segunda-feira, 4 de julho de 2011
Comemoração do 36º aniversário da USNA/cgtp-in
O 36º aniversário da União foi assinalado hoje em Portalegre.
A tomada de posse da Direcção Regional e a eleição dos órgãos executivos foram um momento das comemorações.
Os convidados presentes fizeram questão de dar enfase, nas comuicações proferidas, ao aniversário de União e desejarem aos novos eleitos um bom trabalho ao longo do seu mandato.
No decorrere das comemorações usaram da palavra a Vice - Presidente da Câmara Municipal de Portalegre, Drª Adelaide Teixeira, o representante da DORPOR do PCP, João Fernando Serra e o representante dos Secretariado Inter Regional do Alentejo, José Serra.
A encerrar as comemorações o Coordenador da USNA, Diogo Serra proferiu a declaração seguinte:
Caras e caros convidados
Camaradas
Às 21 horas do dia 4 de Julho de 1975, nas instalações do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas, tinha início um Plenário de Sindicatos presidido por António Milheiro Bancário e secretariado por António José Ceia dos Reis, corticeiro e António João Serrano, operário agrícola.
Na Ordem de trabalhos um único ponto: Aprovação dos Estatutos da União dos Sindicatos do distrito de Portalegre.
Foi há 36 anos. Estava formalmente juridicamente constituída a União.
Desde a primeira hora a União dos Sindicatos assumiu-se como a estrutura de direcção e coordenação do Movimento Sindical no Distrito e, nessa qualidade, mobilizou e dirigiu os trabalhadores e trabalhadoras na intensa luta que levou à consolidação da democracia e deu inicio ao processo revolucionário de transformação da região e do país e conquistou muitos dos direitos que ainda hoje, patronato e a direita política se afadigam por nos retirar.
Ao longo dos 36 anos de existência da União foram muitos e muitas a assumirem a sua direcção, foram muitos e muitas que transportaram até aqui o sonho de construirmos um Distrito desenvolvido e solidário.
Permitam que saúde essas centenas de homens e mulheres que de forma abnegada se bateram por esse sonho e permitam que o faça quer na pessoa dos seus fundadores, um dos quais, o António Zé, esteve presente no Congresso que elegeu esta direcção mas também pela invocação de outros que por aqui passaram e deixaram a sua marca:
O Rui Alvarrão – o funcionário político-sindical, o dirigente, o motorista, o publicista, o designer que durante anos foi o principal motor da União;
O Ricardo Fernandes – O Chefe Ricardo – Ferroviário, durante anos chefe da estação de Portalegre e que sempre reconhecemos como um exemplo de homem e de sindicalista.
O Manuel Pinho, Professor, Presidente do SPZS e dirigente da União e, para não citar apenas os que já não estão entre nós, o Francisco Lopes, professor agora a viver em Alfândega da Fé, o Manuel dos Santos, metalúrgico do Crato, o José Manuel Candeias, então coordenador regional do Stal e agora a viver em Évora, o João Martinho, o Luís Castelo, a Ricardina Ferro, o Valter Casqueiro, o Constantino Cortes e tantos outros e outras.
Hoje tomou posse uma nova direcção da USNA, fizemo-lo neste dia de aniversário por entendermos ser esta uma boa maneira – a melhor maneira – de nos tempos que correm, comemorarmos o aniversário da União.
A direcção que o Congresso elegeu para dirigir a União no próximo quadriénio é uma equipa que corresponde às necessidades do momento. Uma equipa em que onze dos seus elementos chegam à direcção da União pela primeira vez, que integra dirigentes – homens e mulheres – oriundos dos principais sectores de actividade e dos principais locais de trabalho do distrito. É uma equipa capaz e consciente dos desafios que vai enfrentar. Uma equipa que sabe que não foi eleita para um parlamento em representação do seu sector de actividade mas sim que o foi para o órgão que tem a responsabilidade de coordenar e dirigir a acção sindical no Norte Alentejano.
Todas e todos sabemos que os tempos que vivemos não são favoráveis a quem luta pelo futuro.
Todas e todos sabemos que os mesmos que são responsáveis pelo estado a que chegámos querem impor-nos as mesmas receitas e ainda, aproveitarem para imporem o seu velho sonho: Pôr fim a todos os direitos e conquistas dos trabalhadores e das populações conseguidos com a Revolução.
Os mesmos (pessoas e organizações) que no País e na Europa trabalham para pôr fim ao Estado Social e para que continuem em crescendo os chorudos lucros que auferem estão apostados em fazer-nos regredir para os tempos da primeira revolução industrial.
São esses interesses que a nível internacional estão representados pela Troika (FMI, EU.BE) e a nível interno pela Quadr(a) ilha (PSD/CDS/PS/PR) os que nos estão a impor sacrifícios e a canalizarem o resultado desses sacrifícios para os cofres dos banqueiros (estrangeiros) e portugueses e a impedirem-nos de sair deste ciclo de mais desemprego, mais dificuldades, mais dívida.
Este governo apressou-se a confirmar que a sua política é, como muito bem caracterizou o líder parlamentar do maior partido da oposição, a mesmíssima música, mas tocada mais alto e mais rápido.
Uns outros, aproveitam os ventos que lhes sopram de feição para raparem todos os nossos recursos, pilharem as nossas empresas públicas lucrativas, desarticularem os serviços sociais, abocanharem os melhores pedaços do nosso sistema público e desarmarem-nos da capacidade de recuperar a economia, criar emprego, desenvolver o país e a região.
E ainda tem a lata de vir pedir contenção e compreensão. Ainda têm a lata de afirmar que o que é preciso é comer e calar.
Que fique já claro que connosco não contam para esse peditório. A CGTP e a União vão estar onde sempre estiveram: com os trabalhadores e trabalhadoras, a denunciar, a propor, a lutar.
Sabemos que vai ser preciso desmontar toda a propaganda da inevitabilidade ou da culpa que é sempre dos outros. Sabemos que as dificuldades geram desespero e o desespero é inimigo da acção. Mas sabemos que a razão acabará por se impor e, como noutras ocasiões os trabalhadores criarão as maiorias sociais capazes de derrotarem as maiorias políticas que a dado momento foram criadas.
Também aqui, não vamos deixar para os outros aquilo que a nós compete fazer.
Por isso já no próximo dia 13 de Julho, voltaremos à rua para, a partir do Rossio em Portalegre, reafirmarmos que o Movimento Sindical de Classe não se rende, que há outros caminhos e que queremos percorre-los.
Vivam as trabalhadoras e os trabalhadores
Viva o Norte Alentejano
Viva a União dos Sindicatos do Norte Alentejano.
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