quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Viver, Trabalhar e Lutar num território que o Poder Politico teima em destruir!


     O ano de 2011 foi, no plano sindical um ano de grande significado para o Movimento Sindical do Norte Alentejano. Foi o ano do Congresso da União, de reforço da organização e da acção sindical em diferentes e importantes empresas e serviços, da constatação da nossa capacidade de mobilização, de luta intensa e de algumas expressivas vitórias de que se destacam a luta dos trabalhadores da Dyn’aero contra os despedimentos ilegais e a vitória alcançada; a luta das trabalhadoras da Manufactura pelo salário, a luta dos trabalhadores do Poder Local por melhorias profissionais; a Greve Geral que realizámos e o seu enorme significado.
     O ano que terminou caracterizou-se ainda pela luta contras as politicas de destruição do distrito promovidas pelos governos de José Sócrates e o que se lhe seguiu do PPD e do CDS.
     Mas, para o distrito e sua população foi um ano terrível durante o qual se intensificaram as politicas de roubo aos direitos dos trabalhadores e das populações, se intensificaram os encerramentos de empresas e serviços, se intensificou o desemprego, cresceram os salários em atraso e foram destruídos serviços fundamentais para a população do Distrito foi montada uma brutal operação de assalto aos direitos constitucionais e laborais e as tentativas de destruição da própria democracia.
      Apesar da intensa luta que travámos o ano terminou com a manutenção da alta taxa de desemprego cujo número estimamos em 10 mil desempregados, com a destruição de mais empresas e serviços: Selenis em Portalegre, GASL em Arronches, Domingos & Cª em Portalegre, dezenas de comércios em Portalegre, Elvas e Ponte de Sôr , com centenas de trabalhadores a serem dispensados de serviços públicos depois de 6,7 e mais anos com contratos a termo e com um conjunto de ameaças concretizadas já em 2012, com populações privadas do direito à saúde, porque lhes encerraram os centros de saúde e lhes retiraram o transporte, e privadas do serviço ferroviário entre Abrantes e Espanha.
      O Ano de 2012 começou com a continuidade desta situação: Nos primeiros quinze dias do ano encerrou em Portalegre o Hotel S. Mamede; registam-se situações de não pagamento de salários na Pastelaria Fonte Nova; o Charcas Hotel de Ponte de Sôr despediu 60 trabalhadores, a empresa Pinto & Bentes tem salários em atraso. Aumentam os despedimentos disfarçados ou não de comum acordo.
      Este ano que agora se inicia irá também ser marcado pela intensa luta dos trabalhadores e da população.
      A luta já anunciada pelos médicos e pelos utentes da saúde pressupõe que também aqui ninguém abdica da luta em defesa da saúde e dos serviços que a Constituição consagra.
      A Luta em defesa do caminho-de-ferro no distrito e na região já iniciada em 2011 com expressão de um e outro lado da fronteira irá continuar.
      A luta por um ensino público de qualidade para todos é aposta que se irá manter e intensificar.
      A luta contra os roubos nos direitos e as tentativas para impor trabalho escravo, como é o caso dos projectos do governo e dos patrões visando aumentar a jornada de trabalho laboral, retirar feriados e tempo de descanso receberão, também aqui, a resposta adequada.
      As acções e lutas já agendadas para o primeiro trimestre contarão com o apoio e participação empenhada dos trabalhadores do distrito e do seu movimento sindical.
      Dia 18 de Janeiro uma delegação dos sindicatos do distrito participará na manifestação em Lisboa e entregará na Assembleia da Republica os pareceres estão a ser recolhidos sobre o projecto lei/roubo do tempo de não trabalho.
      Dias 27 e 28 uma delegação do distrito – em representação dos diferentes sindicatos e da União – participará no XII Congresso da CGTP-IN.
      Dia 11 de Fevereiro o distrito participará com uma participação de centenas de trabalhadores, na Manifestação Nacional convocada para Lisboa.

Portalegre, 2012-01-12

Sem comentários: