(foto de Eduardo Martins, publicada no jornal i)A greve da Administração pública foi, também no nosso distrito, uma enorme afirmação de vontade em travar a ofensiva governamental.
Em todos os sectores da administração publica central e local, nos estabelecimentos de ensino e de saúde, nos tribunais e nas repartições de finanças, o descontentamento fez-se ouvir.
Para além dos locais que estiveram encerrados, a greve no Norte Alentejano, foi cumprida por cerca de 70% dos trabalhadores e trabalhadoras abrangidos/as pelo pré-aviso de greve.
Na Educação – Escolas encerradas ou abertas mas sem aulas:
Alter do Chão - Agrupamento de Escolas de Alter do Chão;
Arronches - Jardim de Infância de Esperança;
Campo Maior - Escola Secundária e Agrupamento de escolas de C. Maior;
Agrupamento de Escolas de Campo Maior;
Castelo de Vide - Escola Primária
Fronteira - Agrupamento de escolas de Fronteira;
Gavião - Agrupamento de Escolas do Gavião;
Marvão - Escola B. I. c/ J. I Santo António das Areias; Escola B. I.c/ J.I. Ammaia Portagem
Ponte de Sôr - Escola EB1 e J. I da Tramaga; Escola EB1 e J.I. de Foros de Arrão.
Nas Outras Escolas que não encerraram a greve ronda os 60%.
Na saúde:
- Hospital de Portalegre
Administrativos Enfermeiros
1º Turno - 69% 83%
2º Turno – 47% 62%
- Hospital Elvas
1º Turno – 83% 100%
2º Turno – 69% 74%
(No caso do 2º Turno a Urgência encontra-se com uma adesão de 100% entre pessoal Administrativo e Auxiliar, estando os restantes serviços a meio gás).
Centros de Saúde:
Crato – 85.7%; Campo Maior – 90%; nos restantes a adesão é de 55%.
Mais informamos que houve várias tentativas de pressão sobre os trabalhadores para não aderirem à Greve em particular no Hospital de Elvas concretamente no bloco operatório.
Também nesse Hospital a Enfermeira Salomé e o Enfermeiro Director. Não conhecendo como funciona os serviços mínimos, tentaram eles definir os serviços mínimos quando essa responsabilidade é dos Sindicatos, pois nunca fomos convocados pela administração da ULSNA para discussão desses serviços mínimos, não havendo essa reunião a responsabilidade é dos Sindicatos, e como pessoas responsáveis, nunca pomos em causa o doente, o que parecia que não queriam no Hospital de Elvas.
Nas autarquias locais os resultados oscilaram entre os 100% e os 0% havendo autarquias encerradas ou de portas abertas mas sem trabalhadores/as e serviços como a recolha do lixo, que não foram efectuados.
A União dos Sindicatos do Norte Alentejano saúda fraternalmente todos e todas que ontem, de novo, se bateram pela possibilidade de continuarmos a viver e trabalhar no distrito de Portalegre.
A União regista com agrado a decisão tomada pelos sindicatos da Administração Pública de continuarem a mobilizar os trabalhadores e trabalhadoras para novas lutas e recorda que a próxima luta será travada no Norte Alentejano, na cidade de Portalegre, dia 12 de Março, às 18, 00 horas, numa marcha à luz de archotes, entre a sede da União e o Governo Civil exigindo trabalho com direitos, e respeito para com os/as norte Alentejanos/as.
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