sexta-feira, 25 de novembro de 2011
A LUTA CONTINUA, NAS EMPRESAS E NA RUA!
Uma greve que atingiu todos os locais de trabalho em todo o território do Norte Alentejano e que saíu à rua em demonstração de vontade de continuar a a afirmar que NÓS ACREDITAMOS!
A Greve Geral de ontem foi uma extraordinária demonstração da nossa capacidade de organização e da vontade de toda uma população que quer defender o seu território e a sua cultura e foi, podemos afirmá-lo a maior de todas as greves já aqui realizadas.
Num dia que começou bem, com a confirmação da vontade dos trabalhadores dos transportes urbanos de passageiros de que não circulasse nenhum autocarro na cidade de Portalegre, sem recolha de lixo na quase totalidade do distrito e com altíssimas taxas de adesão no primeiro turno (turno da noite) nos estabelecimentos de saúde, as horas seguintes, com pouca informação dos piquetes e com a constatação pública de que não havia nenhum estabelecimento de ensino encerrado na cidade de Portalegre chegou a fazer-nos pensar que no ensino a greve não atingiria os números da greve geral de 2010.
Não foi assim. Se era verdadeira a informação que as escolas da cidade não estavam encerradas não era menos verdade que já existiam escolas encerradas e mesmo em Portalegre, apesar de abertas era grande o número de adesões.
Quando às 12,30 horas nos encontrámos com a comunicação social já havia a certeza de que, de novo, a Greve Geral era também aqui um enorme sucesso:
Os "normalidade" nos serviços de saúde era assegurada pelos trabalhadores em cumprimento dos serviços mínimos, a "normalidade" nos estabelecimentos de ensino fazia-se à revelia das condições minimas normais para o funcionamento, a "normalidade" na Direcção de Finanças era feita com mais de 60% de trabalhadores em greve, não havia recolha de lixo, não circulava um único autocarro das carreiras públicas urbanas.
A essa hora, estava ainda a decorrer uma concentração de apoio à greve Geral no Largo do Café Vitória e alí, numa tribuna com "microfone aberto" a Directora do Teatro de Portalegre falando em nome das companhias presentes no XX Festival Intercacional de Teatro, declarava o seu apoio à greve geral e anunciava a decisão de oferecerem os espectáculos dessa noite aos trabalhadores e à população.
A essa hora, eram conhecidas as altíssimas taxas de adesão por todo o distrito com escolas encerradas em Arronches, em Gavião, em Ponte de Sôr, as adesões no sector operário com taxas de 100% em inúmeras autarquias e na Granisan e elevadíssimas na Dynáero, na Construção Civil.
Quando a partir de Portalegre seguimos para Avis e para Campo Maior já levávamos a certeza de que taqmbém aqui a greve fora um êxito que também aqui afirmámos que a LUTA CONTINUA, nas EPRESAS E NA RUA!
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário