segunda-feira, 7 de novembro de 2011

União dos Sindicatos do Norte Alentejano adere à Greve Geral

Na reunião extraordinária da Direcção Regional realizada no passado dia 2 na sede em Portalegre a USNA/cgtp-in decidiu aderir à greve geral e apelou aos trabalhadores e à população para que esta tenha uma dimensão de acordo com os problemas que estão colocados ao Norte Alentejano.
Na resolução aprovada por unanimidade estão expressas as razões para que também aqui a Greve Geral seja um dia memorável.



 Resolução da Direcção Regional da USNA/cgtp-in



CONTRA A EXPLORAÇÃO E O EMPOBRECIMENTO

Portugal DESENVOLVIDO E SOBERANO



GREVE GERAL

24 Novembro 2011



Emprego, Salários, Direitos, Serviços Públicos



Constatando que o Governo PSD-CDS, apresentou um novo e agravado programa de austeridade, sem paralelo desde o 25 de Abril que não significa apenas a recessão económica, o empobrecimento generalizado da população e o aumento do desemprego. Representa um ataque brutal à democracia e também um recuo civilizacional, que põe em causa princípios basilares de estruturação social e direitos e garantias fundamentais, consagrados na Constituição da República Portuguesa.

O Conselho Nacional da CGTP-IN, reunido a 18 e 19 de Outubro de 2011, decidiu:

                    Convocar uma Greve Geral para o dia 24 de Novembro de 2011, contra a exploração e o empobrecimento; por um Portugal desenvolvido e soberano; pelo emprego; salários; direitos; serviços públicos;

                    Promover, através das Uniões Distritais de Sindicatos, no dia da Greve Geral, acções públicas em diversos Distritos para dar expressão pública à indignação geral contra a política de direita e as posições retrógradas do patronato, e exigir uma mudança de política que respeite e valorize os trabalhadores e assegure o desenvolvimento económico e social do país.

No Norte Alentejano há razões acrescidas para irmos à Greve Geral:

·             Os últimos governos da direita arrasaram o nosso já débil tecido produtivo com o encerramento de inúmeros serviços e empresas, algumas delas aqui sedeadas há mais de 150 anos entre elas:

No Distrito encerraram nos últimos anos:

CONCELHO
EMPRESA/SERVIÇOS
Postos Trab
ARRONCHES
AZEMO – Lagar de azeite
GASL – Material Eléctrico
Os BELOTEIROS – Produção Alimentar
+

65
AVIS
LACTOGAL – Ind. Lacticínios
80
ELVAS
IRS – Instituto de Reinserção Social de V. Fernando
Maternidade Mariana Martins
Dezenas de lojas do Comércio Tradicional
+

300
NISA
SINGRANOVA – Transformação de Granitos
TERNISA – Termas de Nisa
+
200
PONTE SOR
SUBERCENTRO – Ind Corticeira
DELPHI – Componentes p/ Automóveis
+
600
PORTALEGRE
FINO´S – Fabrica de Lanifícios de Portalegre
Soc. Corticeira ROBINSON
JONHSON CONTROL´S – Componentes Automóvel
INVICAR – Confecções
DOMINGOS & Cª – Comercio Automóvel
+



2.000
SOUSEL
ENASEL – Pousada de S. Miguel
30



·             O investimento público é praticamente inexistente e foram desmantelados serviços fundamentais para a região e as transferências financeiras anunciadas irão impor a paralisação do distrito.

·             Vias de Comunicação:

            Portalegre é a única cidade capital de distrito que não é servida por auto-estrada. O IC13 continua parado à saída de Alter e teima em não chegar à fronteira. As duas principais cidades do distrito continuam a ter estrangulamentos enormes na sua ligação ferroviária.

            O distrito que nunca foi serviço por um inter-cidades está agora sob ameaça de deixar de ser servido por transportes ferroviários face à decisão de desactivar para passageiros a linha do leste a partir de Abrantes e o Ramal de Cáceres.

·             Saúde

            A ser concretizada a intenção da USLNA, 13 extensões de Centros de Saúde vão ser encerradas, 8 centros de saúdes fundidos em 4 e praticamente todos eles a perderem horários e valências.

·             Ensino

            Foram encerradas dezenas de escolas e reduzidas as condições de trabalho e de ensino em todas as escolas e em todos os graus de ensino.



Por todas elas é absolutamente necessário integrarmo-nos na luta e empenharmo-nos para que ela seja um êxito.



Convocada a greve é preciso construí-la!



Para tanto, é absolutamente necessário trabalhar de forma organizada e com entusiasmo na informação de todos os trabalhadores, na organização da participação em cada local de trabalho, na construção de sindicato (trabalhadores organizados) onde este ainda não exista.



A Direcção Regional da USNA/cgtp-in reunida em Portalegre em sessão extraordinária decide:



Aderir à Greve Geral convocada pela CGTP-INTERSINDICAL NACIONAL e Intensificar o esclarecimento e a mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras para transformarem as lutas em curso em ferramentas de construção da Greve Geral.

Saudar as lutas dos trabalhadores e trabalhadoras já anunciadas e em partícula a Jornada Nacional de Luta do sector dos transportes (dia 8 de Novembro) e a Mega Manifestação Nacional convocada pela Frente Comum dos Sindicatos da Função Pública para o dia 12 de Novembro em Lisboa.

Apelar a todas as organizações sindicais, assim como aos trabalhadores dos sectores privado e público, a indispensável convergência na acção com vista ao reforço da unidade na acção a partir dos locais de trabalho, na luta contra este programa de agressão, por melhores condições de vida e de trabalho, por um Portugal com futuro e na concretização da Greve Geral.

Saudar a luta corajosa das populações do distrito em defesa da saúde e contra a extinção de serviços e valências e em particular a luta travada pela população de Avis que trouxe a sua luta às ruas de Portalegre.

Promover, no dia da Greve Geral, acções públicas em diversos locais para dar expressão pública à indignação geral contra a política de direita e as posições retrógradas do patronato, e exigir uma mudança de política que respeite e valorize os trabalhadores e assegure o desenvolvimento económico e social do país.





Portalegre, 2011-11-02

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