quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Solidariedade com os Mineiros de Aljustrel!



A foto acima regista o momento (apenas alguns meses atrás) em que o Primeiro Ministro informava o mundo dos êxitos da sua governação na atracção do investimento estrangeiro que garantia a reabertura das minas em Aljustrel.

Seis meses depois a mina anuncia o seu encerramento e o governo, tão rápido a colher os louros quando da reabertura ou a salvar os banqueiros da falência, Sócrates teima em anunciar respostas ao encerramento anunciado.

A União dos Sindicatos do Norte Alentejano, manifesta a sua total solidariedade com os trabalhadores do Sector Mineiro, nas Pirites Alentejanas em Aljustrel e a sua luta em defesa dos postos de trabalho de várias centenas de trabalhadores e da economia da região.

A USNA/cgtp-in exige que o governo PS/Sócrates assuma as suas responsabilidades exigindo o cumprimento integral dos acordos existentes com a actual empresa, garanta a continuidade da exploração mineira e salvaguarde os postos de trabalho, impedindo as pressões que estão a ser exercidas sobre os trabalhadores com vista a rescindirem acordos de trabalho e identifique as várias situações recibos verdes ilegais a que os trabalhadores foram submetidos.

O Governo PS/Sócrates, que criou grandes expectativas em torno da reabertura da Mina, deve agora vir esclarecer qual o futuro do empreendimento, mas com verdade e sem demagogia.

A USNA/cgtp-in apoia a decisão dos mineiros de se manifestarem dia 25 de Novembro (próxima terça-feira), junto à residência do Primeiro Ministro e não só estará presente com uma delegação como apela a todos os norte alentejanos que se solidarizem com os trabalhadores mineiros e contra o encerramento das Pirites Alentejanas, exigindo respostas do 1.º Ministro José Sócrates.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Efeitos da estagnação económica começam já a sentir-se


DESEMPREGO AUMENTA NO 3º TRIMESTRE DE 2008
O desemprego acelerou face ao trimestre anterior em consequência da deterioração da actividade económica, o que não acontecia desde o início de 2007. Ainda que haja uma quebra em termos homólogos, o aumento de 5,8% do número de desempregados e de 0,4 pontos percentuais da taxa de desemprego face ao trimestre anterior é preocupante uma vez que as perspectivas económicas são de agravamento da situação.

O número oficial de desempregados é agora de 433,7 mil indivíduos e a taxa de desemprego oficial de 7,7%. As mulheres e os jovens são os mais afectados com taxas de desemprego de 9,1% e 17,1%, respectivamente.

Por outro lado, a taxa de desemprego dos diplomados com o ensino superior (de 8,2% no global e de 10,1% no caso das mulheres) é superior quer à que se observa entre os que têm no máximo o ensino básico, quer entre os que completaram o ensino secundário (7,6% nos dois casos).
Estes dados confirmam mais uma vez o erro na manutenção do modelo de crescimento assente no trabalho precário, na maioria dos casos pouco qualificado, mas na generalidade mal remunerado.

O Governo do PS/Sócrates em vez de tomar medidas para substituir o modelo de crescimento, opta por ceder aos interesses do grande patronato com vista ao seu aprofundamento, nomeadamente através da revisão inaceitável do Código do Trabalho.

O aumento do desemprego está já a ter reflexos na diminuição da população activa e da taxa de actividade, quer em termos homólogos (menos 15,2 mil indivíduos), quer trimestrais (menos 8,5 mil), à medida que as perspectivas de encontrar emprego diminuem. Isto significa que a taxa de desemprego oficial seria superior se estas pessoas continuassem à procura de emprego, bem como se fossem contabilizados como desempregados, milhares de indivíduos que estão a participar em programas de emprego e formação por não encontrarem trabalho.

O emprego diminuiu 0,6% (menos 32,3 milhares) em apenas um trimestre e 0,1% (4,5 milhares) se se comparar com o mesmo trimestre de 2007.

O sector da indústria, construção, energia e água perdeu 74,6 mil postos de trabalho em apenas um ano, tendo 75% das perdas ocorrido na indústria transformadora.

Na evolução trimestral o sector da indústria, construção, energia e água perdeu 19 mil empregos, registando-se também uma quebra de quase 15 mil empregos nos serviços, sector onde habitualmente se registam aumentos de emprego.

Por seu turno, a precariedade atinge 901 mil trabalhadores (cerca de 23% do total), na sua maioria jovens.

Três anos e meio depois da entrada em funções do Governo do PS, as estatísticas não enganam:

- A taxa de desemprego subiu dos 7,5% para os 7,7%, tendo Portugal passado do 14º lugar do ranking do desemprego da UE para o 6º lugar.

- A precariedade que afectava 720 mil trabalhadores no 1º trimestre de 2005 (19% do total) atinge neste momento mais de 900 mil (23% do total).

Neste contexto, a União dos Sindicatos do Norte Alentejano reafirma a necessidade da alteração desta política por outra que promova o crescimento e o emprego estável e seguro, invista na dinamização do sector produtivo, suspenda o processo de revisão do Código do Trabalho e assegure a melhoria da protecção social, nomeadamente para os desempregados, através da atribuição de um valor mínimo do subsídio de desemprego não inferior ao salário mínimo nacional líquido, bem como o prolongamento do subsídio social de desemprego.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Contra a Precariedade. A hora é de Luta!




Dia 20 de Novembro a Luta contra a Precariedade marca presença no Norte Alentejano.
A InterJovem tem em curso uma campanha contra a precariedade e trá-la-á até nós nos próximo dia 20-

Em Sousel, junto ao Matadouro Regional e em Portalegre junto à Hutchinson e ao Hospital Dr. José Maria Grande, dirigentes e activistas sindicais, jovens e menos jovens, reafirmarão as exigências de trabalho digno e com direitos e a passagem a efectivos de todos os trabalhadores que exercem actividade em posto de trabalho fixo e em particular os inúmeros jovens obrigados à instabilidade permanente.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

A Administração Pública em Luta



No próximo dia 21 a Administração Pública dará, de novo, expressão pública à sua luta.

As ruas de Lisboa vão ser testemunhas do descontentamento e das exigências dos trabalhadores:
Por aumentos reais dos salários
Pela valorização das carreiras
Pelo vínculo de nomeação para todos os trabalhadores da administração pública
Contra a precariedade e os despedimentos
Pelo respeito pelos trabalhadores e pela dignidade do seu trabalho

Às 14,30 no Marquês de Pombal, com desfile para S. Bento.
Porque temos muitas razões para lutar, LÁ NOS ENCONTRAREMOS!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Professores do Norte Alentejano não baixam os braços!


A contestação ao modelo de avaliação do ME está imparável.

No distrito de Portalegre mais de 90% dos professores do agrupamento de Sousel já assinaram e entregaram a moção exigindo o fim DESTA avaliação.

Também em Avis,a adesão foi enorme.Só um professor não assinou (por não se ter conseguido contactar).

Mas há mais moções a exigir a suspensão deste modelo de avaliação a circular e que já foram assinadas pela maioria dos professores: Escola Secundária Mouzinho da Silveira, EB 2,3 José Régio (Agrupamento nº1 de Portalegre). Há outras escolas do distrito a fazer abaixo-assinados (Nisa, Castelo de Vide, Cristóvão Falcão...).

Como se constata, também no Norte Alentejano, A LUTA CONTINUA!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

O Código não é um caso encerrado!



Na passada sexta-feira foi votada e aprovada com os votos favoráveis do Grupo Parlamentar do PS a proposta de revisão do Código do Trabalho.
Ao contrário do que havia sido prometido em 2003 o Governo e o Grupo Parlamentar do PS não só não revogaram os aspectos gravosos do Código do Trabalho PSD/CDS, como os agravaram ainda mais em desfavor dos trabalhadores.
A Proposta de revisão agora votada não resolve os problemas da competitividade e da produtividade, é perniciosa face ao actual quadro económico e politico existentes no país, constitui um retrocesso social e traduz-se numa cedência escandalosa ao grande capital.
Esta situação confirma que o Governo persiste em desenvolver uma política caracterizada por dois pesos e duas medidas, mediante a atribuição de elevados apoios financeiros e benefícios fiscais ao grande patronato e de retirada de direitos e imposição de mais sacrifícios aos trabalhadores.
A USNA/cgtp-in alerta os trabalhadores que, apesar de aprovada, a Proposta de diploma não está em vigor.
Esta Proposta contém diversos conteúdos que estão feridos de inconstitucionalidade, designadamente os que põem em causa os princípios da segurança no emprego e da proibição do despedimento sem justa causa, da liberdade sindical, do direito de contratação colectiva, do principio da conciliação da actividade profissional com a vida familiar e do direito a um salário justo.
Exige-se, por isso, que os órgãos competentes, particularmente o Presidente da Republica, submetam a proposta de diploma em causa a fiscalização preventiva da sua constitucionalidade.
Por estas razões o processo de revisão não está nem deve ser encerrado.
Os tempos que se seguem implicam a continuação e a intensificação do protesto e da luta dos trabalhadores e da população contra os conteúdos desta revisão do Código do Trabalho, pela defesa dos direitos consignados na contratação colectiva, pelo emprego com direitos contra o desemprego e a precariedade e pelo aumento real dos salários.
Foi a resistência e a luta que impediu a concretização de medidas legislativas destruidoras de conquistas obtidas por muitas gerações de trabalhadores.
Será a luta a partir dos locais de trabalho que, mais uma vez, determinará a manutenção e a conquista de novos direitos.
Não nos rendemos, vamos à luta.

domingo, 9 de novembro de 2008

Não há descontentamento???????



Fotos: Sol

De novo na rua os professores reafirmaram a necessidades de mudar de politicas e, se tal for necessário à mudança,... de ministra.

Os mais de 120 mil professores que inundaram Lisboa, oriundos de todas as regiões do país, gritaram bem alto que querem ser professores e não vão baixar os braços face às políticas e à Ministra que estão apostadas em não lho permitirem.

O Norte Alentejano contribuiu com uma delegação muito significativa (mais um autocarro que na de Março) e representativa do enorme descontentamento existente e, também aqui a luta dos professores e educadores não vai parar.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

PIDDAC-OE 2009 - Mostra como o governo nos quer bem.

     A proposta de PIDDAC para 2009 é o exemplo perfeito quer da forma como o governo de Sócrates "respeita" o Norte Alentejano, quer da incapacidade (por incompetência ou desleixo)dos deputados eleitos pelo distrito de Portalegre.     Pela primeira vez oito dos quinze concelhos não têm um único euro cabimentado no PIDDAC e no total do distrito as perdas, em relação ao ano passado, atingem os 36,43%. Se dúvidas restassem sobre a validade das promessas eleitorais de Sócrates e dos seus boys na região a crueza dos números espelhados na proposta de PIDDAC aí estão para confirmar o desinteresse do PS pelo interior e particularmente pelo distrito onde, regularmente arrecada as mais significativas maiorias em cada acto eleitoral.
Portalegre continua a ser a única capital de distrito que não é servida por auto-estrada e, a se-lo, se-lo-á com um traçado que não corresponde`quer aos anseios quer às necessidades dos portalegrenses. Continua a ver adiada a construção da Barragem do Pisão, por diversas vezes anunciada mas nunca concretizada, continua a (não)ser servida por uma rede ferroviária com um minimo de condições, continua a ver os seus hemodialisados a percorrerem centenas de quilómetros para serem ajudados, e espera (e desespera) que um dia este território possa ter acesso às infra-estuturas e aos investimentos capazes de atrairem empregos e manterem a sua juventude.
Quando no aproximamos rapidamente de 2009 - o ano de todas as eleições - é bom que tenhamos presente quer o OE de 2009 quer as politicas que nos têm imposto a pobreza e as desigualdades que nos têm marcado e, a necessidade de procurarmos novos rumos e novos timoneiros.