segunda-feira, 29 de março de 2010

A LUTA CONTINUA!



Os enfermeiros acabam de iniciar uma nova greve procurando levar o Governo - o seu principal patrão - a tratar os enfermeiros com o respeito que merecem.

A greve durará por diversos dias e os enfermeiros e enfermeiras do norte alentejano não deixarão de dizer, PRESENTE!

No próximo mês, dia 15, serão os trabalhadores de toda a função pública a trazerem às ruas de Portalegre o seu profundo descontentamento. Com eles, tal como agora com os enfermeiros e enfermeiras, estará a solidariedade de toda a população do nosso distrito e em particular do seu Movimento Sindical.

Quem luta, nunca está sozinho!

sábado, 27 de março de 2010

São eles quem paga a maior factura! Jovens Trabalhadores exigem trabalho e direitos!


A manifestação de 26 de Março de 2010, promovida pela Interjovem/CGTP-IN, constituiu um dos maiores coros de protesto dos jovens portugueses.
Desemprego e precariedade, emprego com direitos e trabalho digno, deram o mote à marcha da juventude que, entre a Praça do Município e o Palácio de São Bento, contestou o poder despótico do engenheiro Sócrates e da entourage que considera o PEC e as suas medidas como inevitáveis, mesmo que à custa e graças ao sacrifício dos trabalhadores e das mais desprotegidos.
Como sempre,a juventude do nosso distrito esteve presente e levou às ruas de Lisboa a indignação dos norte alentejanos.

segunda-feira, 22 de março de 2010

VALE A PENA LUTAR!



Comunicado da A.Z.U."A Associação Ambiente nas Zonas Uraníferas vem hoje, dia 19 de Março de 2010, saudar a perspectiva de resolução de um relevante problema social, que desde logo tem a sua génese em diversas situações ambientalmente insustentáveis, que é a situação de discriminação dos, entre, ex-trabalhadores da Empresa Nacional de Urânio.
Estão agendados para votação na globalidade, na Assembleia da República, e esperamos que da sua baixa à Comissão resulte a melhor síntese desses, os projectos de 5 partidos (P.S.D., C.D.S., B.E., P.C.P. e os Verdes) com vista a resolver um problema que se arrasta há muitos anos, no decurso dos quais, muitos ex-trabalhadores encontraram a morte por doenças profissionais, resultantes de trabalho na zona mineira.
Desde a sua última Assembleia Geral que a A.Z.U. tem dado o maior relevo a este problema, que é social e ambiental. A sua resolução será a contrapartida com que o Estado, entidade de bem, pode resgatar a incúria e negligência nos procedimentos de higiene e segurança no trabalho, com que durante dezenas de anos foi responsável e conivente.
Ao juntar-se aos ex-trabalhadores vem a A.Z.U. também saudar a sua tenacidade, unidade entre todos, capacidade de sacrifício e chamar a atenção das autoridades e eleitos da nação, para a necessidade da continuação da monitorização sanitária destas zonas e de todos os que nesta actividade tiveram empenhos, bem assim como, dar continuidade e informação adequada sobre os procedimentos de recuperação e saneamento de poços, escombreiras e lagoas de todo o espaço mineiro.
P.S. Embora, por atraso do plenário não tenham sido realizadas as votações foi referido pelos partidos com projectos que fariam votos cruzados e, não sem surpresa o Partido Socialista, numa cambalhota expectável face à indignidade da sua posição anterior, anunciou abstenção em relação aos projectos do P.S.D. e C.D.S.
O problema dos ex-trabalhadores será resolvido, dada a vontade de em comissão se chegar ao melhor entendimento, mas a luta e o empenho continuarão."
Texto e imagem retirado do Blog Portal de Nisa

sexta-feira, 5 de março de 2010

(foto de Eduardo Martins, publicada no jornal i)

A greve da Administração pública foi, também no nosso distrito, uma enorme afirmação de vontade em travar a ofensiva governamental.
Em todos os sectores da administração publica central e local, nos estabelecimentos de ensino e de saúde, nos tribunais e nas repartições de finanças, o descontentamento fez-se ouvir.

Para além dos locais que estiveram encerrados, a greve no Norte Alentejano, foi cumprida por cerca de 70% dos trabalhadores e trabalhadoras abrangidos/as pelo pré-aviso de greve.

Na Educação – Escolas encerradas ou abertas mas sem aulas:

Alter do Chão - Agrupamento de Escolas de Alter do Chão;
Arronches - Jardim de Infância de Esperança;
Campo Maior - Escola Secundária e Agrupamento de escolas de C. Maior;
Agrupamento de Escolas de Campo Maior;
Castelo de Vide - Escola Primária
Fronteira - Agrupamento de escolas de Fronteira;
Gavião - Agrupamento de Escolas do Gavião;
Marvão - Escola B. I. c/ J. I Santo António das Areias; Escola B. I.c/ J.I. Ammaia Portagem
Ponte de Sôr - Escola EB1 e J. I da Tramaga; Escola EB1 e J.I. de Foros de Arrão.

Nas Outras Escolas que não encerraram a greve ronda os 60%.

Na saúde:
- Hospital de Portalegre
Administrativos Enfermeiros
1º Turno - 69% 83%
2º Turno – 47% 62%

- Hospital Elvas
1º Turno – 83% 100%
2º Turno – 69% 74%

(No caso do 2º Turno a Urgência encontra-se com uma adesão de 100% entre pessoal Administrativo e Auxiliar, estando os restantes serviços a meio gás).

Centros de Saúde:
Crato – 85.7%; Campo Maior – 90%; nos restantes a adesão é de 55%.

Mais informamos que houve várias tentativas de pressão sobre os trabalhadores para não aderirem à Greve em particular no Hospital de Elvas concretamente no bloco operatório.
Também nesse Hospital a Enfermeira Salomé e o Enfermeiro Director. Não conhecendo como funciona os serviços mínimos, tentaram eles definir os serviços mínimos quando essa responsabilidade é dos Sindicatos, pois nunca fomos convocados pela administração da ULSNA para discussão desses serviços mínimos, não havendo essa reunião a responsabilidade é dos Sindicatos, e como pessoas responsáveis, nunca pomos em causa o doente, o que parecia que não queriam no Hospital de Elvas.

Nas autarquias locais os resultados oscilaram entre os 100% e os 0% havendo autarquias encerradas ou de portas abertas mas sem trabalhadores/as e serviços como a recolha do lixo, que não foram efectuados.

A União dos Sindicatos do Norte Alentejano saúda fraternalmente todos e todas que ontem, de novo, se bateram pela possibilidade de continuarmos a viver e trabalhar no distrito de Portalegre.

A União regista com agrado a decisão tomada pelos sindicatos da Administração Pública de continuarem a mobilizar os trabalhadores e trabalhadoras para novas lutas e recorda que a próxima luta será travada no Norte Alentejano, na cidade de Portalegre, dia 12 de Março, às 18, 00 horas, numa marcha à luz de archotes, entre a sede da União e o Governo Civil exigindo trabalho com direitos, e respeito para com os/as norte Alentejanos/as.

"A Geração dos 500"



Portugal é o segundo país europeu com mais recibos verdes (DE)
As empresas portuguesas recorrem mais a contratos instáveis ou precários do que a generalidade dos congéneres europeus. Num ano marcado pela crise económica, cerca de 66% dos empresários portugueses admitiram ter utilizado contratos com duração definida e quase 35% revelou ter recorrido a trabalho independente.
In sapo.pt

Por isso mesmo, os/as jovens trabalhadores/as portugueses/as marcaram para o próximo dia 26 de Março, em Lisboa, uma grande manifestação exigindo trabalho com direitos.

Do Norte Alentejano sairá um autocarro com as dezenas de jovens trabalhadores/as que irão levar às ruas de Lisboa o descontentamento e as exigências dos/as jovens que aqui vivem e trabalham.