OS DIRIGENTES E ACTIVISTAS SINDICAIS PRESENTES EM CONCENTRAÇÃO JUNTO À ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA REAFIRMAM:
Os fundamentos apresentados pela Proposta em apreciação são falsos e são cínicos, uma vez que se diz visar obter a protecção e a criação do emprego. Ora o diploma a ser implementado apenas facilitará os despedimentos, pois a redução das indemnizações determina, não a protecção e/ou a criação de emprego, mas sim o incremento dos despedimentos e, consequentemente, mais desemprego.
NESTE CONTEXTO DECIDEM:
Ø Apelar a todo o Movimento Sindical para que se realizem até ao dia 12 de Agosto reuniões dos órgãos dos sindicatos, das federações, das uniões distritais, e das comissões sindicais, bem como o maior número possível de plenários em que se aprovem PARECERES denunciando e repudiando o conteúdo e objectivos daquele diploma.
Ø Que os sindicatos, federações e uniões distritais acompanhem com redobrada atenção os problemas concretos com que os trabalhadores se deparam nas empresas e serviços e procurem desenvolver posições mais ofensivas, inclusive no plano público. É preciso construir dimensões de solidariedade entre os trabalhadores e com as populações.
Ø Que em todo o movimento sindical se redobre o esforço de divulgação e afirmação das propostas e reivindicações da Central, no quadro da exigência de políticas alternativas. Temos propostas com que devemos responder em cada situação concreta.
Ø Solicitar aos sindicatos, federações e uniões distritais que procedam no imediato à análise dos problemas e ao tipo de respostas que é preciso dar em cada área ou sector de actividade, bem como, à planificação dos seus planos de trabalho com vista a uma intensificação e ampliação da acção e da luta sindicais a partir do final de Agosto.
Ø Reforço efectivo do trabalho de base, aumentando as acções de informação, esclarecimento, mobilização, organização e acção a partir dos problemas concretos com que os trabalhadores se deparam.
Ø Construção de forte unidade sindical na acção, com processos de trabalho dinâmicos a partir das nossas propostas, mas abertos ao debate e a outras posições ofensivas, visando a participação de todos.
Ø Empenho na construção de alianças sociais e políticas que se assumam na defesa dos direitos laborais e sociais, dos valores de progresso inscritos na Constituição da República e da democracia, em todas as suas dimensões.
Os tempos que estamos a viver, e aqueles que se perspectivam, exigem a todo o movimento sindical um trabalho abnegado de ampliação e mobilização cada vez mais geral da luta dos trabalhadores e do povo.
Com a CGTP-IN defenderemos os direitos dos trabalhadores e dos mais desfavorecidos, criaremos esperança à juventude, lutaremos pelo desenvolvimento do país.

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