sexta-feira, 23 de março de 2012

A GREVE FOI CUMPRIDA E FOI GERAL!


SAUDAÇÃO AOS TRABALHADORES E POPULAÇÃO DO NORTE-ALENTEJANO

DEPOIS DA GREVE GERAL, A LUTA CONTINUA
CONTRA O PACOTE DA EXPLORAÇÃO E EMPOBRECIMENTO,
EM DEFESA DOS DIREITOS E PELO FUTURO DE PORTUGAL  

Perante a maior ofensiva desencadeada pelas forças do grande capital económico e financeiro, desde 25 de Abril, os trabalhadores portugueses cumpriram ontem mais uma grandiosa Jornada de Luta, com elevada expressão em todo o país, no Continente e nas Regiões Autónomas, nos sectores privado e na Administração Pública Central, Regional e Local e, também, nas empresas do Sector Empresarial do Estado. 

No Norte Alentejano a Greve Geral foi cumprida tendo-se verificado elevadas taxas de adesão em todos os sectores de actividade que ainda persistem nesta região:
Não houve recolha de lixo nos municípios de Avis, Campo Maior, Crato, Fronteira e  Nisa e verificaram-se restrições nos restantes concelhos.

Nos municípios e em particular no sector operário registaram-se taxas de adesão próximas dos 100%, os serviços de saúde onde funcionavam os serviços mínimos a greve teve forte expressão tendo mesmo sido adiadas algumas cirurgias.

Nas empresas industriais ( as poucas que ainda resistem ) a greve também foi cumprida registando-se situações de fortíssima adesão, como foi o caso da Manufactura Tapeçarias de Portalegre.

A USNA/cgtp-in saúda todos os trabalhadores e trabalhadoras que com grande determinação e confiança na luta aderiram à greve geral e travam combates vigorosos contra o programa de agressão do Governo do PSD-CDS/PP; contra o encerramento das empresas, pela defesa dos postos de trabalho, pelo pagamento de salários em atraso e pelo aumento dos salários; contra a revisão da legislação laboral, em defesa dos direitos e dos serviços e funções sociais do Estado; contra as arbitrariedades e a exploração capitalista.

A cada dia que passa torna-se mais evidente que a política de direita subverte os ideais, direitos e garantias alcançados com a instauração do regime democrático.

É imperioso parar o programa de agressão do Governo aos trabalhadores, ao povo e ao país. É necessário, possível e urgente uma política diferente.

Com a luta derrotámos a proposta de lei que tinha o objectivo de aumentar os horários em mais meia hora diária de trabalho gratuito. Com o prosseguimento e intensificação da luta havemos de derrotar as pretensões do patronato e do Governo ao seu serviço e garantirmos a continuidade da região que é a nossa, com as condições necessárias a trabalharmos e vivermos com dignidade e em paz.

Pelo direito de vivermos e trabalharmos na região que é a nossa!

Pela defesa da Democracia e das Liberdades. Por um Portugal desenvolvido e Soberano!

23 de Março de 2012

A Comissão Executiva da Direcção Regional da
União dos Sindicatos do Norte Alentejano

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