segunda-feira, 27 de outubro de 2008

E de repente... Nisa foi primeira página.

A "questão do Urânio de Nisa" voltou a ser objecto de análise dos que em Nisa vivem e trabalham, dos que ali nasceram e dela gostam, de politicos de diferentes quadrantes, de analistas mais ou menos esclarecidos, de fazedores de opinião e também, como seria de prever, de opinadores por encomenda sempre prontos a defenderem quem os sustenta.O retomar do debate foi desencandeado pela iniciativa que Nisa acolheu no passado dia 19 e pela significativa cobertura mediática que mereceu. A comunicação social local não lhe ficou indiferente e o debate está lançado.O desenvolvimento que queremos, o emprego e o desemprego, os produtos agroalimentares certificados e o turismo... a extração mineira como motor de desenvolvimento são temas que ouvem com regularidade. São diferentes (ainda bem) as opiniões emitidas, são ensurdecedores alguns silêncios mas, finalmente a discussão acontece.É neste momento em que este problema suscita a atenção do distrito que importa colocar algumas notas para reflexão:- A questão da exploração (ou não) do urânio de nisa não diz apenas respeito a quem lá vive e ttrabalha ou ali nasceu. A exploração (ou não) do urânio é um problema que diz respeito á região e ao país.- A opção que se coloca não pode ficar confinada às necessidades de emprego ou aos dinheiros que poderão ser arrecadados.- Nisa e as suas gentes têm que decidir se uns quantos empregos, durante algum tempo ao sabor das cotações do minério, justificam a destruição de projectos de desenvolvimento assentes nos produtos tradicionais de qualidade, no turismo e na preservação ambiental.O Movimento Sindical está consciente das carências existentes no teritório no que se refere quer ao emprego quer à fixação de jovens mas nunca aceitará que a opção que se coloque à nossa gente seja o emprego a troco da morte para as pessoas e para a Região.

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