segunda-feira, 31 de outubro de 2011

A Greve Geral está em Marcha!


Encerrada a semana de luta com duas grande acções em Portalegre: a concentração da população de Avis frente à ULSNA e a manifestação da União, da Rua do Comércio ao Centro de Emprego é agora tempo de "saltar" para os locais de trabalho, esclarecer, ouvir,organizar.
No próximo dia 2 de Novembro a Direcção da USNA reúne em Portalegre, em sessão extraordinária, para aprovar o Plano Geral de Mobilização da Greve Geral e definir locais de concentração no próprio dia da Greve.
Entretanto os sindicatos dos trabalhadores da Função Pública: Função Pública do Sul e Açores, Administração Local, Professores, Enfermeiros estão já em contacto com os trabalhadores nos diversos serviços a prepararem a Mega Manifestação marcada para dia 12 em Lisboa.
Uma manifestação ao sábado, que permitirá levar os trabalhadores, as suas famílias, outros sectores da população também elas sob o fogo criminosos do governo e do capital.
A partir de dia 5 vamos por a Greve nas ruas do Norte Alentejano. Os carros de som, os cartazes e as faixas irão recordar a todos e a todas a necessidade absoluta de travar as forças do passado e as suas políticas. Irão mostrar que há alternativa. Aluta até que seja necessário mas, para já, a Mega Manifestação da Função Pública e a GREVE GERAL!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

SEMANA DE LUTA DE 20 A 27 DE OUTUBRO

Tribuna Pública e desfile em Portalegre

Hoje, em Portalegre foi encerrada a semana de Luta da CGTP-In com diferentes e significativas acções de protesto e de luta que "inundaram" a cidade.

De manhã centenas de avisenses concentraram-se frente à ULSNA para exigirem o direito à saúde para toda a população e contestando o encerramento das extenções do Centro de Saúde e a redução dos horários e dos serviços do próprio Centro.

À tarde, numa concentração/manifestação que uniu a rua do Comércio (agora cada vez mais de portas encerradas) ao Centro de Emprego unico local do distrito onde os "utentes" continuam em crescendo.

No início da acção (na rua do Comércio) o coordenador da USNA proferiu a intervenção que se segue:

Camaradas,
      Estamos hoje, em Portalegre, a encerrar uma semana de Luta contra a destruição dos Direitos Laborais e Sociais, contra o empobrecimento e as injustiças. Uma semana que também para os norte alentejanos foi intensamente participada:
     Logo no dia 20 enquanto, em conferência de imprensa dávamos conta das razões da iniciativa e denunciávamos a situação que a USLNA se preparava para nos impor: encerramento de 13 extensões de Centros de Saúde, a fusão de oito centros de saúde e a diminuição dos horários de atendimento em praticamente todos os centros de Saúde do Distrito, os trabalhadores dos transportes, incluindo uma delegação de norte-alentejanos, manifestava-se em Lisboa contra o desmantelamento do serviço público de transportes.
     A 21, igualmente em Lisboa, e também com uma grande participação de trabalhadores e trabalhadoras do distrito, a Função Pública reunia em Lisboa muitos milhares de trabalhadores num plenário nacional e desfilava do rossio ao Ministério das Finanças para transmitirem de viva voz o que pensamos da troika, do governo, do ministro das finanças e das suas políticas.
     A 22 foram os trabalhadores das pousadas do Grupo Pestana a movimentarem-se e entre eles os trabalhadores da Pousada de Stª Luzia em Elvas.
     A 24, em Elvas numa tribuna pública contra a destruição de serviços e apoios sociais no concelho de Elvas, denunciávamos o desmantelamento do serviço de transporte ferroviário ao distrito, com o desmantelamento da Linha do Leste a partir de Abrantes e do Ramal de Cáceres com o fim do transporte ferroviário de passageiros.
     A 25 foram os trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços a definirem a sua adesão à luta e a recusarem a possibilidade de trabalharem ainda mais horas sem receber.
     Hoje, neste dia que encerra a semana de luta, decorreu durante toda a manhã uma enorme manifestação das populações de Avis exigindo o direito à saúde, contra o encerramento de extensões em 4 das suas freguesias e o encerramento de serviços do Centro de Saúde concelhio e tiveram igualmente lugar Plenários Distritais dos Trabalhadores da Administração Local e dos Trabalhadores da Função Pública estando previsto para o final da tarde o Plenário distrital de Professores.
      Esta é uma boa maneira de encerrarmos esta intensa semana. Fazemo-lo não como final de coisa nenhuma mas como o início da preparação de nova e importante jornada de luta já convocada: a Greve Geral de 24 de Novembro.
 Camaradas
      São muitas as razões que nos impõem o caminho da luta.
      O que este governo já fez em cento e poucos dias é obra!
      Foram cento e poucos dias de roubo organizado aos mais pobres para entregar aos mais ricos!
  • Cortes e congelamentos dos salários e pensões de reforma;
  • Roubo no subsídio de Natal;
  • Aumento dos impostos para quem trabalha, ao mesmo tempo que prolifera a fraude e a evasão fiscal;
  • Aumento brutal do custo de vida através dos aumentos de bens e serviços essenciais como os transportes públicos, a electricidade e o gás e, através dos aumentos de escalão do IVA, os bens alimentares.
  • Cortes nas prestações e apoios sociais;
  • Cortes nos serviços públicos e nas funções sociais do estado, nomeadamente na saúde e na educação.
     No domínio da legislação laboral o governo dos capatazes do capital quer fragilizar ou eliminar direitos fundamentais dos trabalhadores.
     A revisão da legislação laboral não tem nada a ver com a redução do défice ou da dívida pública. Serve apenas para aumentar ainda mais os lucros de uns poucos à custa da exploração de quem trabalha.
     Para o nosso distrito acrescentou ainda umas quantas malfeitorias:
a)      A anulação ou o adiamento de todos os projectos de investimento público anunciados, casos do TGV, da Plataforma Logística do Suduesto Ibérico, das infra-estruturas rodoviárias, da “tal prisão” em Elvas ou da Escola de Formação da GNR aqui em Portalegre.
b)      O brutal ataque ao poder local democrático levando às freguesias e às sua juntas a mesma receita que vinham aplicando às escolas e agora às extensões dos centros de saúde – o encerramento e aos municípios do distrito a tentativa de lhes retirar meios financeiros e trabalhadores.
c)      O encerramento de 14 extensões de centros de saúde e a fusão de 8 centros de Saúde.
d)     A redução de horários e de valências quer dos Centros de saúde quer dos Hospitais Distritais.
 É como já muitos reconheceram a tentativa de assalto final ao 25 de Abril.
      Os trabalhadores não podem assistir em silêncio a esta operação de acerto de contas com a democracia e os direitos que com ela foram alcançados.
      Porque não o aceitamos e entendemos que é hora de agir a CGTP-IN convocou já uma Greve Geral para o dia 24 de Novembro e exortou todos os trabalhadores e todos os sindicatos a cumpri-la.
      Também aqui não deixaremos de cumpri-la.
      A União dos Sindicatos do Norte Alentejano e os sindicatos do distrito aderiram à greve geral e estão empenhados na sua preparação, promovendo ou intensificando a informação e o esclarecimento em cada local de trabalho.
      Vamos para a Greve Geral porque estamos em luta para defender a Democracia e porque rejeitamos:
·         O despedimento sem justa causa;
·         A redução drástica da antiguidade e do valor das indemnizações por despedimento;
·         A diminuição para 18 meses do subsídio de desemprego e a redução do mesmo a partir do 6º mês;
·         O roubo do valor do trabalho extraordinário;
·         O aumento do horário diário e semanal de trabalho;
·         A fragilização ou destruição dos direitos de contratação colectiva;
·         A generalização da precariedade

Vamos para a greve geral porque existem alternativas à destruição dos direitos da democracia e do país.
Vamos á Luta contra as injustiças.
Pelos direitos
Pelo emprego e respeito pelos trabalhadores!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Tribuna Pública em Elvas - Porque ninguem pode finjir que não sabe

(Foto da Ràdio Elvas)
Decorreu hoje em Elvas a Tribuna Pública definida no âmbito da Semana convocada pela CGTP-IN.
No  Largo da Misericórdia dirigentes e activistas da USNA/cgtp-in contactaram a popução dando-lhes a conhecer as principais preocupações e reivindicações dos trabalhadores.
Perante a população foram denunciadas as políticas que querem desmantelar as condições de vida e de trabalho da população elvense: o desmantelar do SNS encerrando extensões e juntando Centros de Saúde e retirando valências ao Hospital Distrital de Santa Luzia; desmantelamento do camainho de ferro de Abrantes a Elvas, acabando com o Sud express, passando o comboio Lusitânia para a fronteira de Vilar formoso;   dúvida crescente sobre a construção da Plataforma logística e outros investimentos.
Os dirigentes sindicais reafirmaram as propostas do Movimento Sindical e a necessidade do envolvimento dos trabalhadores e de toda a população para travar esta política e impor soluções de futuro.

domingo, 2 de outubro de 2011

Mudar de política para um Portugal com futuro


Resolução

As Grandes Manifestações da CGTP-IN, em Lisboa e no Porto, representam uma vibrante resposta dos trabalhadores, das trabalhadoras e do povo à política desastrosa que estamos a viver.

A extraordinária participação e a força imensa que hoje aqui esteve presente, exprimem o sentimento comum de que não nos resignamos perante as políticas ruinosas que significam o empobrecimento da população, o ataque aos direitos laborais e sociais, o aumento das injustiças e das desigualdades, a destruição do tecido produtivo e a alienação da soberania do país.

 Mas exprimem, também, o compromisso com a defesa dos valores e direitos conquistados com a Revolução de Abril, bem como uma enorme vontade e determinação em prosseguir e intensificar a luta por uma alternativa politica para um Portugal Desenvolvido, Solidário e Soberano.

 Os trabalhadores e o povo rejeitam a política de subserviência que tem sido seguida pelo Governo do PSD-CDS face às autoridades europeias e ao FMI, pois assenta exclusivamente em planos de austeridade, cujas consequências dramáticas atingem a generalidade da população, enquanto os grandes accionistas continuam a acumular lucros à custa da exploração de quem trabalha. É uma política que provoca a recessão, que não se destina a ajudar o país, mas simplesmente a alimentar os interesses dos credores da dívida pública portuguesa.

 O programa do Governo da direita constitui uma autêntica declaração de guerra aos trabalhadores, aos jovens, aos desempregados e aos pensionistas. É um programa todo ele dirigido contra os serviços públicos e as funções sociais do Estado na Saúde, na Educação e na Segurança Social, que acentua o caminho neoliberal traçado pelas grandes potências da União Europeia, em benefício do capital e da especulação financeira.

 O balanço dos 100 dias de governação traduz-se numa ofensiva sem precedentes contra os direitos dos trabalhadores, no roubo do subsídio de Natal, no aumento e desregulação dos horários de trabalho, no boicote à contratação colectiva. São 100 dias marcados pelo constante e generalizado aumento dos preços, incluindo bens essenciais como os transportes, os medicamentos, produtos alimentares e a energia.

 Neste período, o governo do PSD-CDS deu mais uma machadada nos interesses estratégicos do país, ao ter abdicado das acções privilegiadas nas mais importantes empresas públicas, para além de pretender vender ao desbarato as empresas nacionais que ainda estão no controlo do Estado, assim como privatizar bens públicos essenciais à vida, como a água. Nestes três meses, o governo tomou ainda outras medidas gravosas, expressas no aumento dos custos com a saúde; no ataque ao Poder Local Democrático e aos serviços que prestam às populações; na diminuição da segurança social, com redução nos beneficiários de prestações sociais, como o abono de família, acompanhada da aplicação de políticas de natureza caritativa, em prejuízo de direitos essenciais.

 Como está claramente demonstrado, a política económica que está a ser seguida é orientada para os interesses dos credores estrangeiros e contra os interesses nacionais. O seu resultado imediato é o aprofundamento da recessão económica, o qual constitui pretexto para novos programas de austeridade. O seu resultado a prazo é a alienação, a favor do capital privado estrangeiro, de centros de decisão que são fundamentais para impulsionar o desenvolvimento do país. Esta política, ao gerar mais recessão, não só não resolve qualquer problema como acaba por agravar a dívida. Esta é a mesma política que, tendo falhado na Grécia, está condenada ao fracasso em Portugal.

 Ao contrário do que o Governo de direita pretende fazer crer, as alterações à legislação laboral não têm nenhuma relação com a dívida ou com a redução do défice. O seu único objectivo visa atacar violentamente direitos nucleares dos trabalhadores, incluindo a proibição do despedimento sem justa causa, as compensações por motivo de despedimento, a protecção social no desemprego, o direito constitucional de contratação colectiva, a desregulamentação dos horários de trabalho e a generalização da precariedade, para reduzir salários, direitos e a protecção social, desequilibrando, ainda mais, a correlação de forças a favor do patronato.

 No dia em que a CGTP-IN celebra o seu 41º aniversário, os participantes na Manifestação da CGTP-IN realizada em Lisboa/Porto:

     Assumem o combate firme e determinado contra a política de desastre nacional, de austeridade e retrocesso social, de recessão, de desvalorização social do trabalho e de ataque ao Estado Social;

      Reafirmam o seu empenhamento combativo pela afirmação de uma política alternativa que defenda os interesses nacionais; promova o desenvolvimento, o crescimento e o emprego com direitos; valorize o trabalho e assegure o aumento dos salários e das pensões, enquanto factores que contribuem para a recuperação do país; promova e reforce os direitos sociais, os serviços públicos e o Estado Social;

      Exigem a reestruturação da dívida, dos prazos e dos juros e uma política de desenvolvimento e de reindustrialização do país, de solidariedade entre os povos europeus e o respeito pela soberania nacional.

 Por isso, aqui nos manifestamos e decidimos:


  1. Saudar todos os trabalhadores e trabalhadoras do Sector Privado, da Administração Pública e do Sector Empresarial do Estado, pela forma corajosa, firme e determinada como têm desenvolvido a luta nos seus locais de trabalho, pela defesa e dignificação dos seus direitos e a valorização do trabalho.
2.      Reforçar a unidade na acção de todos os trabalhadores, independentemente das suas opções políticas ou sindicais, a partir dos locais de trabalho, pela resolução dos problemas concretos, a melhoria das suas condições de vida e de trabalho e a convergência numa resposta contra a ofensiva desencadeada pela política do Governo PSD-CDS e as posições retrógradas do grande patronato;

3.      Apelar à participação activa dos jovens trabalhadores, dos desempregados, dos pensionistas e reformados, dos imigrantes, nesta luta que é de todos e para todos, pela resolução dos problemas do presente e a construção de um Portugal com futuro.

4.      Promover uma semana de luta, de 20 a 27 de Outubro, com uma forte dinâmica reivindicativa, assente na realização de um vasto conjunto de greves e paralisações nos locais de trabalho dos sectores público e privado, assim como acções com expressão de rua, numa luta que tem de ser cada vez mais geral

-          Contra a destruição dos direitos laborais e sociais;

-          Contra o empobrecimento e as injustiças;

-          Contra o programa de agressão aos trabalhadores, ao povo e ao país;

-          Pelo emprego, salários, pensões e direitos sociais.


Lisboa, 1.10.2011

Um cantar de Parabéns que honra a aniversariante e quem os cantou!


130 mil em Lisboa e 50 mil no Porto cantaram os parabéns à CGTP-Intersindical reafirmando-a como a grande Central dos Trabalhadores Porugueses e afirmando-lhe a sua vontade em preservar-lhe a sua matriz: central sindical unitária, democratica, independente, de massas e de classe!

Fizeram-no mostrando na rua a sua combatividade, a firme convicção que "é com a luta que lá vamos" e a sua disponibilidade para continuar e intensificar a luta.

A aniversariante e a sua direcção demonstraram estar à altura da responsabilidade que lhe é atribuída ao reafirmar que não deixarão roubar e muito menos "venderão" os direitos dos jovens e em particular dos jovens trabalhadores e ao exortá-los a tomarem nas suas mãos a direcção do movimento sindical dos partidos politicos, da vida económica, social e política do país.

Este desafio à juventude é muito mais que um desafio. É o reafirmar de compromissos de estimular o rejuvenescimento do movimento sindical e de contribuir para que a mudança geracional na governação do país aos mais diversos níveis.

É um desafio que tem que ser ouvido em todo o país e em todos os locais de decisão. Um desafio que tem que dar lugar à construção dos mecanismos e das vontades necessárias à sua operacionalização.

E porque esse caminho se constrói lutando, a Mega manifestação decidiu nova acção ainda em Outubro: uma semana de luta entre 20 e 27 de Outubro envolvendo todos os sectores de actividade e regiões e utilizando todos os meios a que podemos recorrer.

Porque estivemos em Lisboa e decidimos a Jornada, porque ela é fundamental também na nossa região, Vamos cumpri-la!