domingo, 28 de dezembro de 2008

O OUTRO LADO DO NATAL


O Natal continua a ser para inúmeros portugueses um tempo mágico em que a família volta a ser família.
À volta da mesa ou na espera “sempre demasiado longa” que seja a hora dos presentes, crianças e adultos encantam-se com as festividades.
É assim há muitas décadas. Também no Norte Alentejano, também nas casas dos trabalhadores, lugares onde a mesa passou a ser mais composta após aquele Abril que nos trouxe “prendas” boas, incluindo o Subsídio de Natal.
Para as crianças nascidas no pós 25 de Abril passou a ser normal receberem como presente de natal o tal brinquedo que os seus pais só tinham acesso do lado de fora das montras que os ostentavam ou a roupa da tal marca de que os amigos tanto falam.
Este ano, em inúmeras residências de trabalhadoras e trabalhadores, volta a não ser assim. Muitos adultos darão voltas à imaginação para que a mesa possa ostentar algumas “guloseimas” mas muitas crianças não terão a prenda ambicionada porque, os seus pais ou estão desempregados ou trabalham mas não recebem salário.
Vai ser assim, certamente, nas residências de muitos/as norte alentejanos/as e quase de certeza na residência de quantos trabalhavam ou trabalham na:

LACTOGAL Avis Encerra a 31 de Dezembro
HUTCHINSON Campo Maior Em paragens técnicas
HUTCHINSON Portalegre Em paragens técnicas
SINGRANOVA Nisa Com salários em atraso
DELPHI P.Sôr Sob ameaça de Encerramento
SUBERCENTRO P.Sôr Com salários em atraso
ROBINSON BROS Portalegre Com salários em atraso
CERCI Portalegre Com despedimentos em curso
Funcionários do
Ministério da
Agricultura Distrito Empurrados para os disponíveis

É para estes trabalhadores e suas famílias que canalizamos toda a nossa solidariedade e pensando neles que reafirmamos a nossa disponibilidade para continuar e intensificar a luta por um Distrito Desenvolvido e Solidário.

A Comissão Executiva da USNA/cgtp-in

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

No reino da Rondolânia o "Regedor" anda nervoso...


O Movimento em defesa da água como bem público realizou hoje, 15 de Dezembro, na cidade de Elvas, uma Plataforma Publica em defesa da água enquanto direito fundamental dos povos.
Nas mais movimentadas ruas da cidade a USNA/cgtp-in (União dos Sindicatos do Norte Alentejano)e activistas sindicais da Administração Local, dos Professores, do Comércio e Serviço, dos Corticieros e da Hotelaria, distribuiram documentação, recolheram assinaturas e deram a conhecer a posição do movimento sobre a importância de manter a água como "coisa pública".
Em conferência de Imprensa um dirigente da USNA/cgtp-in e um dirigente local do Stal deram a conhecer as posições do Movimento Sindical sobre esta matéria e reafirmaram as suas posições face à "privatização" da distribuição da água na cidade de Elvas.
Quase de imediato o "Politico" José Rondão de Almeida veio a público dizer de viva voz que:
1º A sua gestão tem sido incompetente (Só assim pode ser interpretada a sua afirmação de que vai "privatizar a água" para que os Elvenses passem a ter água em boas condições, em quantidade e pelo mesmo preço, quando antes esse serviço era garantido pela Câmara de Elvas de que ele é Presidente).
2º Que o simples facto de existirem organizações (os sindicatos)que ele não controla e não se submetem a ser suas marionetas o faz "sair do sério".
Quanto ao resto... insinuações, acusações infundadas, conselhos, não necessitam de resposta. Foi tão só: Rondão de Almeida, o próprio.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Vale a pena lutar. Sindicatos suspendem greves regionais de professores


"Foto Correio da Manhã"

A Plataforma Sindical dos Professores suspendeu as greves regionais agendadas para a próxima semana, considerando que, pela primeira vez, o Ministério da Educação aceitou negociar uma eventual suspensão do modelo de avaliação de desempenho.

No momento em que o Ministério dá sinais de ter sabido ler politicamente a grandiosidade dos protestos importa que continuemos, todos, solidários com os professores e a sua luta que é também pela defesa da escola pública com ensino de qualidade.

Esperemos que se mantenha (por parte do ministério) este lampejo de lucidez.

Ponte de Sôr: Delphi já não encerra?



A empresa Delphi de Ponte de Sor já não vai encerrar tal como tinha sido anunciado pela direcção da multinacional.
Em declarações à Rádio ElVAS, Francico Godinho da Comissão de trabalhadores da Delphi refere que os cerca de 420 funcionários receberam a notícia da continuidade da empresa em Ponte de Sor, com bastante agrado "uma vez que tudo apontava para que a empresa fechasse as suas portas no final do primeiro trimestre de 2009, estando já alguns funcionários e maquinaria a ser deslocados para a Hungria”, este volte face devesse ao facto "da dificuldade da certificação dos produtos que iriam ser produzidos na Hungria perante os nossos clientes”.
Francisco Godinho adiantou ainda que o único produto que deixou de ser produzido na fábrica de Ponte de Sôr foram as portas deslizantes. Estão assim assegurados os postos de trabalho.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

SAUDAÇÃO DA USNA/cgtp-in AOS PROFESSORES DO NORTE ALENTEJANO



A União dos Sindicatos do Norte Alentejano saúda os professores e os educadores que também no Norte Alentejano aderiram massivamente à greve ontem cumprida bem como as organizações sindicais envolvidas nesta luta, em particular o SPZS e a Fenprof.
A União dos Sindicatos do Norte Alentejano manifesta a sua inteira solidariedade à luta dos professores e aos objectivos que prosseguem em defesa dos seus direitos e por uma profissão digna capaz de cumprir o importante papel social que lhe está atribuído.
A União dos Sindicatos do Norte Alentejano reprova a atitude intransigente do Governo, exigindo respeito e consideração pelas demonstrações, ordenadas, do descontentamento da classe, que está a ser atingida na sua dignidade profissional e humana, e que por isso está determinada a defender, também por esta via, os superiores interesses da Escola Pública.
Neste quadro exige-se ao Governo que assuma as suas responsabilidades, altere as posições erradas que vem defendendo, e assegure as condições necessárias para um diálogo e negociação sérias que tenham em conta as justas reivindicações dos trabalhadores, indissociáveis da Escola Pública de qualidade e da melhoria dos serviços Públicos.
Portalegre,2008-12-04
A Comissão Executiva da USNA/cgtp-in

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

«É necessário que o Ministério da Educação e o Governo deixem de regar o incêndio com gasolina»,


A Plataforma dos Sindicatos da Educação apelou à participação histórica dos professores na greve de quarta-feira. O sindicalista Mário Nogueira admitiu que a paralisação afectará muitos jovens, mas recordou a situação actual dos professores.
Também no Norte Alentejano os apelos à greve se fizerem ouvir com insistência e, também aqui, foi entusiastica a aceitação por parte dos professores.
Exemplo desse entusiasmo e da vontade de continuar a luta foi a concentração de professores, sob um autentico diluvio,na Praça da Republica, reafirmando a vontade de continuar o combate.
Amanhã todos poderemos comprovar quer a combatividade dos professores quer a dimensão do descontentamento da classe docente. Restar-nos-á demonstrar a nossa solidariedade para quantos se empenham na luta pela defesa da escola publica.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Frio e chuva não diminuiram a determinação dos docentes do Sul


Em Portalegre, os docentes reuniram-se na Praça da República, no centro da cidade.Em Évora, a manifestação decorreu em frente aos Paços do Concelho. Em Beja, a acção, inicialmente convocada para o Largo de São João, acabou por decorrer no cine-teatro Pax Júlia devido ao mau tempo. Recorde-se que as concentrações realizadas nas capitais de distrito e noutras localidades, de norte a sul do País, nos dias 25, 26, 27 e 28 de Novembro, envolveram, no total, mais de 70 000 docentes, como já sublinhou a Plataforma Sindical. Nesta derradeira etapa, em terras do Sul, o tempo não ajudou mas a firme determinação dos educadores e professores, em luta pela sua dignidade profissional, não ficou diminuída.
O próximo passo é já amanhã: a Greve Nacional.

O direito à Greve está consagrado na Constituição da República Portuguesa (Artigo 57.º) e traduz-se como uma garantia, competindo ao trabalhador a definição do âmbito de interesses a defender através do recurso à Greve.

Mais se acrescenta na Constituição da República: a lei não pode limitar este direito!

Por vezes, procurando condicionar o direito à Greve, alguns serviços e/ou dirigentes da administração educativa informam incorrectamente os educadores e professores sobre os procedimentos a adoptar em dia de Greve. Para que não restem dúvidas sobre a forma de aderir à Greve e as suas consequências o SPZS tem no seu site um conjunto de informações que respondem a algumas das perguntas que mais frequentemente surgem.

Que nenhum professor fique de fora.

Que nenhum dos encarregados de educação que somos todos nós deixe de afirmar a sua solidariedade para com a luta dos professores.