sábado, 30 de outubro de 2010

História de um Compromisso, com Espanha e com a liberdade!



Milhares de pessoas quiseram despedir-se de Marcelino Camacho e apresentar condolências à família, à direcção de CC.OO e do PCE.
O corpo do dirigente histórico encontrava-se em câmara ardente na sede de CC.OO de Madrid e por lá passaram inúmeras personalidades da vida espanhola, entre os quais o actual secretário geral de Comisiones - Ignácio Toxo, o Principe herdeiro - D. Filipe e o Primeiro Ministro-Rodriguez Sapataro.
A União dos Sindicatos do Norte Alentejano rende igualmente a sua homenagem ao sindicalista e comunista Marcelino Camacho e já apresentou condolências ao Secretário Geral das CC.OO da Extremadura.

Observatório Social



Reuniram no passado dia 27 de Outubro no Governo Civil, a convite do Governador, um conjunto de entidades do Distrito, interesseadas em debater a situação económica e social que nos atinge.
Na reunião, presidida pelo Sr. Governador Civil, participaram o Vice- Presidente da CIMAA - Comunidade Intermunicipal dos Municípios do Alto Alentejo; o Presidente da Autoridade do Turismo do Alentejo; o Sub Director Regional da Economia; A Directora e um Vice-Director do IEFP - Alentejo; o Presidente da Associação de Agricultores do Distrito de Portalegre; o Presidente da Associação Comercial de Portalegre; a Delegada Regional da Autoridade para as Condições de Trabalho; o Presidente da Caritas Diocesana; Um representante do Director Regional da Segurança Social; os Presidente e Vice-Presidente do Instituto Politécnico de Portalegre; o Presidente da UGT - Portalegre; o Coordenador da USNA/cgtp-in e o Presidente do Nerpor.
Foi decidida a constituição do Observatório Económico e Social do Distrito de Portalegre, definidos os seus objectivos e decidida a sua composição e funcionamento.
A USNA/cgtp-in que desde há muito vem reclamando a constituição de um Fórum com competência e vontade para exigir que o Norte Alentejano não continue a ser marginalizado, saudou a realização da reunião e assumiu o compromisso de nele participar de forma muito empenhada.

Nós subscrevemos!


SAHARA OCIDENTAL
SITUAÇÃO NOS TERRITÓRIOS OCUPADOS

A morte no passado dia 24 de um adolescente e ferimentos em vários cidadãos Saharauis, no acampamento Gdeim Izi, em El AAiún, nos Territórios Ocupados da República Árabe Saharaui Democrática (RASD), vem pôr na ordem do dia e com carácter de urgência a resolução da autodeterminação do povo saharaui.

A deslocação de dezenas de milhar de saharauis para o acampamento Gdeim Izi, com total falta de condições, foi decidida como forma de protesto pela brutal repressão e discriminação exercida pelo Reino de Marrocos sobre a população saharui que vive nos territórios ilegal e violentamente ocupados há 35 anos.

As organizações signatárias consideram que a repressão, os assassinatos, os raptos e as torturas, são a expressão do colonialismo exercido por Marrocos com o fim de explorar os riquíssimos recursos daqueles territórios.

Consideram, assim, que é condição para acabar com este estado de terror e opressão, o fim da ocupação dos territórios que por direito próprio, pertencem ao Povo Saharaui e à RASD.

As nossas organizações condenam firmemente os mais recentes acontecimentos, designadamente o cerco militar marroquino ao acampamento de protesto.

Apelam às organizações sociais e cívicas e a todas e todos os que amam a Paz e defendem o Direito Internacional, para que divulguem e defendam activamente o legítimo Direito do Povo Saharaui a escolher livremente o seu destino.

Os signatários apelam aos diversos órgãos de soberania portugueses e particularmente ao Governo para que, nas diversas instâncias internacionais em que têm assento intervenham activa e firmemente em apoio ao cumprimento imediato das Resoluções das Nações Unidas quanto á concretização do Referendo, no qual o povo Saharaui exerça livremente o seu direito à autodeterminação.

As organizações subscritoras reafirmam a sua total e inequívoca solidariedade e o seu activo empenhamento na defesa dos inalienáveis direitos do Povo Saharaui.

Lisboa, 28/10/2010

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

PACTO PARA O EMPREGO CHEGOU AO FIM



Na última reunião realizada no dia 14 de Outubro, em sede da CPCS, concluiu-se terminar com a discussão sobre o Pacto para o Emprego.
Esta é uma decisão que só peca por tardia. Tal como a CGTP-IN referiu desde o início, num cenário macro-económico marcado pela contracção da economia, a quebra do emprego, o aumento do desemprego, a redução da protecção social e o aumento das desigualdades e da pobreza, nada de positivo poderia resultar daqui para os trabalhadores e trabalhadoras.
Por isso denunciamos os objectivos do Governo, assentes numa ofensiva generalizada contra os direitos de quem trabalha e as propostas patronais visando o aprofundamento da flexibilização da legislação laboral. E apresentámos um conjunto de propostas, demonstrando que não estamos perante uma inevitabilidade e que existem alternativas para responder aos problemas estruturais do país e às necessidades e anseios dos trabalhadores e dos seus agregados familiares.
Neste período, marcado por uma postura tacticista do patronato, sempre ávido em “sacar” mais dinheiro à custa do erário público, e de uma UGT a fazer de “pivot” entre aqueles e o Governo, denunciámos a falta de transparência do processo e o simulacro de negociação, traduzido na recusa de apresentação de propostas concretas, por parte dos representantes dos vários Ministérios envolvidos.
Perante o PEC 3 e o reconhecimento da Ministra do Trabalho “de que pouco ou nada tinha para oferecer”, o denominado Pacto morreu às mãos de quem o tinha anunciado e concebido.

sábado, 16 de outubro de 2010

É absolutamente necessário travar estas políticas.



A Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical decidiu no ano em que comemora o seu 40º aniversário “propor aos trabalhadores e trabalhadoras do nosso país, a realização, a 24 de Novembro, de uma Greve Geral”.
A direcção não tem dúvidas da necessidade, das condições, e da possibilidade de realização desta grande greve, mas quer fazê-la de forma participada, com todos!, “com um sentido de responsabilidade e respeito recíproco, propomos uma forte unidade de acção a todas as organizações sindicais que demonstrem preocupação com os problemas que os trabalhadores e o país se deparam e manifestem disponibilidade para lhes dar combate em acções sectoriais, bem como nesta greve geral, afirmando-se caminhos alternativos e caminhos justos para a sociedade portuguesa”.
No Norte Alentejano a Greve Geral já começou a ser preparada. Em cada local de trabalho é agora a hora de discutir a forma de lhe dar corpo.
Viva a Greve Geral