Debater os
impactos da alteração dos horários na vida da mulher trabalhadora e,
simultaneamente, tomar um chá, motivou, na União de Sindicatos do Norte
Alentejano (USNA), as comemorações do Dia Internacional da Mulher. Assinalado
há mais de um século, este dia está associado à luta organizada das mulheres
trabalhadoras contra as desigualdades e descriminações.
Confessando que a
ideia é "não deixar morrer" a génese do Dia Internacional da Mulher,
Diogo Júlio, coordenador da USNA, lembrou que, este ano, o Movimento Sindical
comemorou o 8 de Março sob o lema "Valorizar os salários, Dignificar
horários, Efectivar direitos e Promover a igualdade". Também no Norte
Alentejano o dia foi comemorado com diferentes iniciativas, nomeadamente a
distribuição de documentos e postais alusivos às trabalhadoras dos supermercados
e Município, o plenário de trabalhadoras na Manufactura de Tapeçarias e um
chá/debate, na sede da União.
O debate contou
com a intervenção de mulheres de vários sectores de actividade e níveis etários
diferentes que deram a conhecer a sua visão, não só do dia 8 de Março, mas da
"necessidade de continuar a afirmar este dia para ganhar ânimo para
continuar a lutar pela igualdade". Uma luta que, de acordo com o
sindicalista, "não está ganha".
Aplaudindo os
encontros de amigas e colegas que se costumam realizar, sobretudo, na noite de
8 de Março, e realçando que o comércio "também se aproveita do dia e tenta
fazer negócio", Diogo Júlio destacou que é também preciso ter em mente a
sua génese. "É um dia em que homens e mulheres lutam para conseguir a
igualdade de direitos" sendo que, no caso de Portugal, "este ano
estão a ser retirados direitos que são conquistas dos trabalhadores".
"Se há sítio
onde as mulheres não podem deixar de lutar pelos seus direitos é um distrito
como o nosso onde todos somos necessários e cada vez somos menos", apelou
o coordenador da USNA.
Textos: Catarina Lopes

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