
A pretexto da participação num plenário convocado para os trabalhadores com vínculo precário que laboram nos Estaleiros da Lisnave, a Administração da empresa despediu o dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos do Sul e membro da Comissão de Trabalhadores, Filipe Rua.
Esta é uma decisão ilegal, prepotente e baseada em pressupostos falsos. Em primeiro lugar porque o Plenário foi convocado de acordo com a legislação em vigor. Depois porque o dirigente Filipe Rua limitou-se a acompanhar o membro do Sindicato incumbido de realizar o referido Plenário, aliás como sempre fez com todos os que sendo dirigentes sindicais ou representantes de partidos políticos, visitaram os Estaleiros nos últimos anos.
Como é evidente estamos perante uma deliberação que para além de ferir o princípio constitucional do direito de reunião no local de trabalho, visa, através da repressão, condicionar a intervenção do Sindicato na denúncia dos elevados índices de precariedade que existem na Lisnave e dificultar a organização e mobilização dos trabalhadores com vínculo precário, de forma a pôr termo a uma situação escandalosa que continua a ser tolerada pelo Governo e as diversas entidades inspectivas.
Pelo significado, a dimensão e as implicações da atitude ilegal e revanchista da Administração da Lisnave, esta é uma questão que exige uma resposta firme e solidária de todo o movimento sindical.
No dia 22 de Setembro, realiza-se, entre as 08H00 e as 10H00, uma acção de luta junto à Portaria do Estaleiro.
Este é o momento certo para manifestar, a uma só voz, a solidariedade das Uniões, Federações e Sindicatos, ao dirigente sindical, Filipe Rua.
Neste contexto, apela-se a todas as organizações sindicais do distrito para que enviem, até ao próximo dia 21 de Setembro, as suas mensagens de solidariedade para o Sindicato dos Metalúrgicos do Sul (Rua Garcia Peres, 26, 2900-104 Setúbal; fax: 265 534 704; e-mail: stimmsul@stimmsul.pt e de repúdio e exigência da revogação do despedimento para a Administração da Lisnave (fax: 265 799 475).
Por estas e por outras é preciso levar a luta até às urnas.
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