sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O "dominó" da Desindustrialização!



"O director geral da Selenis Serviços, em Portalegre, admite que “há uma forte probabilidade” dos trabalhadores da empresa não receberem os salários de Novembro, devido às dificuldades de tesouraria que a fábrica vem enfrentando nos últimos tempos.
Em comunicado enviado às chefias da Selenis Serviços, Emanuel Lopes alerta os colaboradores da empresa para se prepararem para essa situação e para “adaptarem, com tempo, a sua tesouraria familiar a essa forte probabilidade”.
O mesmo responsável promete fazer um comunicado à totalidade das pessoas da Selenis Serviços, na quinta feira, até lá, apela à serenidade dos trabalhadores, considerando que “posições extremadas” não favorecerão os funcionários da empresa.
A empresa, que emprega actualmente cerca de 80 trabalhadores, presta serviços a outras empresas nas áreas da manutenção, controle de qualidade, segurança e higiene no trabalho e administrativos" in rádio portalegre.
Trata-se da preparação para novo encerramento?
Em Portalegre (cidade) foram destruidos milhares de postos de trabalho e praticamente destruída a sua capacidade produtiva, em particular a sua industria.
Nos tempos mais recentes encerraram em Portalegre as seguintes empresas:
A Fino's - Fabrica de Lanifícios de Portalegre; a Sociedade Corticeira Robinsom Bros e a Robinson S.A.; a Jonshon Control's; está "paralisada" e com salários em atraso a Invicar.
A Selenis, a herdeira da "antiga" Finicisa era até agora, a par da Serraleite, as únicas empresas "antigas" a laborarem em Portalegre, começa a dar sinais de querer deixar apenas a SERRALEITE a ostentar tal título.
Desde há muito temos vindo a defender a necessidade de serem criadas condições de excepção para garantirmos a actividade industrial no concelho ( e no distrito) o que passa por garantir a continuidade das empresas existentes e a fixação de novas empresas.
Tal passa, também, por investimento público e políticas que valorizem o interior o que não tem sido feito por sucessivos governos distantes politica e geograficamente do nosso distrito e das nossas gentes.
Por isso é preciso mudar de rumo e para isso é fundamental que seja "a raia miúda" a levantar a voz e o braço para nos recolocar nos caminhos que queremos e merecemos.
A greve Geral marcada para dia 24 de Novembro e a participação de todos e de todas pode ser (vai ser) um bom contributo para travar o saque, para abrir novos caminhos para o Norte Alentejano e as nossas gentes.

Sem comentários: