ESTE TEXTO DIRIGE-SE A SI
PORQUE O FUTURO TAMBÉM LHE DIZ RESPEITO!
O
desemprego é um gravíssimo problema que se abate sobre os portugueses, que
sofrem com as políticas e medidas contrárias aos interesses de Portugal. Na
passada sexta-feira, dia 31 de Agosto milhares de professores foram vítimas do
maior despedimento colectivo realizado no nosso país e engrossaram o elevado
número de desempregados que há em Portugal (que já são mais de 1 milhão e 200
mil).
Os
professores agora despedidos são necessários às escolas, mas, apesar disso, o
governo tomou medidas, de propósito, para os despedir. Medidas que, para além
do desemprego, levaram ainda a que um elevado número de professores dos quadros
deixasse de ter turmas para exercer a sua actividade. A esses professores é
comum chamar-se “horários-zero”.
A situação difícil do
país torna o desemprego inevitável?
Não! Está
provado que a crise se agrava com o aumento dos desempregados. E esse é um dos
nossos principais problemas: o desemprego cresce, devido às políticas que o
governo do PSD e CDS desenvolve, e, crescendo, é cada vez mais difícil sair da
crise que atravessamos!
Quais são as medidas
impostas pelo governo, na Educação, e que agravam o desemprego?
Entre
outras, mais alunos nas turmas, agrupamentos de escolas que chegam a ter mais
de 4.000 alunos, currículos mais pobres nos ensinos básico e secundário e
encerramento de mais escolas.
As
consequências são as previsíveis para além do desemprego:
a)
há uma crescente degradação das condições em que os
professores ensinam, os alunos aprendem e todos trabalham;
b)
Aumentam as situações capazes de provocar indisciplina
e violência nas escolas;
c)
A qualidade do ensino é posta em causa.
Para os
governantes, esses parecem ser problemas menores quando comparados com o dinheiro
que poupam, despedindo professores. Para nós, no entanto, são problemas
gravíssimos que põem em causa o futuro da Escola Pública e do próprio país.
Estamos certos que estes problemas não o/a deixarão indiferente, pelo que
contamos consigo nesta luta que é de todos, ou não fosse o nosso futuro
colectivo que está a ser posto em causa.
Portalegre, 3 de Setembro de 2012
A Federação Nacional dos Professores
(texto entregue a todos os presentes no Centro de Emprego de Portalegre)

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