sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

É HORA DE PREPARAR O “KIT” DA CONTESTAÇÃO!


            O Governo do PSD-CDS confirmou na reunião da CPCS, realizada no dia 22 de Dezembro, a intenção de retirar 3 dias de férias aos trabalhadores.
            Com esta proposta, o Governo ultrapassou as expectativas do próprio patronato, nomeadamente o do Comércio que, manifestando-se “contra” o aumento do horário de trabalho em 30 minutos diários, reclamava como alternativa a redução do número de dias de férias e de feriados.
            Assim, de uma assentada, o Governo quer premiar o grande patronato com o aumento do horário de trabalho sem acréscimo de retribuição, reduzir 4 feriados e 3 dias de férias. Na prática, quer pôr os trabalhadores a trabalhar, gratuitamente, 1 mês por ano.
            Esta é uma política de terrorismo social. Por este caminho não tardaria que os trabalhadores tivessem de pagar para trabalhar.
            Como é evidente, estas propostas não só são questionáveis constitucionalmente, como põem em causa o “trabalho digno”, defendido pela OIT.
            Acresce que o Governo ao anunciar a suspensão das portarias de extensão, está a dar um sinal claro ao patronato para apostar no bloqueio da contratação colectiva e boicotar o aumento dos salários para o próximo ano.
            Tal como as restantes, estas são posições que encaminham as relações de trabalho para um retrocesso social e civilizacional que precisam de ser denunciadas e combatidas por todos os meios ao nosso dispor.
            Perante este programa de agressão aos direitos mais elementares dos trabalhadores, a CGTP-IN retirou-se da reunião assumindo que, como sempre, está disponível para, pela via da negociação, inclusive a bilateral, encontrar saídas que respeitem e valorizem os trabalhadores e os seus direitos. Mas que não aceita imposições nem políticas que conduzam os trabalhadores para a pobreza, e o país para o precipício.
            É uma posição de classe que honra quem a tomou e merece o respeito e apoio da União dos Sindicatos do Norte Alentejano.
            A União dos Sindicatos do Norte Alentejano entende que em vez do “kit” da emigração, há que avançar com o “kit” da contestação e da instabilização do patronato, em todos os locais de trabalho dos sectores privado e público.
            É neste contexto, que reafirmamos o apelo a todo o MSU do distrito, no sentido de preparar, desde já, a resposta a esta ofensiva sem precedentes, nomeadamente com a intensificação do esclarecimento, mobilização e luta dos trabalhadores, a partir do início de Janeiro.

A Comissão Executiva da USNA/cgtp-in

sábado, 17 de dezembro de 2011


Os responsáveis pela saúde no Norte-alentejano e o governo a quem servem têm vindo a afadigar-se para saberem quais de entre deles se destacam na obstaculização do acesso dos norte-alentejanos aos serviços de saúde.

Os primeiros inventaram um Plano Geral de Redução da Despesa que para além do encerramento de extensões de saúde e da redução do horário de funcionamento de Centros de Saúde, ninguém conhece.

Os segundos afadigam-se na invenção de medidas capazes de destruírem o Serviço Nacional de Saúde e de caminho vão semeando dificuldades para travarem o acesso dos trabalhadores e da população aos serviços de saúde.

A última dessas maldades foi concretizada com a publicação do decreto-lei n.º 113/2011 que regula o acesso às prestações do SNS por parte dos utentes no que respeita ao regime das taxas moderadoras e à aplicação de regimes especiais de benefícios.

O Governo PSD/CDS que todos os dias “acorda” a pensar onde pode ir sacar mais aos bolsos dos cidadãos, tem tido no Conselho de administração da ULSNA executores servis das suas políticas e vontades.

Os resultados são visíveis.

            A desactivação de 13 Extensões de Saúde (Marvão: Escusa, Galegos e Alvarrões; Avis: Maranhão, Valongo e Alcórrego; Campo Maior: Ouguela; Nisa: Arez, Monte Claro, Pé da Serra, Salavessa e Velada; Crato. Pisão) e a fusão de 8 Centros de Saúde (Alter do Chão+Crato, Castelo de Vide+Marvão, Sousel+Fronteira e Arronches+Monforte) resulta numa maior dificuldade de acesso das populações aos cuidados de saúde e levará a um aumento do fluxo de doentes aos serviços de urgência hospitalar e uma diminuição do nível de cuidados de saúde com o respectivo agravamento da saúde destas populações, já de si envelhecidas e isoladas.

A acrescer a isto o governo decidiu novos e brutais aumentos das taxas moderadoras, nos medicamentos e cortou o apoio no transporte de doentes.

Eles sabem que o dificultar ou anular o acesso aos cuidados de saúde a médio e longo prazo vai determinar o aumento público das despesas com a saúde, agravando os danos colaterais que vão existir para a saúde dos cidadãos e condenando à morte os mais debilitados e pobres.

Sabem-no mas continuam. Porque o seu objectivo não é a melhoria da saúde das populações e o reforço do SNS. O seu objectivo é desacreditar o SNS, torná-lo menos acessível e abrir caminhos para a sua privatização.

Todos nós sabemos que os mesmos que nos dizem que não há dinheiro para investir na saúde vão atirar mais 5 mil milhões de euros para o BPN e oferecer mais 12 mil milhões para os Banqueiros.

As populações do Norte-alentejano não se irão render às políticas de destruição do Serviço Nacional de Saúde e às medidas da ULSNA que em vez de optimizar os recursos existentes e melhorar os serviços procura desmantelar a capacidade dos serviços e impedir o acesso das populações aos serviços e possibilidade dos técnicos de saúde quebrarem o isolamento em que vivem milhares de pessoas no distrito.

A solução não é aumentar os custos para as famílias e reduzir a capacidade dos técnicos de saúde intervirem junto das populações. A solução é o estado investir mais na saúde dos portugueses, reforçando o papel do SNS.

A Solução não é encerrar extensões e agrupar/fechar Centros de Saúde. A Solução é dotar os Centros de Saúde com os equipamentos e os técnicos necessários a garantir às populações que não precisam deslocar-se aos hospitais e entupirem os serviços de Urgência.

Porque este é o caminho, não deixaremos de nos bater pela sua implementação, não deixaremos de defender o Serviço Nacional de Saúde e o direito que todos temos a serviços de saúde dignos, competentes e próximos.

Este é o nosso compromisso. Iremos honrá-lo.



Portalegre, 2011-12-17





Os participantes na Tribuna Pública em Defesa do Serviço Nacional de Saúde.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Defender o SNS, defender o acesso à saúde para todos os Norte-alentejanos!

PELA TUA SAÚDE!
Dia 17 de Dezembro às 11 horas junto ao Hospital Dr. José Maria Grande

Tribuna da indignação e do compromisso.
Indignação face às tentativas de destruírem o Serviço Nacional de Saúde e o direito constitucional à saúde!
Compromisso na defesa do Serviço Nacional de Saúde, do acesso à saúde para os residentes no Norte Alentejo e do direito que temos em trabalhar e viver neste território

Activistas sindicais e utentes das unidades de saúde do distrito vão mostrar a sua indignação contra a destruição do Serviço Nacional de Saúde e reafirmar o compromisso de continuarem a exigir o direito que a Constituição consagra e a democracia impõe: o direito à saúde para todos independentemente do local onde residam e dos rendimentos que possuam.
Porque a hora é de acção todos estamos convidados/convocados a participar!
Portalegre, 2011-12-13
A CECO da USNA/cgtp-in

Na Estação da CP de Elvas a defender o transporte ferroviário

Sindicalistas e ambientalistas do Alentejo e da Extremadura espanhola, autarquias e Associações de Amigos do Caminho de Ferro reafirmaram o seu empenhamento na defesa do transporte ferroviário no Alentejo e na Extremadura

O Plano Estratégico dos Transportes anunciado pelo Governo português em Outubro pretende acabar com os serviços de passageiros existentes actualmente na linha do Leste (serviço regional) e no ramal de Cáceres[1] (serviço internacional Lisboa - Madrid, com paragem em Marvão-Beirã). Se estas medidas se concretizarem, a ferrovia na região limitar-se-á no futuro aos serviços de mercadorias na Linha do Leste, ficando o distrito de Portalegre, literalmente, a ver passar comboios, não tirando deles quaisquer benefícios.

Se a ferrovia da região tem poucos utentes tal deve-se a uma série de factores constrangedores (horários inadequados à procura, material de transporte obsoleto, falta de conforto das estações, exploração assente em moldes arcaicos, reduzida frequência de circulações e ausência de transportes complementares), que urge ultrapassar, de forma a torná-la competitiva, colocando-a eficazmente ao serviço da população.

É preciso não esquecer que o comboio é um modo de transporte que estrutura o território e que, pelo seu baixo custo energético, reduzida poluição, segurança, conforto, rapidez (se moderno), contribui para o desenvolvimento sustentável de uma região. O transporte rodoviário apontado como alternativa é fomentador do desordenamento do território, é mais moroso (ex.: uma viagem entre Portalegre e Coimbra em autocarro tem a duração de 5,35 horas enquanto de comboio é de 3,22 horas), apresenta custos energéticos mais elevados, é altamente poluidor e menos seguro.

Num momento de crise económica e social, a que se junta o elevado custo dos combustíveis e as portagens nas auto-estradas, torna-se necessário mudar o paradigma de mobilidade.

Exigimos ao Governo português a revitalização da linha do Leste e do ramal de Cáceres, a fim de que se tornem motores de desenvolvimento regional.

Queremos uma ferrovia ao serviço das populações norte-alentejanas e extremenhas. Lutamos por regiões e países mais coesos, solidários e sustentáveis.

Elvas, 15 de Dezembro de 2011



[1] Entretanto adiado por necessidade de entendimento com Espanha.
A foto é propriedade do www.tudobem

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

USNA/CGTP-IN REJEITA TRABALHO FORÇADO


O Conselho de Ministros acaba de anunciar a intenção de proceder ao aumento do horário de trabalho para as 42,5 horas semanais com a criação simultânea de uma bolsa de 10 horas mensais, com a qual pretendem obrigar os trabalhadores a trabalhar, gratuitamente, um sábado por mês.

Esta é uma nova declaração de guerra aos trabalhadores que não ficará sem resposta. A União dos Sindicatos do Norte Alentejano, os seus sindicatos e os trabalhadores e trabalhadoras que aqui vivem e trabalham desenvolverão todas as acções de luta necessárias, desde logo a partir dos locais de trabalho, contra o aumento do horário de trabalho e o trabalho gratuito.

Conforme a CGTP-INTERSINDICAL já afirmou e ao contrário do que alguns pretendem fazer crer, este não é um processo encerrado. O Governo vai ter de apresentar o diploma na Assembleia da República, após o que se seguirá, a discussão pública no prazo de 30 dias.

Até lá, “muita água vai correr debaixo da ponte”. Assim, qualquer tentativa patronal visando o aumento imediato do horário de trabalho é ilegal.

Como é evidente, estamos perante mais uma manifestação de prepotência dos capatazes dos interesses do capital que querem impor, unilateralmente, a revogação de uma matéria que foi negociada e acordada, livremente, entre as partes sindical e patronal, no âmbito da negociação da contratação colectiva.

É uma ingerência inadmissível no direito de negociação, questionável constitucionalmente e susceptível de merecer o repúdio de todos quantos recusam que os direitos dos trabalhadores voltem para trás.

Como sempre temos afirmado e a situação vivida na região atesta, a competitividade das empresas não passa pelo aumento do horário de trabalho, nem pela redução dos custos salariais que, no caso português, não ultrapassam os 15% dos encargos totais das empresas. Passa pela melhoria da organização e gestão, pelo valor acrescentado dos produtos e serviços colocados no mercado, pela inovação e modernização, pelo combate à economia paralela e pela motivação dos trabalhadores e, no caso do nosso distrito por políticas que ponham fim ao isolamento da região e nos garantam serviços com um mínimo de qualidade entre os quais a energia eléctrica e as telecomunicações.

Acresce que, por muitas explicações que o Governo tente apresentar, é por demais evidente que o aumento o horário de trabalho traria como consequência imediata a subida do desemprego, a redução dos salários e o aumento da exploração.

As 8 horas de trabalho, 8 horas para a família, 8 horas para descansar e uma semana de trabalho de 5 dias, resultaram de uma luta intensa desenvolvida ao longo de décadas por gerações e gerações de trabalhadores cujos resultados importa manter e ampliar.

Por isso, a União dos Sindicatos do Norte Alentejano rejeita o trabalho forçado que o Governo e os grandes patrões nos querem impor e apela a todos os trabalhadores para que participem activamente na Semana de Protesto e Acção que se realiza de 12 a 17 de Dezembro, também no Norte Alentejano, contra o aumento do horário de trabalho, pelo emprego, salários e direitos.



A Direcção Regional da USNA/cgtp-in

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A LUTA CONTINUA, NAS EMPRESAS E NA RUA!


Uma greve que atingiu todos os locais de trabalho em todo o território do Norte Alentejano e que saíu à rua em demonstração de vontade de continuar a a afirmar que NÓS ACREDITAMOS!

A Greve Geral de ontem foi uma extraordinária demonstração da nossa capacidade de organização e da vontade de toda uma população que quer defender o seu território e a sua cultura e foi, podemos afirmá-lo a maior de todas as greves já aqui realizadas.

Num dia que começou bem, com a confirmação da vontade dos trabalhadores dos transportes urbanos de passageiros de que não circulasse nenhum autocarro na cidade de Portalegre, sem recolha de lixo na quase totalidade do distrito e com altíssimas taxas de adesão no primeiro turno (turno da noite) nos estabelecimentos de saúde, as horas seguintes, com pouca informação dos piquetes e com a constatação pública de que não havia nenhum estabelecimento de ensino encerrado na cidade de Portalegre chegou a fazer-nos pensar que no ensino a greve não atingiria os números da greve geral de 2010.

Não foi assim. Se era verdadeira a informação que as escolas da cidade não estavam encerradas não era menos verdade que já existiam escolas encerradas e mesmo em Portalegre, apesar de abertas era grande o número de adesões.

Quando às 12,30 horas nos encontrámos com a comunicação social já havia a certeza de que, de novo, a Greve Geral era também aqui um enorme sucesso:

Os "normalidade" nos serviços de saúde era assegurada pelos trabalhadores em cumprimento dos serviços mínimos, a "normalidade" nos estabelecimentos de ensino fazia-se à revelia das condições minimas normais para o funcionamento, a "normalidade" na Direcção de Finanças era feita com mais de 60% de trabalhadores em greve, não havia recolha de lixo, não circulava um único autocarro das carreiras públicas urbanas.

A essa hora, estava ainda a decorrer uma concentração de apoio à greve Geral no Largo do Café Vitória e alí, numa tribuna com "microfone aberto" a Directora do Teatro de Portalegre falando em nome das companhias presentes no XX Festival Intercacional de Teatro, declarava o seu apoio à greve geral e anunciava a decisão de oferecerem os espectáculos dessa noite aos trabalhadores e à população.

A essa hora, eram conhecidas as altíssimas taxas de adesão por todo o distrito com escolas encerradas em Arronches, em Gavião, em Ponte de Sôr, as adesões no sector operário com taxas de 100% em inúmeras autarquias e na Granisan e elevadíssimas na Dynáero, na Construção Civil.

Quando a partir de Portalegre seguimos para Avis e para Campo Maior já levávamos a certeza de que taqmbém aqui a greve fora um êxito que também aqui afirmámos que a LUTA CONTINUA, nas EPRESAS E NA RUA!

domingo, 20 de novembro de 2011

Qual intresse nacional????????


O Interesse Nacional?
Nestes tempos de crescentes bloqueios ao desenvolvimento e de políticas carregadas de injustiças que vão colocando o povo português mais pobre e o país à beira do precipício, ouvimos todos os dias a ladainha das inevitabilidades e, cada vez mais, a invocação do interesse nacional. Não faltam demonstrações de que o Governo e outras forças do poder invocam o interesse nacional como forma de subverterem compromissos fundamentais que tinham com os portugueses. E, assim, vão colocando em causa o Estado de Direito e valores e princípios estruturantes da democracia e da soberania de Portugal.
Não cabe neste artigo uma reflexão sustentada sobre o que é e como se pode expressar o interesse nacional, mas o seu cerne é a vida e os direitos dos cidadãos. Observemos, então, o que diz a Constituição da República (CR), no seu art.º 18.º, sobre a "força jurídica" dos "Direitos e Deveres Fundamentais dos Portugueses".
1 - "Os preceitos constitucionais respeitantes aos direitos, liberdades e garantias são directamente aplicáveis e vinculam as entidades públicas e privadas".
2 -"A lei só pode restringir os direitos, liberdades e garantias nos casos expressamente previstos na Constituição, devendo as restrições limitar-se ao necessário para salvaguardar outros direitos ou interesses constitucionalmente protegidos".
Os portugueses, as suas instituições e organizações, não podem ignorar que o país estabeleceu compromissos complexos e muito duvidosos com entidades estrangeiras no "Memorando da Troika". Será que as implicações desse memorando respeitam a CR? Nenhuma instituição, com autoridade na matéria, faz um esforço sério de observação dos seus impactos reais para que possamos mobilizar os portugueses e reforçar as posições do país junto das instituições estrangeiras?
Quando o Governo, o presidente da República, alguns partidos políticos e até alguns juristas que já se esqueceram do que é o Direito insistem no absolutismo das disposições e objectivos do Memorando, onde colocam o interesse nacional?
Os órgãos de soberania têm a obrigação de defender os interesses do povo que representam, ou são executores de memorandos que inscrevem como prioritários, não os interesses do povo português, mas sim dos seus credores e dos agiotas que permanentemente empolam a dívida?
Temos a governação de um país soberano ou passamos a ter um Governo de país sob ocupação estrangeira?
O debate difícil mas necessário, sobre os delicados conteúdos e as formas de agir politicamente, que estas questões nos colocam, constitui elemento sensível para a definição, quer de pequenas nuances da acção política em curso quer para formulação de fortes e indispensáveis reivindicações de exigência de rupturas com as políticas que vêm sendo prosseguidas, no plano nacional como no plano europeu.
Quando nos dizem que é do interesse nacional impor os sacrifícios e as injustiças que recaem hoje sobre os trabalhadores e a maioria dos portugueses, nós temos obrigação de questionar: o Governo e os que defendem as suas políticas onde identificam e como justificam os interesses superiores que impõem a violação dos compromissos do Estado e dos patrões do sector privado, no que diz respeito aos salários, a horários de trabalho estabilizados, a acesso a direitos sociais fundamentais, à protecção social? Recordemos-lhes que estes direitos se formulam como "direitos ou interesses constitucionalmente protegidos".
Será admissível (legal não é de certeza!) empobrecer o povo e arruinar o país porque se colocam no Orçamento do Estado (para o povo pagar) os imensos prejuízos de milhares de milhões de euros provocados por roubos privados, como é o caso do BPN e de outros buracos menos conhecidos? E das parcerias público-privadas e de outros processos de corrupção e compadrio não resultaram escandalosos enriquecimentos privados agora transferidos para buracos do Orçamento?
Constitui uma idiotice política dizer-se que Portugal se credibilizará, junto dos mercados e no plano internacional, com regressão económica, com mais pobreza e desemprego e com queda do seu nível de desenvolvimento.
Estas políticas jamais serão do interesse nacional!

Manuel Carvalho da Silva (Secretário-Geral da CGTP)
In Jornal de Notícias, 22 de Outubro de 2011

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

É preciso travá-los! Desmantelar o caminho de ferro é isolar ainda mais o Distrito de Portalegre!







Carta ao Governo da República Portuguesa a favor das ligações ferroviárias na Linha do Leste e no Ramal de Cáceres

 O Governo da República Portuguesa pretende, de acordo com o Plano Estratégico dos Transportes, suprimir as ligações regionais da Linha do Leste e encerrar o Ramal de Cáceres, que assegura actualmente a ligação entre Lisboa e Madrid.

Essa intenção é justificada pela baixa procura e utilização do serviço e uma exploração deficitária. Mas essa baixa procura deve-se, sobretudo, à inexistência de uma política pró-activa em prol da modernização desta via-férrea por parte da REFER e da CP. Como exemplos disso constatamos:

- Horários inadequados à procura;
- Material de transporte obsoleto, lento, ruidoso, pouco confortável, com elevado consumo de combustível e elevados custos de manutenção;
- Reduzida frequência de circulações;
- Ausência de transportes complementares que favoreçam a intermodalidade e que actuem na procura e distribuição de passageiros a nível local.

No que concerne ao Ramal de Cáceres, este deveria ser potenciado e encarado como um eixo alternativo às actuais (e futuras) ligações internacionais ferroviárias, que são escassas, permitindo a fluidez e o aumento dos fluxos internacionais de mercadorias e de passageiros (a União Europeia pretende aumentá-las por questões económicas e ambientais). Acresce, por outro lado, que este Ramal, pela beleza das estações e das paisagens atravessadas, tem potencialidades turísticas que deveriam ser aproveitadas e não anuladas.

Acrescentamos ainda que:

- Estas vias-férreas são investimentos feitos no passado que devem ser potencializados e não encerrados. Deveriam ser modernizados e colocados ao serviço das populações regionais e nacionais, de um lado e do outro da fronteira,
- O transporte ferroviário estrutura o território e promove a coesão social e territorial;
- O transporte ferroviário deve ser um instrumento de uma política de combate às assimetrias regionais;
- O transporte ferroviário pelas suas características é um transporte ecológico e como tal deve estar ao serviço duma política de mobilidade sustentável;
- O transporte rodoviário não é alternativa porque mais moroso, mais oneroso e menos seguro, com elevados custos ambientais e contribuindo também para a nossa dependência energética do exterior.

Num momento de crise económica e social, a que se junta o elevado custo dos combustíveis, a supressão do serviço referido vem agravar o isolamento geográfico das regiões do distrito de Portalegre e da Extremadura espanhola e contribuir para as assimetrias regionais.

As organizações subscritoras desta carta lançam um apelo para que o Governo da República Portuguesa reconsidere a decisão de suprimir as ligações regionais na Linha do Leste e encerrar o Ramal de Cáceres, e que mantenha esses serviços em funcionamento.

As organizações subscritoras estão disponíveis para dialogar e negociar, no sentido de encontrar uma solução que satisfaça todas as partes interessadas.

Portalegre, 17 de Novembro de 2011

As organizações subscritoras:
- ADENEX - Asociación para la Defensa de la Naturaleza y los Recursos de Extremadura;
- Associação Portalegre em Transição;
- CCOO, Comissiones Obreras;
- CGT, Confederación General del Trabajo, Sección Sindical Sindicato Federal Ferroviario - CGT Cáceres;
- Comissão de Trabalhadores da CP – Comboios de Portugal EPE;
- Ecologistas en Acción de Extremadura;
- GAFNA - Grupo dos Amigos da Ferrovia do Norte Alentejano;
- Município do Crato;
- Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário CGTP-IN;
- Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza;
- União dos Sindicatos do Norte Alentejano/CGTP-IN;
- UGT-E, Unión General de Trabajadores – Extremadura

terça-feira, 15 de novembro de 2011

PASSO A PASSO CONSTRUÍMOS A GREVE GERAL.

A Greve Geral já está na Rua!












Faixas e pendões da USNA/cgtp-in, da Fenprof e do Sindicato dos Trabalhadores do Grupo Caixa estão colocados nas cidades e vilas do Distrito


Uma semana intensa em que se somaram os contactos directos com os trabalhadores em cada local de trabalho.
A semana começou tendo bem presente a extraordinária  afirmação de querer de toda a função pública e o protesto dos militares. Logo na segunda-feira teve lugar o Plenário de Trabalhadores da Manufactura Tapeçarias. Ali onde pairava a incerteza quanto ao recebimento do salário de Outubro as trabalhadoras debateram a situação que vivemos no país, na região e na sua própria empresa.
A participação na Greve Geral foi encarada como uma necessidade absoluta para impôr os dirieitos de quem aqui trabalha e reside.
Nesse mesmo dia os trabalhadores do Município de Elvas reuniam em plenário, o Sindciato da Função Publica percorria os concelhos de Nisa e Gavião e o SPZS reunia com os professores da Escola José Régio e do Agrupamento de Escolas de Castelo de Vide. 
Em todos os locais de trabalho a mesma vontade. Cumprir a Greve Geral e trazê-la à rua.
Hoje foi a vez do STAL reunir com os trabalhadores do Município de Ponte de Sôr e Junta de Freguesia de Galveias, dos dirigentes do Comércio e Serviços visitarem o Pingo Doce de Ponte de Sôr e a Misericórdia de Montargil, a Função Pública se encontrar no concelho de Monforte e o SITE contactar os seus associados nos Parques Industriais de Elvas e Campo Maior e realizar um plenário na Hutchinson e os carros de som levavam a todo o concelho as razões e os objectivos da Greve Geral.
Até ao final da semana o trabalho vai ser intenso.
O STAL levará a discussão e a preparação da Greve Geral aos trabalhadores dos Municípios de Alter, Monforte, Portalegre e Sousel; a Função Pública centrar-se-á em Portalegre, Elvas e Arronches; os Professores estarão nas escolas de Ponte de Sõr, Marvão e Campo Maior.
Os plenários dos trabalhadores do Parque Industrial da Quinta de S. Vicente, dos Enfermeiros do Hospital Dr. José Maria Grande, dos trabalhadores da Unicervi em Castelo de Vide marcarão também eles a dinnamização da Greve no distrito de Portalegre.
A 17 (quinta feira) terá lugar na sede da União um encontro transfronteiriço em defesa do transporte ferroviário de passageiros na Linha do Leste e no Ramal de Cáceres.
O fim de semana vai ser destinado a pôr a Greve Geral na rua, com propaganda sonora e contactos com a população.
Passo a passo, construimo-la, também no Norte Alentejano!

domingo, 13 de novembro de 2011

Preparar a Greve Geral no Norte Alentejano


A Greve Geral está em construção!

Ontem com muitas centenas de Norte Alentejanos a desfilarem em Lisboa, na semana anterior com dezenas de reuniões e plenários por todo o distrito e com inúmeros contactos com as diferentes organizações do distrito e com a Greve Geral na rua através das faixas e pendões colocados por todo o distrito.

Enquanto as reuniões e plenários incidiram fundamentalmente nos diferentes serviços da Administração Central e Local, nos establecimentos de ensino e de saúde, tendo em conta a mobilização na Mega Manifestação de ontem, a USNA reuniu com o Presidente da Caritas Diocesana de Portalegre e Castelo Branco, com a Direcção Distrital do Bloco de Esquerda e com a Direcção Regional do PCP.


Em cada uma das reuniões foi constatada uma grande convergência nas preocupações face à situação de pobreza e de isolamento imposto à população e a USNA recolheu com agrado as posições de enorme compreensão para com a luta que está a desenvolver.

Esta semana continuará e será intensificada a acção nos locais de trabalho e na rua.

Porque a Greve Geral está aí, porque é preciso que ninguèm fique de fora!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

União dos Sindicatos do Norte Alentejano adere à Greve Geral

Na reunião extraordinária da Direcção Regional realizada no passado dia 2 na sede em Portalegre a USNA/cgtp-in decidiu aderir à greve geral e apelou aos trabalhadores e à população para que esta tenha uma dimensão de acordo com os problemas que estão colocados ao Norte Alentejano.
Na resolução aprovada por unanimidade estão expressas as razões para que também aqui a Greve Geral seja um dia memorável.



 Resolução da Direcção Regional da USNA/cgtp-in



CONTRA A EXPLORAÇÃO E O EMPOBRECIMENTO

Portugal DESENVOLVIDO E SOBERANO



GREVE GERAL

24 Novembro 2011



Emprego, Salários, Direitos, Serviços Públicos



Constatando que o Governo PSD-CDS, apresentou um novo e agravado programa de austeridade, sem paralelo desde o 25 de Abril que não significa apenas a recessão económica, o empobrecimento generalizado da população e o aumento do desemprego. Representa um ataque brutal à democracia e também um recuo civilizacional, que põe em causa princípios basilares de estruturação social e direitos e garantias fundamentais, consagrados na Constituição da República Portuguesa.

O Conselho Nacional da CGTP-IN, reunido a 18 e 19 de Outubro de 2011, decidiu:

                    Convocar uma Greve Geral para o dia 24 de Novembro de 2011, contra a exploração e o empobrecimento; por um Portugal desenvolvido e soberano; pelo emprego; salários; direitos; serviços públicos;

                    Promover, através das Uniões Distritais de Sindicatos, no dia da Greve Geral, acções públicas em diversos Distritos para dar expressão pública à indignação geral contra a política de direita e as posições retrógradas do patronato, e exigir uma mudança de política que respeite e valorize os trabalhadores e assegure o desenvolvimento económico e social do país.

No Norte Alentejano há razões acrescidas para irmos à Greve Geral:

·             Os últimos governos da direita arrasaram o nosso já débil tecido produtivo com o encerramento de inúmeros serviços e empresas, algumas delas aqui sedeadas há mais de 150 anos entre elas:

No Distrito encerraram nos últimos anos:

CONCELHO
EMPRESA/SERVIÇOS
Postos Trab
ARRONCHES
AZEMO – Lagar de azeite
GASL – Material Eléctrico
Os BELOTEIROS – Produção Alimentar
+

65
AVIS
LACTOGAL – Ind. Lacticínios
80
ELVAS
IRS – Instituto de Reinserção Social de V. Fernando
Maternidade Mariana Martins
Dezenas de lojas do Comércio Tradicional
+

300
NISA
SINGRANOVA – Transformação de Granitos
TERNISA – Termas de Nisa
+
200
PONTE SOR
SUBERCENTRO – Ind Corticeira
DELPHI – Componentes p/ Automóveis
+
600
PORTALEGRE
FINO´S – Fabrica de Lanifícios de Portalegre
Soc. Corticeira ROBINSON
JONHSON CONTROL´S – Componentes Automóvel
INVICAR – Confecções
DOMINGOS & Cª – Comercio Automóvel
+



2.000
SOUSEL
ENASEL – Pousada de S. Miguel
30



·             O investimento público é praticamente inexistente e foram desmantelados serviços fundamentais para a região e as transferências financeiras anunciadas irão impor a paralisação do distrito.

·             Vias de Comunicação:

            Portalegre é a única cidade capital de distrito que não é servida por auto-estrada. O IC13 continua parado à saída de Alter e teima em não chegar à fronteira. As duas principais cidades do distrito continuam a ter estrangulamentos enormes na sua ligação ferroviária.

            O distrito que nunca foi serviço por um inter-cidades está agora sob ameaça de deixar de ser servido por transportes ferroviários face à decisão de desactivar para passageiros a linha do leste a partir de Abrantes e o Ramal de Cáceres.

·             Saúde

            A ser concretizada a intenção da USLNA, 13 extensões de Centros de Saúde vão ser encerradas, 8 centros de saúdes fundidos em 4 e praticamente todos eles a perderem horários e valências.

·             Ensino

            Foram encerradas dezenas de escolas e reduzidas as condições de trabalho e de ensino em todas as escolas e em todos os graus de ensino.



Por todas elas é absolutamente necessário integrarmo-nos na luta e empenharmo-nos para que ela seja um êxito.



Convocada a greve é preciso construí-la!



Para tanto, é absolutamente necessário trabalhar de forma organizada e com entusiasmo na informação de todos os trabalhadores, na organização da participação em cada local de trabalho, na construção de sindicato (trabalhadores organizados) onde este ainda não exista.



A Direcção Regional da USNA/cgtp-in reunida em Portalegre em sessão extraordinária decide:



Aderir à Greve Geral convocada pela CGTP-INTERSINDICAL NACIONAL e Intensificar o esclarecimento e a mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras para transformarem as lutas em curso em ferramentas de construção da Greve Geral.

Saudar as lutas dos trabalhadores e trabalhadoras já anunciadas e em partícula a Jornada Nacional de Luta do sector dos transportes (dia 8 de Novembro) e a Mega Manifestação Nacional convocada pela Frente Comum dos Sindicatos da Função Pública para o dia 12 de Novembro em Lisboa.

Apelar a todas as organizações sindicais, assim como aos trabalhadores dos sectores privado e público, a indispensável convergência na acção com vista ao reforço da unidade na acção a partir dos locais de trabalho, na luta contra este programa de agressão, por melhores condições de vida e de trabalho, por um Portugal com futuro e na concretização da Greve Geral.

Saudar a luta corajosa das populações do distrito em defesa da saúde e contra a extinção de serviços e valências e em particular a luta travada pela população de Avis que trouxe a sua luta às ruas de Portalegre.

Promover, no dia da Greve Geral, acções públicas em diversos locais para dar expressão pública à indignação geral contra a política de direita e as posições retrógradas do patronato, e exigir uma mudança de política que respeite e valorize os trabalhadores e assegure o desenvolvimento económico e social do país.





Portalegre, 2011-11-02

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

A Greve Geral está em Marcha!


Encerrada a semana de luta com duas grande acções em Portalegre: a concentração da população de Avis frente à ULSNA e a manifestação da União, da Rua do Comércio ao Centro de Emprego é agora tempo de "saltar" para os locais de trabalho, esclarecer, ouvir,organizar.
No próximo dia 2 de Novembro a Direcção da USNA reúne em Portalegre, em sessão extraordinária, para aprovar o Plano Geral de Mobilização da Greve Geral e definir locais de concentração no próprio dia da Greve.
Entretanto os sindicatos dos trabalhadores da Função Pública: Função Pública do Sul e Açores, Administração Local, Professores, Enfermeiros estão já em contacto com os trabalhadores nos diversos serviços a prepararem a Mega Manifestação marcada para dia 12 em Lisboa.
Uma manifestação ao sábado, que permitirá levar os trabalhadores, as suas famílias, outros sectores da população também elas sob o fogo criminosos do governo e do capital.
A partir de dia 5 vamos por a Greve nas ruas do Norte Alentejano. Os carros de som, os cartazes e as faixas irão recordar a todos e a todas a necessidade absoluta de travar as forças do passado e as suas políticas. Irão mostrar que há alternativa. Aluta até que seja necessário mas, para já, a Mega Manifestação da Função Pública e a GREVE GERAL!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

SEMANA DE LUTA DE 20 A 27 DE OUTUBRO

Tribuna Pública e desfile em Portalegre

Hoje, em Portalegre foi encerrada a semana de Luta da CGTP-In com diferentes e significativas acções de protesto e de luta que "inundaram" a cidade.

De manhã centenas de avisenses concentraram-se frente à ULSNA para exigirem o direito à saúde para toda a população e contestando o encerramento das extenções do Centro de Saúde e a redução dos horários e dos serviços do próprio Centro.

À tarde, numa concentração/manifestação que uniu a rua do Comércio (agora cada vez mais de portas encerradas) ao Centro de Emprego unico local do distrito onde os "utentes" continuam em crescendo.

No início da acção (na rua do Comércio) o coordenador da USNA proferiu a intervenção que se segue:

Camaradas,
      Estamos hoje, em Portalegre, a encerrar uma semana de Luta contra a destruição dos Direitos Laborais e Sociais, contra o empobrecimento e as injustiças. Uma semana que também para os norte alentejanos foi intensamente participada:
     Logo no dia 20 enquanto, em conferência de imprensa dávamos conta das razões da iniciativa e denunciávamos a situação que a USLNA se preparava para nos impor: encerramento de 13 extensões de Centros de Saúde, a fusão de oito centros de saúde e a diminuição dos horários de atendimento em praticamente todos os centros de Saúde do Distrito, os trabalhadores dos transportes, incluindo uma delegação de norte-alentejanos, manifestava-se em Lisboa contra o desmantelamento do serviço público de transportes.
     A 21, igualmente em Lisboa, e também com uma grande participação de trabalhadores e trabalhadoras do distrito, a Função Pública reunia em Lisboa muitos milhares de trabalhadores num plenário nacional e desfilava do rossio ao Ministério das Finanças para transmitirem de viva voz o que pensamos da troika, do governo, do ministro das finanças e das suas políticas.
     A 22 foram os trabalhadores das pousadas do Grupo Pestana a movimentarem-se e entre eles os trabalhadores da Pousada de Stª Luzia em Elvas.
     A 24, em Elvas numa tribuna pública contra a destruição de serviços e apoios sociais no concelho de Elvas, denunciávamos o desmantelamento do serviço de transporte ferroviário ao distrito, com o desmantelamento da Linha do Leste a partir de Abrantes e do Ramal de Cáceres com o fim do transporte ferroviário de passageiros.
     A 25 foram os trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços a definirem a sua adesão à luta e a recusarem a possibilidade de trabalharem ainda mais horas sem receber.
     Hoje, neste dia que encerra a semana de luta, decorreu durante toda a manhã uma enorme manifestação das populações de Avis exigindo o direito à saúde, contra o encerramento de extensões em 4 das suas freguesias e o encerramento de serviços do Centro de Saúde concelhio e tiveram igualmente lugar Plenários Distritais dos Trabalhadores da Administração Local e dos Trabalhadores da Função Pública estando previsto para o final da tarde o Plenário distrital de Professores.
      Esta é uma boa maneira de encerrarmos esta intensa semana. Fazemo-lo não como final de coisa nenhuma mas como o início da preparação de nova e importante jornada de luta já convocada: a Greve Geral de 24 de Novembro.
 Camaradas
      São muitas as razões que nos impõem o caminho da luta.
      O que este governo já fez em cento e poucos dias é obra!
      Foram cento e poucos dias de roubo organizado aos mais pobres para entregar aos mais ricos!
  • Cortes e congelamentos dos salários e pensões de reforma;
  • Roubo no subsídio de Natal;
  • Aumento dos impostos para quem trabalha, ao mesmo tempo que prolifera a fraude e a evasão fiscal;
  • Aumento brutal do custo de vida através dos aumentos de bens e serviços essenciais como os transportes públicos, a electricidade e o gás e, através dos aumentos de escalão do IVA, os bens alimentares.
  • Cortes nas prestações e apoios sociais;
  • Cortes nos serviços públicos e nas funções sociais do estado, nomeadamente na saúde e na educação.
     No domínio da legislação laboral o governo dos capatazes do capital quer fragilizar ou eliminar direitos fundamentais dos trabalhadores.
     A revisão da legislação laboral não tem nada a ver com a redução do défice ou da dívida pública. Serve apenas para aumentar ainda mais os lucros de uns poucos à custa da exploração de quem trabalha.
     Para o nosso distrito acrescentou ainda umas quantas malfeitorias:
a)      A anulação ou o adiamento de todos os projectos de investimento público anunciados, casos do TGV, da Plataforma Logística do Suduesto Ibérico, das infra-estruturas rodoviárias, da “tal prisão” em Elvas ou da Escola de Formação da GNR aqui em Portalegre.
b)      O brutal ataque ao poder local democrático levando às freguesias e às sua juntas a mesma receita que vinham aplicando às escolas e agora às extensões dos centros de saúde – o encerramento e aos municípios do distrito a tentativa de lhes retirar meios financeiros e trabalhadores.
c)      O encerramento de 14 extensões de centros de saúde e a fusão de 8 centros de Saúde.
d)     A redução de horários e de valências quer dos Centros de saúde quer dos Hospitais Distritais.
 É como já muitos reconheceram a tentativa de assalto final ao 25 de Abril.
      Os trabalhadores não podem assistir em silêncio a esta operação de acerto de contas com a democracia e os direitos que com ela foram alcançados.
      Porque não o aceitamos e entendemos que é hora de agir a CGTP-IN convocou já uma Greve Geral para o dia 24 de Novembro e exortou todos os trabalhadores e todos os sindicatos a cumpri-la.
      Também aqui não deixaremos de cumpri-la.
      A União dos Sindicatos do Norte Alentejano e os sindicatos do distrito aderiram à greve geral e estão empenhados na sua preparação, promovendo ou intensificando a informação e o esclarecimento em cada local de trabalho.
      Vamos para a Greve Geral porque estamos em luta para defender a Democracia e porque rejeitamos:
·         O despedimento sem justa causa;
·         A redução drástica da antiguidade e do valor das indemnizações por despedimento;
·         A diminuição para 18 meses do subsídio de desemprego e a redução do mesmo a partir do 6º mês;
·         O roubo do valor do trabalho extraordinário;
·         O aumento do horário diário e semanal de trabalho;
·         A fragilização ou destruição dos direitos de contratação colectiva;
·         A generalização da precariedade

Vamos para a greve geral porque existem alternativas à destruição dos direitos da democracia e do país.
Vamos á Luta contra as injustiças.
Pelos direitos
Pelo emprego e respeito pelos trabalhadores!