quinta-feira, 19 de março de 2009

Saudação aos trabalhadores




A manifestação nacional do passado dia 13 Março, pela dimensão, pelo empenho, generosidade e coragem afirmada pelos trabalhadores, e por responder a uma atitude solidária, a uma vontade e necessidade de mudar o rumo das políticas que vêm sendo executadas, e como aviso às práticas patronais oportunistas e atentatórias do direito ao trabalho, constitui um marco de excepcional importância nas lutas laborais e na acção geral da CGTP-IN, pelo desenvolvimento do país. Colectivamente desenvolvemos esperança e confiança na construção de um futuro melhor.
A Comissão Executiva da CGTP-IN saúda todos os trabalhadores e trabalhadoras que com grandes sacrifícios, nomeadamente financeiros, se manifestaram, e todos os que, não podendo participar, se identificam com os objectivos de mudar o rumo político, que tem de assentar na criação de mais emprego, de combate à precariedade, de melhores salários e respeito pelos direitos no trabalho.
Saudamos e enaltecemos o esforço abnegado dos activistas sindicais que aumentaram em muito a presença e o esclarecimento nos locais de trabalho, realizando milhares de plenários com uma elevada participação de trabalhadores.
Pode o Sr. Primeiro-ministro apresentar-se como vítima, mas isso não esconde a realidade da vida dos portugueses e do país que os manifestantes, de forma exemplar, colocaram em evidência nas avenidas de Lisboa!
Os trabalhadores, os sindicalistas e os sindicatos da CGTP-IN estão de parabéns!
Importa agora dar sequência a este trabalho, intensificando a acção reivindicativa nos locais de trabalho, pela defesa do emprego, a dinamização da contratação colectiva e a salvaguarda dos direitos nela consagrados, pelo aumento real dos salários em simultâneo com o reforço da organização sindical e o aumento da sindicalização.
Na generalidade das empresas e nos sectores e subsectores (privado e público) há que formular reivindicações concretas, que correspondam às situações que os trabalhadores estão a viver, com propostas de acção e luta pela sua concretização.
Com confiança vamos trabalhar para garantir uma forte participação dos jovens na Manifestação do dia 28 de Março. A juventude portuguesa está a ser maltratada. Não haverá saída da actual crise sem respostas novas e valorização do emprego, dos direitos laborais e sociais para os jovens.


Vamos fazer do 1º Maio, uma grande jornada de luta nacional pela afirmação dos direitos dos trabalhadores e da força dos sindicatos, contra a política de direita e as posições retrógradas do patronato, exigindo resposta às propostas sindicais e uma mudança de políticas de forma a dignificar e valorizar os trabalhadores e colocar o país no caminho do desenvolvimento e progresso social.
Lisboa, 16 de Março de 2009


A Comissão Executiva
do Conselho Nacional
Manuel Carvalho da Silva
Secretário-geral

domingo, 15 de março de 2009

Pobrezinho...do 1º Ministro




É preocupante que o primeiro-ministro e outros membros do Governo se sintam incomodados com as manifestações e assumam uma atitude provocatória, dizendo que tanto faz que os manifestantes sejam mil ou um milhão, pois isso não irá alterar nada», disse Carvalho da Silva à agência Lusa.
O sindicalista assegurou que a CGTP nunca se deixará instrumentalizar por ninguém e que «será sempre um espaço de organização e expressão da indignação dos trabalhadores».
O primeiro-ministro, José Sócrates, acusou sábado os sindicatos afectos à CGTP-IN de se deixarem instrumentalizar pelos interesses eleitorais do PCP e do Bloco de Esquerda e queixou-se de as manifestações se limitarem ao insulto pessoal.
José Sócrates, em resposta aos jornalistas, no final de uma visita oficial a Cabo Verde, após ter sido confrontado com a elevada participação na manifestação da CGTP-IN, na véspera, em Lisboa, acusou os sindicatos de não terem contraposto argumentos positivos e alternativos aos do Governo.
O secretário-geral da CGTP considerou que o Governo socialista gostaria que a Intersindical fosse um instrumento das suas políticas mas assegurou que isso nunca acontecerá.
«A CGTP é e será sempre um espaço de afirmação dos protestos dos trabalhadores por melhores salários e melhores condições de vida, nunca seremos um instrumento do Governo», afirmou.
O sindicalista acusou o primeiro-ministro de estar a assumir uma atitude de vítima e ver insultos onde não os há.
«Se o primeiro-ministro considerar que a denúncia do aumento do empobrecimento, a denúncia do aumento da precariedade, a denúncia dos compadrios na sociedade portuguesa, a denúncia da quebra dos salários reais e do emprego não é falar dos problemas do país mas sim um insulto, então está errado», disse Carvalho da Silva.
O líder da Inter salientou que a manifestação de sexta-feira decorreu de forma «ordeira e sem desacatos», «ao contrário do que se vê noutros países», e deixou «propostas claras ao Governo».
«Mas o que parece é que o Governo gostaria que estas manifestações devidamente organizadas fossem substituídas por protestos desordeiros que fossem refreados pela polícia», acrescentou.
Lusa/SOL

ERAM MUITOS, MUITOS MIL E, COMO SEMPRE, ESTAVA LÁ O NORTE ALENTEJANO!




Entre os mais de 200 mil trabalhadores que ontem, 13 de Março, “inundaram” a Av. da Liberdade, estavam mais de 500 trabalhadores e trabalhadoras do nosso distrito.
Com a exigência de Mudar o Rumo + emprego e salário os homens e mulheres que saíram, manhã cedo, do distrito levaram igualmente a reivindicação de politicas de valorização positiva para o Norte Alentejano.
Conscientes de que tinham atrás de si todos e todas que sofrem com a destruição do nosso tecido produtivo, com o desemprego crescente, com a precariedade e os salários em atraso, a significativa delegação norte alentejana reafirmou a sua disponibilidade para continuarmos e intensificarmos a luta pelo direito que nos assiste de querer continuar a viver e trabalhar na nossa terra.
A USNA/cgtp-in saúda os trabalhadores que participaram nesta grandiosa jornada de solidariedade, de fraternidade e de combate e exorta os norte alentejanos a continuarem a trabalhar na construção do movimento de vontades que exigem uma nova Operação Integrada de Investimento para o distrito e o acelerar de medidas de apoio a quantos perderam o emprego e às pequenas e médias empresas que estão em dificuldades.
A USNA/cgtp-in conta com o apoio interveniente dos trabalhadores e trabalhadoras do distrito.
O Norte Alentejano pode contar com a determinação e a luta da USNA/cgtp-in

Portalegre, 2009-03-14

A Comissão Executiva da USNA/cgtp-in

sábado, 14 de março de 2009

MUDAR DE RUMO - MOÇÃO



MUDAR DE RUMO
+ emprego, salários, direitos
Resolução – 13 de Março de 2009


No actual contexto económico e social do país, os trabalhadores e a esmagadora maioria da população portuguesa empobrecem, têm maiores dificuldades financeiras, piores condições de vida e estão pessimistas quanto a um futuro melhor.
Perante esta situação, nem o patronato nem o Governo, actuam ou se responsabilizam por medidas e políticas capazes de mudar o rumo actual.
O Governo do PS refugia-se na actual crise financeira e na sua dimensão internacional e tenta desresponsabilizar as políticas de direita desenvolvidas até agora pelos sucessivos governos que, mantendo um modelo de desenvolvimento baseado em baixos salários e mão-de-obra desqualificada, de precarização e reforço do poder patronal, originaram e aprofundaram os problemas estruturais com que o País e os portugueses se confrontam.
O emprego prometido traduziu-se em mais desemprego e precariedade. As famílias perderam poder de compra, estão mais endividadas, vulneráveis a situações duradouras de pobreza, em contraposição com o brutal enriquecimento pessoal de alguns, feito à custa da especulação financeira, da exploração dos trabalhadores, da corrupção e da fraude fiscal. Os micro empresários sufocam, as pequenas empresas não encontram saídas nem a necessária celeridade e eficácia dos apoios prometidos.
O Governo vai prosseguindo políticas “de poupança” com os trabalhadores e os desempregados, mas oferece milhões aos causadores da crise, sem garantias de rigoroso controlo ou contrapartidas sociais. A pretexto da crise, os patrões procuram impor aos trabalhadores mais sacrifícios, para manterem ou aprofundarem os lucros.
As falências e os encerramentos de empresas aumentam; a taxa oficial de desemprego já é de 8,1% (dados Eurostat); jovens e mulheres são os principais atingidos; 38% dos desempregados não têm protecção social. O único indicador a descer só mesmo o das ofertas e o da qualidade do emprego.
As empresas recorrem, crescentemente e, muitas vezes, de forma oportunista, à suspensão de contratos, ou à redução do tempo de trabalho (via lay-off), para reduzir os custos do trabalho, reduzindo os salários e transferindo encargos para a Segurança Social. Por outro lado, cresce o número de empresas com salários em atraso, pondo em causa um importante direito constitucional, e aumentam as dívidas à segurança social e ao fisco.
Ontem em nome do défice, hoje em nome da crise, a lógica do grande capital e da política de direita seguida por sucessivos governos é a mesma: pôr os trabalhadores a pagar e o grande patronato a lucrar, seja quando fizeram uma grande e injusta acumulação de riqueza, seja quando é preciso tapar os buracos da sua gestão ruinosa, como aconteceu recentemente no BPN e no BPP.
Nos últimos anos a apropriação de lucros e o sistemático “assalto” aos bens públicos pelos capitalistas especuladores, constituiu uma afronta e um insulto ao povo português! Agora, os grandes defensores de “Menos Estado” são os primeiros na pedinchice e utilização dos recursos do Estado.
O definhamento do sector produtivo e o desvio de disponibilidades financeiras para a especulação bolsista constituíram autênticos crimes contra a economia, e justificam o julgamento dos seus responsáveis! Foram erradas as políticas seguidas que estão a trazer grandes custos à economia portuguesa e que aumentaram as desigualdades, as injustiças sociais e aceleraram o endividamento externo!
É inadmissível que haja patrões que aproveitem a situação para praticar ilegalidades de toda a ordem, aumentarem a exploração e a chantagem sobre os trabalhadores. É tempo de pôr cobro a este tipo de atitudes. Exige-se rigor e há que punir severamente os infractores.
É urgente mudar de rumo, exigem-se novas políticas e práticas patronais socialmente responsáveis. A ideia da inevitabilidade da situação serve apenas para que tudo fique na mesma. A solução para os problemas do País e dos portugueses passa por romper com esta política.
É preciso identificar as causas e os responsáveis dos bloqueios criados à sociedade, e, através da luta, exigir resposta positiva às propostas e reivindicações dos trabalhadores e da CGTP-IN. As medidas e propostas do Governo são insuficientes e, em alguns casos, inadequadas. A economia tem de estar ao serviço dos trabalhadores e do povo e não subordinada aos interesses dos grupos económicos e financeiros.
Queremos uma sociedade onde se privilegie a dimensão humana como factor do progresso, que reparta a riqueza de forma mais justa, que respeite e dignifique quem trabalha, que recentre o papel do Estado e promova serviços públicos de qualidade a favor dos portugueses e do desenvolvimento do País.
Por isso é preciso continuar a lutar contra os conteúdos gravosos da revisão do Código de Trabalho, porque contribuem para um maior desequilíbrio das relações laborais nos locais de trabalho e para uma maior desregulação do mercado de trabalho.
Diversos dos seus conteúdos estão feridos de inconstitucionalidade, designadamente os que põem em causa os princípios da segurança no emprego e da proibição do despedimento sem justa causa, da liberdade sindical, do direito de contratação colectiva, do principio da conciliação da actividade profissional com a vida familiar, da prestação do trabalho em boas condições de segurança e saúde e do direito a um salário justo.
Por isso vamos continuar a lutar contra as alterações da legislação laboral da Administração Pública que põe em causa o vínculo de nomeação para a generalidade dos trabalhadores e a respectiva estabilidade do emprego, promove a destruição das carreiras profissionais, compactando-as somente em três novas carreiras e introduz os mecanismos de inadaptação e mobilidade especial que, aplicados de forma discricionária, podem fomentar arbitrariedades, pressões e chantagem, inadmissíveis sobre os trabalhadores.
Este processo não está encerrado.
Daqui saudamos a iniciativa do PCP, partilhada pelos deputados do BE, do PEV, e por alguns do PS, do PSD e independentes, de requerer a fiscalização sucessiva da constitucionalidade de várias normas dos diplomas que alteraram o Código do Trabalho e a legislação do regime de Vínculos dos trabalhadores da Administração Pública assim como o seu Estatuto de Aposentação.
Esta iniciativa confirma o que a CGTP-IN sempre afirmou quanto à inconstitucionalidade de algumas normas e abre, neste campo, um novo processo de luta quanto à exigência da sua revogação.
A intervenção e a luta dos trabalhadores serão determinantes para assegurar o direito à contratação colectiva e contra a caducidade; a defesa dos direitos consagrados nas convenções colectivas de trabalho, enquanto fonte de progresso social; a exigência de respostas efectivas nos planos laboral, social, económico e político.
A mudança é possível, urgente e necessária.
Nós, trabalhadores presentes na Grande Manifestação de 13 de Março em Lisboa, promovida pela CGTP-IN, afirmamos ser indispensável:
1. Considerar estratégico o sector produtivo, apostando em políticas que promovam a sua modernização e dinamização, em simultâneo com a responsabilização e funcionamento transparente do sector financeiro ao serviço do desenvolvimento económico da sociedade;
nesse sentido há que:
a. Assegurar o aumento real dos salários e das pensões para melhorar o consumo da maioria dos portugueses;
b. Estimular o mercado interno e assegurar a manutenção e criação de mais emprego;
c. Mobilizar os meios necessários para o investimento público devidamente orientado para servir o país, de forma a gerar emprego e criar riqueza, mobilizando e fazendo participar na sua dinamização e controle as organizações económicas e sociais e o poder local;
2. Apoiar as empresas e os sectores económicos, particularmente as micro e pequenas empresas, impondo contrapartidas sociais e definindo critérios de rigor e medidas de acompanhamento e avaliação, com participação dos trabalhadores e dos seus sindicatos;
os subsídios temporários atribuídos às empresas para apoiar o emprego devem ser financiados pelo Orçamento OE e obrigatoriamente fiscalizados e avaliados;
é preciso bloquear a transferência para a Segurança Social de encargos das empresas e a tendência para reduzir a taxa social única.
3. Mobilizar recursos, actores e instituições para acompanharem as situações Regionais e criar Observatórios Regionais ou Operações Integradas, como forma de responsabilização colectiva e de empenho nas soluções.
4. Assegurar o direito à negociação colectiva, defender e melhorar os direitos consagrados nas convenções colectivas de trabalho, impedir práticas patronais abusivas e valorizar os sindicatos e a negociação enquanto garantes do progresso social;
5. Garantir que a lei se aplica efectivamente em todos os planos e sectores, redobrando a atenção para a exigência de uma exemplar punição das actuações patronais abusivas, nomeadamente, no campo do lay-off, dos salários atrasados, dos sinistrados do trabalho, dos processos de falência e do pagamento dos créditos aos trabalhadores;
6. Dar eficácia e articular a acção dos órgãos e organismos públicos, nomeadamente, das Agência de Investimento Estrangeiro, do Iapmei, da Segurança Social, do IEFP, da IGT.
7. Exigir que a ACT assuma as suas responsabilidades e combata com eficácia as ilegalidades patronais. As 550 vagas no quadro de inspectores e 60 de técnicos de Higiene e Segurança no Trabalho, têm de ser preenchidas de imediato na sua totalidade e não apenas em parte, como teimosamente o Governo continua a defender. É preciso uma lei, com carácter de urgência, e a adopção de medidas que assegurem efectividade a estes objectivos.
8. Melhorar a Protecção Social
a. É inadiável a diminuição dos períodos de garantia para atribuição do Subsidio de Desemprego e do subsídio Social de Desemprego, para permitir o acesso dos trabalhadores com emprego precário; assegurar o prolongamento do Subsídio Social de Desemprego enquanto durar o desemprego; pôr termo aos “falsos” recibos verdes, dado que são trabalhadores por conta de outrem e não têm protecção no desemprego.
b. Há que revogar o factor de sustentabilidade, corrigir mecanismos perversos do sistema de cálculo, rever o Índice da Apoio Social e os critérios de actualização das pensões.
9. É imperioso fazer pagar impostos a todos e a todas as empresas, cuidando assim da justiça fiscal e do Orçamento do Estado; a riqueza e as grandes fortunas têm de pagar impostos; a fraude, a evasão fiscal e contributiva são intoleráveis; é preciso acabar com os “off-shores” e os paraísos fiscais.
10. Tem de ser garantido o acesso à justiça a todos os cidadãos e há que denunciar frontalmente os preconceitos que no sistema existem contra os trabalhadores e os seus sindicatos.
Mudar de rumo é necessário e é possível! Para melhorar as condições de vida do povo português.
É hora de intensificarmos a luta pela mudança de políticas! Neste contexto, os trabalhadores presentes nesta Grande Manifestação, em Lisboa, decidem
AGIR NO TERRENO PARA RESOLVER OS PROBLEMAS:
1. Prosseguir e intensificar a acção e luta nos locais de trabalho dos sectores público e privado, pelo direito à contratação colectiva, a defesa dos direitos consagrados nas convenções colectivas de trabalho, pelo emprego com direitos, contra o desemprego e a precariedade, pelo aumento real dos salários.
2. Exortar os jovens a agirem por; + Estabilidade; + Salários; + Emprego com Direitos e a participarem na Manifestação da Interjovem/CGTP-IN que se realiza no dia 28 de Março (Dia Nacional da Juventude), às 14H30, no Rossio, em Lisboa,
3. Agir face ao concreto dos problemas, gerar propostas, exigir respostas e envolver as estruturas regionais na realização das Tribunas Públicas “Mudar de Rumo; Pelo Emprego com Direitos” que a CGTP-IN vai realizar, no âmbito do Dia Internacional de Luta, promovida pela Federação Sindical Mundial, “pelos direitos dos trabalhadores, contra a exploração”, no mês de Abril, nos dias 2 no Porto, 3 em Coimbra, 6 em Évora, 7 em Faro e 8 em Lisboa.
4. Prosseguir a defesa e concretização dos objectivos de Abril e saudar o 35º Aniversário da Revolução de Abril, assumindo a participação activa nas comemorações que no dia 25 de Abril se realizam por todo o país como forma de acção contra o compadrio, a corrupção e a promiscuidade entre poderes, que matam a democracia e impedem o desenvolvimento.
5. Realizar uma grande jornada de luta no 1º de Maio que deve ser preparada intensamente, com esclarecimento e mobilização para, de forma incontornável, expressar a afirmação dos direitos dos trabalhadores e a força dos sindicatos, manifestar o descontentamento e a indignação contra a política de direita e as posições retrógradas do patronato, assumindo um momento alto de solidariedade de todos os trabalhadores e outras camadas da população, na exigência de resposta às propostas sindicais e à mudança de política que os trabalhadores exigem e o país precisa.
Lisboa, 13 de Março de 2009

MUDAR DE RUMO



FORAM MUITOS, MUITOS MIL E ENTRE ELES MEIO MILHAR DE NORTE ALENTEJANOS

A Av da Liberdade foi pequena para acolher os mais de 200 mil manifestantes que em Lisboa exigiram uma Mudança de Rumo + emprego, salários, direitos.

O Norte Alentejano, como sempre, esteve presente. Mais de meio milhar de trabalhadores, homens e mulheres,sairam manhã cedo de vários pontos do distrito e de autocarro (sete) ou nas dezenas de viaturas ligeiras e integraram-se na manifestação que "inundou" Lisboa e reafirmaram a exigência de teremos o direito de viver e trabalhar no distrito de Portalegre.

Os trabalhadores da Lagtogal que ficarem sem emprego, da Delphi onde permanece a incerteza quanto ao futuro, os corticeiros da Robinson e da Subercentro, os trabalhadores dos granitos de Alpalhão e de Nisa, os trabalhadores da administração publica Central e Local, os trabalhadores do comércio e dos serviços, as tapeceiras de portalegre e os jovens desempregados ou em trabalho precário, foram entre muitos outros os que levaram a Lisboa a voz e a força dos norte-alentejanos.

Em todos, como nos restantes que de todo o país confluiram para Lisboa a convicção profunda de que a Luta continuará até se atingirem os objectivos que nos movem: uma politica diferente que garanta - Trabalho com direitos, uma justa distribuição da riqueza produzida, uma velhice digna para os que saiem do mercado de trabalho.

sexta-feira, 13 de março de 2009

8º Congresso das CC.OO de Extramadura


A União Regional de CC.OO de Extremadura reuniu em Congresso, o 8º, na cidade de Mérida nos dias 12 e 13 de Março.
O Congresso que reelegeu por esmagadora maioria Julian Carretero como Secretário-Geral.
Na sessão de abertura usaram da palavra, para além do Secretário Geral Regional, o Alcaide de Mérida, o Secretário Geral de CC.OO, Ignácio Toxo; O Secretário Geral de UGT de Extremadura, Miguel Bernal; o Presidente da Junta de Extremadura, Guilhermo Vara e o Coordenador da USNA, Diogo Serra.
Julian Carretero apresentou o relatório do seu mandato e chamou a atenção para a necessidade da Extremadura dispor das politicas apripriadas para combater a crise.
"Celebramos este congreso en un contexto económico muy especial, con una crisis económica, que está afectando de una manera evidente a los trabajadores y a las trabajadoras; a los trabajadores y trabajadoras con una menor cualificación, a aquellas personas, jóvenes y mujeres, que se ven afectadas de una manera muy significativa por esta crisis.
Además, estamos en una situación y en una coyuntura económica en la que es necesario, más que nunca, poner y elevar propuestas para, por un lado, frenar todo lo que la crisis está suponiendo para los trabajadores y las trabajadoras, con aquellas otras propuestas que hagan posible una transformación real y un cambio en la estructura económica de nuestra región
En definitiva, propuestas y herramientas que Comisiones Obreras quiere poner al servicio de construir una Extremadura de los trabajadores y las trabajadoras.

Diogo Serra falando em nome da CGTP/Alentejo deu a conhecer a situação vivida na região e as lutas realizadas e agendadas envolvendo os trabalhadores da Região.