segunda-feira, 3 de setembro de 2012



ESTE TEXTO DIRIGE-SE A SI

PORQUE O FUTURO TAMBÉM LHE DIZ RESPEITO!

            O desemprego é um gravíssimo problema que se abate sobre os portugueses, que sofrem com as políticas e medidas contrárias aos interesses de Portugal. Na passada sexta-feira, dia 31 de Agosto milhares de professores foram vítimas do maior despedimento colectivo realizado no nosso país e engrossaram o elevado número de desempregados que há em Portugal (que já são mais de 1 milhão e 200 mil).
            Os professores agora despedidos são necessários às escolas, mas, apesar disso, o governo tomou medidas, de propósito, para os despedir. Medidas que, para além do desemprego, levaram ainda a que um elevado número de professores dos quadros deixasse de ter turmas para exercer a sua actividade. A esses professores é comum chamar-se “horários-zero”.

A situação difícil do país torna o desemprego inevitável?
            Não! Está provado que a crise se agrava com o aumento dos desempregados. E esse é um dos nossos principais problemas: o desemprego cresce, devido às políticas que o governo do PSD e CDS desenvolve, e, crescendo, é cada vez mais difícil sair da crise que atravessamos!

Quais são as medidas impostas pelo governo, na Educação, e que agravam o desemprego?
            Entre outras, mais alunos nas turmas, agrupamentos de escolas que chegam a ter mais de 4.000 alunos, currículos mais pobres nos ensinos básico e secundário e encerramento de mais escolas.
            As consequências são as previsíveis para além do desemprego:
a)      há uma crescente degradação das condições em que os professores ensinam, os alunos aprendem e todos trabalham;
b)      Aumentam as situações capazes de provocar indisciplina e violência nas escolas;
c)      A qualidade do ensino é posta em causa.
            Para os governantes, esses parecem ser problemas menores quando comparados com o dinheiro que poupam, despedindo professores. Para nós, no entanto, são problemas gravíssimos que põem em causa o futuro da Escola Pública e do próprio país. Estamos certos que estes problemas não o/a deixarão indiferente, pelo que contamos consigo nesta luta que é de todos, ou não fosse o nosso futuro colectivo que está a ser posto em causa.

Portalegre, 3 de Setembro de 2012

A Federação Nacional dos Professores
(texto entregue a todos os presentes no Centro de Emprego de Portalegre)

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