sexta-feira, 15 de abril de 2011

HÁ ALTERNATIVAS!



HÁ ALTERNATIVAS!
É PRECISO LUTAR PARA MUDAR
REALIZAR UM EXCEPCIONAL 1º DE MAIO

Na sequência das políticas seguidas por sucessivos governos e das medidas tomadas, nomeadamente, pelo Governo do PS, apoiadas pelos partidos da direita e pelo grande patronato, o País encontra-se numa situação que todos reconhecem difícil. Tal implica a continuação da luta por uma mudança de políticas que valorize os trabalhadores e as trabalhadoras e assegure o futuro da economia do país e as condições de dignidade da vida dos portugueses.
O défice tem uma origem e a crise de hoje acontece porque muito de errado, que sempre fomos denunciando e contra o que sempre lutámos, foi sendo aplicado.
Foram privatizações e destruição do aparelho produtivo, foi desarticulação dos serviços públicos, foi limitação dos salários, da negociação colectiva, da protecção social, dos direitos, levando a uma injustíssima distribuição da riqueza produzida. Foi precariedade generalizada e empregos destruídos em larga escala. Foram negócios e interesses cruzados, mais as duvidosas parcerias público-privado, foi evasão fiscal e economia clandestina a campear.
Estamos, como sempre, com a serenidade e a confiança de quem sabe ter razão!
Porque é possível!
É possível criar emprego estável e com direitos, sem precariedade;
É possível fazer uma distribuição justa da riqueza, aumentando os salários e as pensões;
É possível reindustrializar o País e produzir muito do que se consome;
É possível fazer respeitar quem trabalha, quem representa os trabalhadores, desenvolver a negociação e exigir a contratação colectiva no rumo do progresso;
É possível investir nas funções sociais do Estado e nos serviços públicos
É possível fazer pagar mais a quem mais rendimentos tem e combater a fuga fiscal;
É possível valorizar o trabalho e os trabalhadores e trabalhadoras;
Sim, é possível e necessário evitar o descalabro económico, reduzir as desigualdades e mudar de políticas.
Os tempos são de combate e de esperança! Conhecemos a força de estarmos unidos, de nos mobilizarmos e nos batermos pelo que é justo!
Sabemos todos como vai ser importante assinalar na rua e com a presença de todos o 1º de Maio!
Vamos comemorar, com determinação e confiança, o 1º de Maio em todo o País.
Por ser essa a natureza do trabalho sindical, vamos para os locais de trabalho, fazer o esclarecimento e a mobilização indispensáveis.

Vamos construir um enorme 1º de Maio, o 1º de Maio excepcional para defender o País e os trabalhadores.
Por emprego digno, por salários justos, pelos direitos sociais!
Contra as injustiças, pela mudança de políticas!


HÁ ALTERNATIVAS!
EM 5 DE JUNHO
É PRECISO VOTAR PARA MUDAR

Entretanto, o País vai ser chamado a eleições, num contexto em que os acordos de financiamento podem estar decididos para serem impostos ao Governo que delas venha a sair. Querem transformar as eleições na mera escolha dos executores das políticas que eles previamente definiram. Não aceitamos isso!
Tal, é uma ignóbil violação da soberania nacional e da Constituição da República Portuguesa que a CGTP-IN denuncia e rejeita.
É uma imposição dos poderes dominantes da União Europeia com o apoio empenhado do Governo PS, do PSD, do CDS/PP e do Presidente da República e dos grandes grupos económicos e financeiros.
É inadmissível que um governo de gestão que está impedido de tomar decisões sobre uma ou outra obra ou sobre nova legislação, pretenda assumir compromissos que comprometem por muitos anos e em enorme escala, as condições concretas de vida dos trabalhadores e da população.
Esta é uma violação grosseira do funcionamento das regras democráticas que importa combater.
Compete ao Povo e não às forças políticas e económicas conservadoras a decisão sobre o rumo a seguir e sobre quem e como deve governar!
Neste contexto, mais indispensável se torna a participação dos portugueses nestas eleições, pelo que a CGTP-IN apela à sua participação.
Temos o direito de seguir caminhos alternativos de efectiva mudança e vamos lutar por eles.
É possível votarmos e definirmos as políticas que queremos ver aplicadas, que se identifiquem com os direitos e os interesses dos trabalhadores e garantam o desenvolvimento do País, tomando as propostas dos sindicatos e da CGTP-IN. Em unidade, vamos à luta no dia a dia que nos espera!
É possível e necessário aliar o voto à luta pelo futuro do nosso País e dos seus trabalhadores, numa escolha coerente e livre de quem nos vai representar na Assembleia da República, de que sairá o novo Governo.

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