as preocupações face ao encerramento e insolvências de empresas.
Seguiu-se ainda no Centro de Emprego a reunião com o Representante do Grupo Corticeiro Columbi, realizada a pedido deste grupo empresarial para dar a conhecer ao Secretário-Geral da Central o processo de compra em hasta pública da empresa Subercentro.

Ás 11 horas Carvalho da Silva e Diogo Serra reuniram na Câmara Municipal com os Presidente e Vice-presidente do Município para ouvirem as preocupações e medidas do Município face ao destruir do sector produtivo de concelho e ao aumento do desemprego.

Seguiu-se o encontro com dirigentes e delegados sindciais do concelho realizado nas instalações do Centro de Emprego e que decorreu até às 13,30 Horas.
No encontro com o Secretário Geral participaram para além do Coordenador da USNA, dirigentes sindicais do Stal, da Função Pública, dos Professores, do Comércio, da Hotelaria, dos Têxteis e do SITE e dirigentes sindicais de empresa da Dyn'aero,do Município de Ponte de Sôr, dos estabelecimentos escolares e das empresas transformadoras de cortiça.
No debate foi abordada a situação politico-social e a importância dos Congressos, já em preparação, da União dos Sindicatos do Norte Alentejano e da CGTP - INTERSINDICAL NACIONAL.
Os trabalhores treminaram como almoço de trabalho com a comunicação social realizado num restaurante da cidade.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Carvalho da Silva visita Ponte de Sôr



O Secretário Geral da CGTP-INTERSINDICAL NACIONAL vai estar na próxima sexta-feira (dia 8 de Abril) na cidade de Ponte de Sôr para contactar com as estruturas sindicais locais e algumas entidades do concelho.
Na cidade do Norte Alentejano onde se verificaram nos últimos tempos encerramentos e despedimentos nas mais significativas empresas industriais do distrito (Delphi/Inlan; Subercentro; Dyn'aero)Carvalho da Silva irá reunir com investidores, com a Presidência do Municipio e com as estruturas sindicais locais, culminando com um almoço com a comunicação social.

sábado, 2 de abril de 2011

O protesto voltou a Lisboa, levado por muitos milhares de Jovens



Muitos milhares de jovens trabalhadores voltaram a colocar nas ruas de Lisboa a luta dos trabalhadores e trabalhadoras e a exigência de um Novo Rumo para Portugal.
Convocada pela Interjovem e apesar de se realizar num dia de semana a manifestação atingiu uma dimensão que só tem paralelo na dimensão das razões que levaram a convocá-la.
Entre os muitos milhares que desfilaram em Lisboa, uma significativa participação de jovens trabalhadores/as do Norte Alentejano que ali foram dar voz às preocupações, dificuldades e exigências dos jovens que ainda continuam a apostar no distrito de Portalegre como o território onde querem continuar a viver.